O amor que tenho transborda mas não afoga, ilumina mas não cega, é fascínio, luxúria, é entrega.
Frases de Dalia Hewia
178 frases
Fujo de quem me quer e quero quem de mim foge.A rotina me entedia,o desafio me fascina, o improvável me chama.
Tempo não é dinheiro, é um pedaço de vida que se deixa escapar.
Não queira me entender,mas chegue bem perto e me olhe.Veja minha ânsia, meu amor, meu pecado.Me olhe nos olhos,reconheça ali o mundo,sinta a pureza e fique calado.Chegue mais perto, se entregue,deixe eu te sentir... namorado.
Treinando sorrisos,gestos de bondade ou pensamentos éticos, as pessoas queixosas,mal-humoradas ou tirânicas vão tendo oportunidade de aprender que o que é bom também existe,que o amor também atende pelo nome de amizade ou solidariedade e que o resto é besteira, apenas uma ilusão.
O amor que muito fere se transfere
Ela deu o troco, porque tudo na vida tem seu preço e vem com endereço certo, ela não gostava que lhe devessem nem de ficar devendo, nada encoberto.
Ela gostava de prolongar gostos fortes, cheiros fortes, sensações fortes, porque os momentos eram sempre muito frágeis e se desmanchavam rapidamente.
UHUM: Quando você me olha com calma, olhos azuis me devorando a alma,como um lobo prestes a atacar a presa (ele voraz,ela indefesa), começa a minha entrega. Quando com voz macia você concorda dizendo "uhum" quase sem perceber,fico sem saída, salto pra vida, nada mais tenho a pe…
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UHUM: Quando você me olha com calma, olhos azuis me devorando a alma,como um lobo prestes a atacar a presa (ele voraz,ela indefesa), começa a minha entrega. Quando com voz macia você concorda dizendo "uhum" quase sem perceber,fico sem saída, salto pra vida, nada mais tenho a perder. Emoção bandida me assalta,a palavra não dita (bendita) me falta,meu corpo treme, anseia e teima por te ter (mesmo que por um instante). Amigo,homem,amante...Você é a única exceção, é o encaixe perfeito. Quando por fim (tim-tim) olho pra esse sorriso que é tocha na escuridão,nada mais nego,solene e profana me entrego,assino logo (grosso modo) com paixão... ... minha humilde rendição!
Maquiagem é aquilo que uso pra disfarçar minhas noites insones,minhas lágrimas presas,minha tristeza profunda.Maquiagem é aquilo que tenta esconder a dor da sua ausência.
Amar e não poder ver nem tocar é como estar num elevador descontrolado em alta velocidade entre o céu e o inferno. Dalia Hewia
Nada ou Tudo Sei Então me deram a missão: fale por favor sobre as coisas irritantes do Natal. Eu poderia falar sim, mas já falaram tanto...
