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Frases de Danielli Rodrigues

99 frases

Bandeira Belo, belo, belo Surge no horizonte da estrela da manhã
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Bandeira Belo, belo, belo Surge no horizonte da estrela da manhã E se perde na estrela da tarde Em busca de uma alma única Uma luta pela vida inteira. Chega o poeta do lirismo Da vida cotidiana Do sentimento universal Aquele que engoliu os sapos Num garboso manifesto da poesia. Ao bater da cinza das horas Uma mágoa, uma melancolia Um ressentimento de perseguição A morbidez: Pneumotórax A vida um poema-piada. Foge de um satânico carnaval Indo embora pra Pasárgada Em um ritmo dissoluto Vivendo na libertinagem das palavras Na labuta da lira dos cinquent’anos Um legado de brincadeiras com formas e inspiração.

À Lady Lazarus Entre palavras a doçura do silêncio uma escrita autêntica de fênix
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À Lady Lazarus Entre palavras a doçura do silêncio uma escrita autêntica de fênix das pinceladas de sangue decorando um coração seco dando êxtase aos pensamentos vazios ao caminho das águas profundas e eternas de Ariel. No auge flutua a balzaquiana aos raios de sol de seu espelho mágico buscando a amálgama com o luar na triste contusão da vida eleva-se como um anjo aos vômitos de vermes e sapos e se perde num amor inexistente.

Pintada por Deus Dentre nuvens e ventos O amanhecer da poesia
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Pintada por Deus Dentre nuvens e ventos O amanhecer da poesia Pintando o verde das montanhas Com os raios de sol. A neblina enigmática pelo Aeroporto E o mar enaltecendo o Porto Sob o singelo toque das mãos de Deus Um doce Pão de açúcar. Do encontro aos céus A vista do paraíso O coração na alma Sem palavras diante de Cristo. Na travessia pelo Aterro de encontros O povo de Bota Fogo Entre clubes e um bom futebol A paixão nacional. Perdida entre árvores e flores Do gentil encanto da natureza Um momento único da prosa e da poesia Caminhando juntas pelo Jardim Botânico. Sento-me de mão dadas Reflito sobre o sentimento do mundo Ao lado do maior poeta de Itabira Na maravilhosa Praia de Copacabana. Percorro pela linda Ipanema Cheia de graça e de inspiração Ao som do mar e dos ventos Deixo o meu coração.

João Cabral de Melo Neto Meu caro João, Dono do cão sem plumas
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João Cabral de Melo Neto Meu caro João, Dono do cão sem plumas Dos retirantes surrealistas Um belo engenheiro da poesia Amado poeta do sertão, Da luz balão! Enterra os ossos com a lâmina da faca Germina a poesia popular Na educação pela pedra Nada de tradicionalismos Nada de convencionalismos Retira o relógio da gaiola Esquece o regimento Come os versos, as estrofes Lança assovios e flores De um arquiteto da luz livre Toma umas aspirinas Abusa das rimas Das vidas divinas toantes. Do fazer poético No catar feijão Tecendo a manhã Com a Morte e vida Severina Semeando a poesia no sertão Deixou seu coração E a esperança do amanhã.

Vinicius de Moraes Dá-lhe poetinha não temendo essa vidinha
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Vinicius de Moraes Dá-lhe poetinha não temendo essa vidinha cheio de amores sem problemas com pudores sem arrependimentos uma viagem de casamentos. Sedutor da palavra Escritor que lavra Apreciador de lirismos Vida sem modismos Conquistador de sentimentos Encantador de pensamentos. Amante da arte Diplomata aparte Dramaturgo e jornalista Compositor e poeta, Boêmio de sonetos Fumante de intentos. Vivendo sob a paixão Tudo com muita emoção Toma uísque de flores Aprende com as dores Eterno em todos momentos Efêmero nos sofrimentos. Realiza uma doce mistura De teatro, cinema, música e literatura De nada afeta Caminha entre o mistério, a paixão e a morte Ele sim foi poeta, Sonhou e amou na sua vida apaixonante!

Artaud Da manifestação da insanidade Uma articulação orgânica e estupenda da voz
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Artaud Da manifestação da insanidade Uma articulação orgânica e estupenda da voz Dentro do espaço da vocalidade Alavanca o personagem marginal. Da consciência da corporeidade O abuso da verdade interdita feroz Nas cadências melódicas da ritualidade Subjaz a sociedade fatal. Numa loucura da racionalidade A reconstrução da palavra atroz Na experiência-limite e literária da fecalidade A sublime linguagem subversiva retal.

Estática Corta-se o inútil De pensamentos vazios
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Estática Corta-se o inútil De pensamentos vazios De superficialidade e imbecilidade humana. Retiram-se as pedras Em um momento oportuno Tão logo traz a fertilidade da terra. Arrebatam-se os ventos Nas pegadas das borboletas Outrora que se foi. Corteja-se a beleza Da sabedoria da alma Somente o que se amálgama permanece.

O adeus! Um dia a amizade aparece. Diálogos, conselhos
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O adeus! Um dia a amizade aparece. Diálogos, conselhos Partilha de choros e sorrisos Envolto aos ombros E abraços de um amigo. Um dia a amizade solidifica. Momentos, decisões Surgem os comprometimentos De erros e acertos Na vida de um amigo. Um dia a amizade some. Achismos, egocentrismos Rompem sentimentos De tudo o nada Simplesmente jaz um amigo.

Doçura de viver Entregai os sabores das cores nas brincadeiras das poesias
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Doçura de viver Entregai os sabores das cores nas brincadeiras das poesias aos vossos desejos reprimidos das loucuras interditas pelos laços dos vossos lábios. Vigiai os olhares dos mares nas valentias das vossas ausências aos vossos pecados cometidos das ternuras alvuras pelos dias e noites das vossas mãos. Almejai os odores dos amores nas aquarelas das vidas aos vossos corpos entremeados das capelas adoradas pelos apelos dos vossos pensamentos!

Stella Radiante nell' oscurità Brilla, brilla, brilla
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Stella Radiante nell' oscurità Brilla, brilla, brilla In questa notte lugubre Regna in me Indomabile sentimento. Si avvicina Sorriso della vita Gentilezza del domani Tessendo i miei occhi Rompe il mio oceano. In un istante La completezza del mio essere Mi travolge Desideri, sogni La stella in me.

Aquário da vida O dia amanheceu branco mais gelado que meu próprio coração
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Aquário da vida O dia amanheceu branco mais gelado que meu próprio coração sem nenhuma canção sem nenhum pranto o dia permaneceu branco sem o teu encanto! E se eu fosse a moça tecelã deixaria o corpo que padece me envolveria com sol e a neve entre as linhas da minha face teceria o calor e o frio nos caprichos do dia e da noite para ter contigo o amanhã!

Diagnóstico No andar profético Um momento cardiopoético
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Diagnóstico No andar profético Um momento cardiopoético Estetocopia meus batimentos Amplificando meus sentimentos. Abra-me com um bisturi Retira a máquina Recebo um coração Desfilibra meus pensamentos Respirando meus movimentos. Nada bioquímico Neste corpo atérmico Devolva-me com verdades Curando minhas enfermidades.

Ariano Suassuna Os homens de barro Singela improvisação
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Ariano Suassuna Os homens de barro Singela improvisação Com o arco desolado O sagrado e o profano Cantam as harpas de Sião. O pasto incendiado E lá se vai um homem vestido de Sol! De cerne Armorial! Ao Auto da Compadecida A pena e a lei. O nosso rebento nordestino No caminho da caatinga Sem caneta, sem papel Nas torturas de um coração Um adeus ao deserto do sertão!