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Frases de Davi Lima Gunther

78 frases

⁠é na sua boca que provo do mais gostoso sabor. boca tua que é fonte do meu ódio e do meu desejo, do doce, do amargo
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⁠é na sua boca que provo do mais gostoso sabor. boca tua que é fonte do meu ódio e do meu desejo, do doce, do amargo e da tua língua, que aos poucos me vicio e me embriago. você é parasitária, me beija apenas na boca mas percorre até o meu coração. é por ela que me enlouqueço e me mato só pela sua paixão. o céu sempre foi apenas de uma cor, mas sempre me iludo com esse tal azul, o seu também era assim, eu nunca notei: fantasias sopradas por um vento do sul. lá no fundo da garganta me via com cada ideia louca sussurrada por essa voz rouca, acho que eu ainda caibo na tua boca. o contorno dos teus lábios, os movimentos que fazem sem nem precisar falar, já me falta todo ar. nossa seiva se mistura bem porque a gente sabe que beijo não é contrato, é contato. mastigo sua boca como se tivesse pedido o melhor prato. espero que não tenha se arrependido do nosso trato provando da nossa explosão de sabores. é que meu gosto é ainda melhor na tua boca, era como se fossemos feitos pelos melhores pintores e agora só me resta saber se o que sai dela são novas feridas ou a cura das minhas dores.

⁠corpos juntos, colados. mentes soltas, depravados. cegos pela mordomia e a tecnologia
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⁠corpos juntos, colados. mentes soltas, depravados. cegos pela mordomia e a tecnologia que os aproxima e os distancia. cada um para um lado, mas estão juntos ou separados? conexões rasas, poucos olhares. modernidade líquida, falsas realidades. não se entregam por inteiro, apenas por metades. do que adianta viverem juntos, mas distanciados? os corpos se apresentam mas os corações estão desligados. como diria Bauman, tudo se tornou uma só liquidez, não fez parte e não durou, mas te satisfez.

⁠liberdade é dar costas às opiniões, o mundo não quer estar preparado para receber tantas emoções. pois você ama se perder para se encontrar,
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⁠liberdade é dar costas às opiniões, o mundo não quer estar preparado para receber tantas emoções. pois você ama se perder para se encontrar, viajar para qualquer lugar, amar quem quiser amar, essa é a receita infalível para alguém te odiar. mas estou esperando o convite para dançar contigo quando o mundo for acabar.

⁠o interior exala um aroma alcóolico o exterior é combustão. soube aproveitar a costela de adão.
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⁠o interior exala um aroma alcóolico o exterior é combustão. soube aproveitar a costela de adão. na fumaça do teu fogo já não consigo mais respirar, me prende para depois não saber soltar. entenda, você não sabe amar outro alguém. foi como virar um hospedeiro de sua lesma, um dia você vai entender quando te disse que você só sabe amar você mesma.

⁠eu diria que você caiu do céu e veio para a minha vida, para você minha alma está vendida. mas diferente de anjo caído,
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⁠eu diria que você caiu do céu e veio para a minha vida, para você minha alma está vendida. mas diferente de anjo caído, você entende como é se sentir acolhido, se fosse por eles eu já teria morrido. nas tuas asas seco minhas lágrimas e em você, a cura para esse mundo que vive tão à mercê de um amor profundo, em breve serei o seu segundo. mas isso, você e só você pode nos oferecer. vou entender caso queira ir embora, esse mundo é muito pequeno para te caber. essa distância que me mata entre a minha terra e o seu céu parece ser tão perto mas tão incerto. os teus olhos me hipnotizam, me paralisam e me dominam. assim, mesmo sem suas asas posso viajar para qualquer lugar com o gosto do teu universo particular. o que me torna ainda mais feliz é saber que assim como eu, outra pessoa também será seu aprendiz.