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Nada ou Tudo Sei Então me deram a missão: fale por favor sobre as coisas irritantes do Natal. Eu poderia falar sim, mas já falaram tanto... Poderia falar por exemplo, das ruas lotadas de pessoas que acham que comprando um belo presente vão apagar todas as atitudes hostis que praticaram durante todo o ano, poderia falar dos parentes que seguem aquele mesmo ritual de visitarem-se e comportarem-se educadamente pra darem a impressão de que famílias são sempre felizes e compostas de seres que se amam ao menos na noite de Natal. Poderia dizer daquela pessoa que te garante que não precisa ajudar em nada na cozinha e que em cima da hora te diz: só deixei uma coisa pra você, fazer as rabanadas! Aí o você em questão fica ali com aquele cheiro de gordura entranhando na pele e nos cabelos e naquele fogão cujo gás resolveu trabalhar na potência mínima de propósito, mas aquele "você" se sente um herói por poder preparar algo que todos possam elogiar naquele bendito Natal. É o tal espírito festivo que baixa em todas as pessoas ao mesmo tempo, se bem que de festivo não tem nada, porque deixa transparecer uma forte melancolia, uma sensação de solidão em meio a multidão dos enganados e enganadores, uma total resignação em aceitar que aquela noite afinal vai passar. Eu poderia falar das pessoas que não sabem beber e que se tornam inconvenientes perturbando a aparente e santa paz de todos, poderia falar daqueles que passam o dia e a noite soltando fogos e rojões. Esses não sei definir se sentem um prazer mórbido em assustar pessoas e animais ( os de rua, abandonados a própria sorte sofrem mais, mas todos os animais se assustam e sofrem) ou se querem dar a impressão de que alguma guerra foi declarada. Minha opinião é de que se fossem mandados realmente pra uma guerra, perderiam a vontade de provocar qualquer barulho. São pessoas tão sem noção que não devem conseguir suportar seu próprio silêncio. Poderia falar também dos governantes que estão pouco ligando para a data, porque a ambição geral e principal de vender armas (mesmo que milhares ou milhões de vidas inocentes paguem por isso) é mais importante que qualquer festa que eles considerem idiota, é mais importante até que qualquer evento ou sentimento inúteis ( para eles) em qualquer dia ou noite, em qualquer canto do planeta. Eu no entanto gosto do Natal, sempre gostei. Por isso prefiro falar da alegria que existe, do genuíno sentimento de boa vontade nos lares e nas ruas. Gosto de falar de risadas, de sonoras gargalhadas, de palhaçadas, piadas, brincadeiras entre amigos ou parentes, alguns tímidos e reservados mas que nessas noites de final de ano são capazes de sair de suas conchas pra dar aos outros algo de bom: um elogio, um estímulo, um abraço caloroso, um beijo nas bochechas bem estalado e gostoso. Dizem que parente é serpente, mas parente também sabe ( quando quer) ser gente e gente que ajuda, que dá força, que apóia e que não enche com conselhos chatos ou radicais sobre o que é certo ou errado, mas que esvazia (aquele outro da família que no momento precisa) de preocupações ou confusões. Eu prefiro falar de luzes, de brilho, de casas ou ruas enfeitadas que tornam pálpaveis a beleza e a arte que fazem parte da vida e merecem ser admiradas, mas que na pressa do cotidiano muitas vezes nem são lembradas. Posso e quero falar de pessoas que nessa época são solidárias a ponto de angariar e distribuir cestas básicas ou brinquedos, de pessoas que são capazes de deixar de lado o egoísmo e praticar a solidariedade com os que ficam gratos com a tal caridade. Posso falar de mesas fartas, de água na boca só de olhar pras delícias do cardápio variado, posso falar da alegria dos chefes de família (sejam homens ou mulheres) ao se sentirem importantes por terem conseguido alimentar tantas pessoas e proporcionarem aquela união ao redor da mesa ou da árvore. Posso lembrar do sentimento de vitória também em famílias que afinal conseguiram, mesmo com pouco, ter seu Natal, seu peru ou seu churrasco e reunir pessoas ou até desconhecidos que foram trazidos por algum familiar e que se sentem felizes apenas por terem a casa cheia, a mente cheia ( de esperanças), mesmo que as carteiras tenham no esforço, ficado vazias. Posso citar as ações sociais de grandes empresas em favor dos menos favorecidos, de todos ou do planeta e que ficam mais evidentes nessa época, como se as grandes ideias e inovações escolhessem o final do ano para brotar na mente de seus funcionários pagos pra isso o ano inteiro. Algumas pessoas fazem balanços, sejam da firma ou da vida ( essa sempre uma empresa em constante progresso e transformação, ou não). Outras odeiam a balança sempre, inclusive nos últimos dias do ano, porque não conseguem seguir em frente com qualquer plano de boa forma. Tem gente que pensa em reforma: da casa, da piscina, da garagem, outros optam por uma viagem, mas todos sem exceção, de alguma forma interagem com esse esforço em fazer um Natal ou um Ano Novo, mesmo que o espírito seja velho e precise de renovação. Natal deveria ser todo dia, não com a trabalheira e os supremos esforços em se vender uma imagem pessoal ou geral diferente da real. Natal deveria ser todo dia na magia do encontro, na festa da alegria, na união de todos em prol de um bem comum, nas luzes, nas cores, na leveza das brincadeiras, na fantasia que torna mágica e especial qualquer data, como se fosse um carnaval. Seja em qualquer dia do calendário, até mesmo numa segunda-feira, que todos possam celebrar e se alegrar com qualquer coisa, qualquer besteira. O que vale sempre não é a intenção, é a ação. Que o amor seja sempre o nosso norte, que seja sempre forte, que pra ele haja sempre vazão, porque apesar da contrária aparência, talvez percebam que essa é a única razão, a causa, o meio e a consequência. O amor é a chave do nosso mistério ( da existência).