⁠nos olhos, um brilho cintilante. na pele, a maior beleza. na boca, muita história pra contar.
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⁠nos olhos, um brilho cintilante. na pele, a maior beleza. na boca, muita história pra contar. na mente, a certeza. a certeza de que tudo o que passou lhe tornou mais forte e pronta para a batalha nesta vida de tanta catralha. da voz que muito fala só exala a sua experiência, da qual se espalha e alegra todos na sua presença. todos os obstáculos se romperam por conta de sua luta, todas as sementes floresceram nas rachaduras de seu caminho. ela é família, ela é rainha, ela é heroína das histórias em quadrinho, ela é amiga, ela é uma rosa com espinho. vai a luta para defender quem ama: sempre sai forte, vitoriosa: sem drama. sutil como uma brisa e potente como o mar, mas só chegará no destino se souber nadar. veio para fazer história. soube que é preciso chover além do arco-íris que nascer para se refazer. digo e repito, esta mulher é incrível e tenho muito orgulho em dizer que foi dela que veio o meu ser.

⁠me cobre, me esconde, me cega porque deste meu mundo só saem guerras. eu amo ficar mas se há de ir,
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⁠me cobre, me esconde, me cega porque deste meu mundo só saem guerras. eu amo ficar mas se há de ir, que você me leve. do seu abraço assim, não devo sair porque por aqui posso me sentir e correr para onde quiser ir. somos yin e yang, mas não do mesmo sangue. somos a mistura do útil e agradável, da foz e do cais, do "eu quero" ou do "tanto faz". quando a gente não parava de dançar, quando fizemos um show sem saber cantar, quando rimos do nada sem ninguém conseguir nos calar. 20 de junho: não faltou testemunho, o dia em que nosso futuro ganhou um novo rascunho. lágrimas em nossos ombros encharcaram, mas memórias, histórias, Vitórias passadas não naufragam, nunca se apagam. a gente se apossa, não há sintonia como a nossa. empatema, por que somos tanto em um mundo de tão pouco? por que só podemos nos encontrar quando o céu toca o mar? por que o mundo nos esconde quando temos tanto a mostrar? somos tudo aquilo que o universo queria aproximar, piquenique na praia até tardar, banho de piscina enquanto todo mundo nos odiar, esquecer de tudo lá fora e amar o que nos tornamos e o que nos fez despertar.

⁠se você atira a sua pedra, espere receber a sua pedrada. desse idioma de arrogância eu já sou fluente.
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⁠se você atira a sua pedra, espere receber a sua pedrada. desse idioma de arrogância eu já sou fluente. ninguém jamais vai acreditar em você, pois elogia na frente e por trás, mente. te amanso mesmo me envenenando, fácil é tocar o seu sentimento brando que não aguenta ninguém te provocando. estou pronto para te dar o bote, sempre me cercando. e quem mais quis me acolher, foi quem escolheu me levar a morte mas a vida me ensinou que o que não mata torna forte.

⁠ladrilhos e constelações. já esqueci dos inimigos, das brigas, da queda dos aviões.
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⁠ladrilhos e constelações. já esqueci dos inimigos, das brigas, da queda dos aviões. vamos desfrutar do mundo novo, pensar num falso futuro e achar que podemos mudar o mundo. as ruas ainda estão vazias, mas aos poucos, todos irão aparecer. ainda espero que entre eles, eu consiga encontrar versões melhores de todos vocês.

⁠os de bem me ensinaram a nem sempre fazer o que só me convém, não detestar ninguém, ajudar sem ver a quem,
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⁠os de bem me ensinaram a nem sempre fazer o que só me convém, não detestar ninguém, ajudar sem ver a quem, mas o mundo me mostrou que é mais fácil concordar fingindo que escutou no meio do barulho. pare esse mundo que eu quero descer, já estamos em julho, já pulei o muro e gostei mais do outro lado, de borboleta não sei apenas o nado, rindo chapado, coração blindado, se deus vier, que venha armado, o show principal já está completo, agora o after é ir naquela rua e seguir reto. filho de adão e eva, fruto do pecado. em pé sou assim como estaria deitado, sem direitos e sem deveres, libertado de todas obrigações sociais que me apresentaram; um parasita devora meus órgãos e a sanidade que já fora roubada, assim como ele, devoro meus sentimentos mais lúdicos e fico calado como o som de uma granada, enquanto minha própria mão me dá uma bofetada. rodamos o mundo em busca de ser menos mal, mas a primeira refeição do dia é o falso moralismo que grita em urgência de invadir o meu próprio espaço, fazendo parte do mundo sujo que finge querer se limpar, parte dessa massa deixa mais sem graça, ânsia de mainstream (mesmo sendo), ignorando mensagem sendo lida, bebo da minha comida, comendo da minha bebida. sou o cheque-mate que leigo joga, música não é minha única droga, respiro no mar que me afoga, pois eu já era grande antes antes de você chegar, portanto, estamos quites quando me crucificar. meus segredos só eram assustadores até aceitar que eu tinha medo, os quais você só se tranquiliza quando sente o toque do meu dedo; quando minha música toca no seu rádio, sem fingir de coitado, pois antes pagava de santo mas era o que mais fazia pecado. só obedeço ao que me convém, maldade virou coisa do cotidiano, pulo de um prédio, me mato sem causar nenhum dano, protestos irônicos queimando pneu, nascido no breu, uma veia corre sangue latino, na outra, sangue europeu. recito poemas, invento romances do avesso; pelo meu amor, tudo tem seu preço: belas palavras, pena que eu me conheço, provando cérebros em ordas de zumbis, não sou um simples aprendiz, eu tenho a p0rra do fator X.

⁠pela última flechada que levei nesse planeta, por aquele dia: quero que você esqueça. foi difícil me ver ir embora
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⁠pela última flechada que levei nesse planeta, por aquele dia: quero que você esqueça. foi difícil me ver ir embora para sempre, sem você. acertou bem no peito, mas esse dia já foi desfeito. as sirenes ecoraram na cidade, mas elas mais parecem as trombetas do apocalipse. não temos mais tempo, por isso, esquece de quando me disse que queria ver o próximo eclipse. a lua só volta outro dia. por todas flechadas, por todas mágoas deixo aqui a minha estadia. a pele incendeia nessa sexta-feira. desvendando a vida pioneira. deixo o pente deslizar na minha cabeleira. ver minhas asas brilhando no céu, nas nuvens, nas escadas que subi para conversar com o anjo miguel. cores se formam, mundos transformam. recomeços, escolhas, desapegos. em breve, chega o mundo novo. é hora de mostrar para o povo qual é a sensação de nascer de novo. é o fim da aventura humana na terra. armas, bombas e guerras. se tudo não acabasse agora, uma hora ou outra já iria acontecer essa história. de ti, eu não vou esquecer. pois sempre lembre que de cima, eu vou te ver. mesmo que da pior forma. me conformo que aqui, você não vai entrar e não me importo de você não estar. depois de me machucar, você só me serviu de me aprendizado. porque sempre foi melhor ver você atirar do que doer quando me acertar.