Natal Então é Natal e o que você não fez? Será que se sentiu como eu, a bola da vez?
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Natal Então é Natal e o que você não fez? Será que se sentiu como eu, a bola da vez? Será que seu jeito espontâneo te trouxe algum dano? Ou será talvez, que diferente de mim, deixou verdades por contar, promessas por cumprir, momentos por repartir, atos pra se envergonhar? Será que aproveitou bem seu tempo, ou usou e abusou do momento do outro? Será que levou alegrias, ou suas atitudes foram mesquinhas? Será que fez história que mereça ser contada e ficar na memória, em glória? Ou apenas foi indiferente, inconsistente e cantou vitória? Será que fez tanto mal a ponto de se sentir bem? Será que fez tanto bem a ponto de fazer feliz alguém? Será que alguma consciência você teve ou tem? Ou será que brincar com o sentimento do outro, fez parte do jogo também? Então é Natal e vejo as pessoas em alegre expectativa, como a espera de um novo brinquedo, de uma nova saída. Eu nada espero, apenas quero dar os beijos que soube guardar, e que vou embrulhar em muito carinho. Entre perdas, enganos e ganhos sobrevivi e não me deixei levar pela maldade, não me dobrei as pressões da sociedade que cobra atitudes hipócritas, sobriedades e disfarces sem sentido. Será que de algo você se sente arrependido? Ou será que se sente perdido, abstraído de tudo, entediado, precisando ser sacudido e remexido, pra acordar e ser capaz de fazer a diferença, de despertar alguma crença em alguém que precise ser amado? Em qualquer ser? Talvez um dia você consiga se olhar no espelho sem tremer, sem temer o que vê. Desejo que você (que eu não sei quem é porque não me dirijo a ninguém em especial), pare e pense só no bem e ignore o mal, até mesmo aquele que você foi capaz de fazer ou receber. Talvez assim as notícias nos jornais sejam mais amenas, as pessoas se sintam mais serenas, mais seguras, talvez diminuam as amarguras e sejam mais solidárias, menos solitárias, menos medrosas, menos covardes. Que sejam queimadas nas fogueiras as vaidades, as falsas virtudes, os exageros das hierarquias, as manipuladas e frágeis anarquias, o monstro horrível da ambição. E então? Então é Natal, final de ano e o que você não fez? Saberá ser mais cortês ou continuará pisando em quem nunca, nenhum mal lhe fez? Saberá reinventar sua vida, não provocar mais ferida, ou continuará sendo mais um sonâmbulo na multidão? Será uma serpente disposto a tentar a sorte, dando um bote certeiro na presa indefesa? Ou será verdade, idoneidade, pureza? Que tal romper a prisão da mente e seguir em frente disposto a não mais calar tudo de bom que deve existir em você, embora poucos consigam enxergar? Então é Natal, mas é apenas mais uma data. De qualquer jeito, que qualquer vida seja farta, livre de aperto e plena de satisfação. Até mesmo a sua (seja lá você quem for) Talvez apenas um alguém vazio de tudo, inclusive de amor. Então é Natal e o que você não fez? O que você fez? Quer trocar de lugar comigo e se sentir ao menos por agora e sem demora, a bola da vez?