⁠percorro com meus passos rapidamente nos corredores nada vastos de naves espaciais ou sou eu que tenho crescido demais: aprendendo com o meu presente
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⁠percorro com meus passos rapidamente nos corredores nada vastos de naves espaciais ou sou eu que tenho crescido demais: aprendendo com o meu presente e com os erros que querem se repetir cada vez mais. é sempre uma alegria tão serena, mas vivo em uma realidade que só me encena, fruto de um caótico período que deixou de ser uma quarentena. mais uma noite sem conseguir dormir escutando o universo sussurrando constantemente em meu ouvido, mas eles me diziam que aquilo era só um ruído, mas quem dera se todo ruído soasse tão definido, meu ouvido já teria explodido. conheceram o meu mundo e me estudaram a cada passo lento e como o resultado de uma pesquisa curta e fajuta me contaram que não basta ter talento. mas se não há um futuro brilhante, eu o invento. não quero viver em uma vida forçada, até porque sempre me disseram que felicidade não é comprada. desse mundo inteiro, só quiseram me mostrar um pedaço e eu sempre disse que preciso de mais espaço. assim, eu senti que esse lugar não é mais meu. construi a minha válvula de escape, meus caminhos longe dos meus entraves se materializando em um foguete que me levaria para longe dessas naves. e agora aquele ruído se transformava no universo que eu assistia na janela do meu quarto repleto de um novo mundo que nascia, mas na verdade, eles sempre estiveram lá, era eu que nunca os via.

⁠nunca gostei de caminhos comuns, sendo aqueles que vocês nunca valorizam, me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel
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⁠nunca gostei de caminhos comuns, sendo aqueles que vocês nunca valorizam, me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel porém para vocês sigo na construção da torre de babel, e como já contei antes, não adianta: eu já fiz minha subida ao céu.

⁠caçoando até nadando contra a maré, meu jeitinho de rir diferente, como eu sou engraçado quanto tem muita gente,
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⁠caçoando até nadando contra a maré, meu jeitinho de rir diferente, como eu sou engraçado quanto tem muita gente, oposto de quanto tô só: não sou só mais um, por onde quer que eu vá, qualquer um sente, os livro dos corpos frios e mórbidos, resultado do meu jeito solar, mais quente, me ter é como ter um... "davi?" presente. por tempos, fui a ervilha entre tantos colchões, nunca quebrado: coração de aço, debocham da minha cara, logo eu, o palhaço, entretanto dentro de mim, o circo é meu. o problema não sou eu se é você que eu não convido a subir no palco, ou até seria... pois independente das rugas que me surgir, minha alma sempre irá cheirar a talco. votos de um novo ano podem te fazer ser melhor, a cada momento que comigo você "brinque", te ofereço um gole para se afogar no meu drinque como os porcos de chihiro. até em cortinas que não se abrem, sou de bom grado, apesar de escrever isso ao teu lado e recitar para multidões. meu jogo não funciona com moedas, são milhões, escolha diversas outras opções, mas nada se compara a mim. sou a mistura do nada muito engraçado: gostoso, me divido pois todo mundo quer um pedaço; mas nada muito bruto: pois nasci palhaço. depois de muitas tentativas, trilhando o meu próprio percurso, eu sou a minha fonte, o meu recurso, coma mais arte: pois o dom que eu nasci, cê precisou fazer curso. o espetáculo foi um sucesso e sempre será, respeitável público, os espero novamente em janeiro em mais uma abertura do meu picadeiro.

⁠se acender um isqueiro eu explodo, queimadura de terceiro grau, te queimo, pego fogo: pode chegar perto,
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⁠se acender um isqueiro eu explodo, queimadura de terceiro grau, te queimo, pego fogo: pode chegar perto, só machuco mas não mordo. sempre preparado pra tudo dar errado, quanto mais você me acha inocente, mais noto que essa era a minha intenção na sua mente; emocionalmente independente.

⁠portas, corredores, luzes quadradas, percorrendo pelo teto, já não caibo onde um dia, já fui completo.
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⁠portas, corredores, luzes quadradas, percorrendo pelo teto, já não caibo onde um dia, já fui completo. quarta letra do alfabeto, o seis da chamada, chute na barriga, "criança mimada", livros nas costas, bicicleta na calçada, medo de ser adulto, levando flechada. cresci demais: sou meu produto, meu objeto, meu próprio vício (e de outras também), shiu... conta nada, pra ninguém. investindo em cada projeto, discreto. falando: irônico mas papo reto, direto. em silêncio, aclamado por palmas caladas pois meu maior público vem de visualizações abafadas. nunca estou pronto para nenhuma fase da vida? não vim com manual de instrução: você criou meus nomes, mas não minhas carreiras, apenas o dono de casa sabe onde ficam as goteiras, as cascas de banana escondidas procurando as respectivas lixeiras, segurando nas estribeiras. me entendendo entre caim e abel, correndo entre as salas iguais desse hotel, perseguindo como uma cascavel gritando que meu talento se comprova só com uma folha de papel de qualquer curso batido de universidade; já sou crescido demais para saber a minha vontade. nunca gostei de caminhos comuns, sendo aqueles que vocês nunca valorizam, me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel porém para vocês sigo na construção da torre de babel, e como já contei antes, não adianta: eu já fiz minha subida ao céu. mil talentos, multifuncional julgado por eu ser o meu próprio par ideal, ainda não é mundial, meu hobbie está local, já que dias f0das nunca serão esquecidos, pois os elogios de fora são os mais floridos, os que nunca me viram, os que admiraram o meu coração e cérebro récem-nascidos. tudo é sensível aos meus sentidos, tudo mudou, essa vontade me expressar nunca passa, como tarantino: não espere por nada, simplesmente faça. das quatro paredes do meu quarto, a mente se divide em uma casa inteira, cada cômodo se torna maior que qualquer coroa ou mérito que me consagre, a partir de hoje, sou um santo de casa que / ainda não / faz milagre.

⁠fui o escolhido para conhecer o que acontecia na terra que eu nascia, mas as músicas altas e o cheiro da comida fria tomaram meus sentidos afiados e cessou a minha velha calmaria. parecia ter vindo de longe, não era desse país, aquele em que se escondiam em bancadas hostis mas d…
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⁠fui o escolhido para conhecer o que acontecia na terra que eu nascia, mas as músicas altas e o cheiro da comida fria tomaram meus sentidos afiados e cessou a minha velha calmaria. parecia ter vindo de longe, não era desse país, aquele em que se escondiam em bancadas hostis mas desejavam assim como a do chico buarque: aquela lei que a gente era obrigado a ser feliz. e voando bem alto, assim como eva, escolheram que hoje o sol não apareceu, escolheram não ver a preciosidade da terra que você nasceu, escolheram definir que daqui só geram capitais, não é nessa nave que vamos fugir para outros ideais (se você considera os seus como banais). gilberto cantava sobre o brasil do meu amor, terra de nosso senhor, mas djavan recitou que amar é quase uma dor. na voz da elis, "o Brazil está matando o Brasil, o Brasil nunca foi ao Brazil" porém nos olhos dele brilha um profundo azul anil. a grama do vizinho é sempre mais verde, mas essa grama já acabou pois a renderam para o mercantil, fabril. não dão valor àquele povo gentil, "i love Brazil". nossas cores se tornaram um símbolo político, imbecil. os donos dessa terra foram calados, pau-brasil. cazuza dizia que era só mais um cara, que via futuro repetir o passado, e nunca notaram que o tempo não pára. tim maia torcia para que o mundo inteiro lhe pudesse ouvir sobre os sete mares que chegou a descobrir e de lá, me contou que todos notaram o quanto somos o raio de sol, união numa partida de futebol, a aquarela do céu, o azul do mar, o verde da floresta, a cultura divina, a energia dos barzinhos de cada esquina. essa nave vai pra longe e se tanto a preferem, colham dessa horta, mas até eles viram a quantidade de beleza que esse país conforta. seria mais fácil se conhecesse: a energia dos estádios quando um gol acontece, a diversidade imensa no florão da américa, às belezas que os quadros da tarsila expressa, jeitinhos que nunca serão iguais à esse, cervejinha no copo dançando um pagodão, alegria quando o funk movimenta a nação, toda forma de cor e de amor que se expresse e o orgulho quando a nossa bandeira cresce, talvez assim, entenderiam a importância de gostar do Z, mas também de dar valor ao nosso S.