Valente Quero falar de cores, de toques, de beijos, ensejos e recomeços, de amores. Não quero falar de rancores,
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Valente Quero falar de cores, de toques, de beijos, ensejos e recomeços, de amores. Não quero falar de rancores, porque esses eu não alimento, não merecem meu crédito, esses eu desconheço. Quero falar de pessoas felizes, animadas, positivas, não quero falar das feridas, nem suas nem minhas. Quero falar de gente que acrescenta, de gente que é verdade e não de gente covarde. Algumas pessoas maltratam animais, outras fazem ainda pior, ainda mais: esquecem que são mortais, que são fugazes. Algumas pessoas se entregam a vaidades e a irrealidade de se acharem acima do bem e do mal. Ignorância colossal. Em meu próprio seio fui picada por uma serpente, mas sigo valente (sempre) resistindo a tudo, inclusive a toda tristeza do mundo. Pinto minha vida com todas as cores, com muitos sabores, rio sempre de tudo, inclusive de mim. Para a vida eu digo sim mas na minha lagoa quero apenas um sapo e se eu beijar de novo esse sapo quero que ele nunca se transforme em príncipe, porque príncipes não existem e foi como sapo que eu o amei (desde sempre). E nesse momento é nele que penso, talvez buscando alento pra esse meu sofrimento, porque apenas ele é capaz de me entender, de entender como me sinto em meio a desordem, a mentira, a confusão desse mundo cão, cheio de pessoas felizes (só que não).
Dividida sigo então, entre o espanto e a aceitação, espaços vazios e sonhos tardios,
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Dividida sigo então, entre o espanto e a aceitação, espaços vazios e sonhos tardios, entre a confiança no futuro e a fragilidade que a distância provoca. Meu pensamento tua imagem invoca e dividida me pergunto: onde será nesse mundo que vou poder te encontrar? Quando? Quando será pra mim permitido te amar? Será que vou precisar trancar as cartas, rasgar as roupas, as fotografias, as mais valias, os enganos? E os tantos e santos planos? Ficarão esquecidos em alguma gaveta da mente? Ou seguirão em frente, prontos pra realização? Afinal nos diremos sim ou não? Dividida me sinto entre o desejo forte e a busca de um norte seguro, entre as mesmas incertezas que teus silêncios me causam e que minhas vontades pausam. Dividida me torturo. A filha agora diz não, a família apela cautela e eu me pergunto: E então? O sentimento continua forte e latente, por mais evidente que se forme um novo padrão de comportamento teu com o qual não consigo bem me encaixar, porque eu nunca soube lidar com espaços vazios. Sinto falta de clareza, sinto falta dos detalhes, da sutileza e da exatidão das ações antes executadas, sinto falta das palavras, tuas, que antes pra mim não faltavam, bastavam, me completavam. Antes minha entrada era no mesmo instante notada, agora passa despercebida e vou em busca da saída pra essa minha divisão. Multiplico os acertos, diminuo as tristezas, somo as certezas, mas nesse cálculo falta ainda a resposta certa da questão. Não sei por quanto tempo vou aguentar, não espere de mim mais do que posso dar, peço que não me dê nenhum motivo pra desconfiar. Cuide de mim, cuide do que já é seu com atenção redobrada. Se parar pra pensar vai ver que sou constante, que me mantive fiel em tudo o que te disse desde o primeiro instante. Sou fiel no amor que sinto, sou fiel no que consinto, sou fiel na entrega e na longa espera. Que nosso amor seja vício, nunca desperdício e jamais uma quimera! Que vire romance, filme, que se mantenha firme, que dele ninguém duvide nem se canse de admirar. Que seja a mais perfeita revelação do que é amar. Dividida eu sigo então, com algum porém ou senão mas lotada de desejo, calando o medo com um sorriso no rosto, amor exposto e entregue a paixão. Dividida eu digo sim. Afinal, por que não?
Olhe a chama, perceba a luz que te guia pra fora da escuridão. Esqueça o medo e a solidão. O fim do túnel é o princípio do amor.
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Olhe a chama, perceba a luz que te guia pra fora da escuridão. Esqueça o medo e a solidão. O fim do túnel é o princípio do amor. Tenha coragem, embarque nessa viagem e encontre o que te salva. Abra os olhos, nada mais vai te cegar. Festa na alma, conjugando enfim o verbo amar.
Amar é ir em busca do destino comum, é não almejar lugar algum e no entanto é viver esse encanto com honra e glória. Amar é fazer da vida a mais perfeita história.
Preconceito Preconceito é julgar imperfeito aquilo que você vê, mas tudo depende do seu jeito de olhar, porque se você pensar,
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Preconceito Preconceito é julgar imperfeito aquilo que você vê, mas tudo depende do seu jeito de olhar, porque se você pensar, vai ver que o mundo é um espelho que reflete sua pureza, sua beleza, sua feiura ou formosura. Só existe preconceito quando você compara. Na verdade não existe melhor nem pior, maior ou menor, nesse mundo que se iguala . Preste atenção, existe apenas amor ou não, em cada olhar, em cada gesto, em cada brecha, em cada vão . E agora? Ainda vai mandar embora, vai despachar, debochar, perseguir? Vai excluir? Que tal acabar com isso e assumir o compromisso de mudar o enfoque, o toque, o foco, a foto, a ótica se preciso for. É preciso calar o preconceito (esse sim imperfeito), é preciso transbordar o amor.
Prece Se você soubesse como eu quero nesse momento, ser pra você o alento
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Prece Se você soubesse como eu quero nesse momento, ser pra você o alento que cura qualquer problema, te dedicar o maior poema e te dar a paz que você merece... Ah, se você soubesse que guardo pra você a cena de cinema, o abraço mais apertado e aquele beijo doce e lacrado. Se pudesse sentir que por você faço qualquer esquema, resolvo qualquer dilema, que abro meu corpo e tranco minhas convicções, porque pra você existem sempre mil perdões... Se você soubesse que pensando em você meu corpo eu conheço tremo mas nada temo, porque sua imagem jamais esqueço, em qualquer viagem ou qualquer endereço. Se você soubesse o quanto tenho pra te dar, essa minha ânsia iria abreviar. Que meu amor chegue pra você como prece. Ah se você soubesse... Se ao menos você viesse...
Golpe Rasgou o amor ao meio e com o coração cheio de gelo apunhalou com força a presa.
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Golpe Rasgou o amor ao meio e com o coração cheio de gelo apunhalou com força a presa. Ela não esperava o golpe e triste, traída, ferida se perguntava ainda: Por que? Por que? Por que? Por que o golpe certeiro, ligeiro, se ela apenas confiou, amou, esperou e teve paciência a cada dia? O que ela não imaginava é que era apenas cruel utopia. Ela achava que o amor não se dobrava a obstáculos, que tudo vencia. Ela achava demais, mas nada sabia. Os atos provaram, os atos falhos falaram, a calaram. Por que a quebra da confiança, porque a volta em todas as juras, Por que as súbitas dúvidas? Por que de repente tanta incerteza, em contraste com sua pureza d'alma? Foge dela a calma, foge a alegria, foge a paz. Fogem todos os planos pisados. Sonhos maltratados, aniquilados daquela que já não se reconhece mais.
Anjo Olho pra você e vejo apenas um anjo, a outra parte eu esqueço, desconheço.
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Anjo Olho pra você e vejo apenas um anjo, a outra parte eu esqueço, desconheço. Quero apenas abraço, beijo, carinho. Vou fazer de tuas asas manto divino, que acenda nossas brasas e trace nosso destino.
Coração de Papel Se você pensa que meu coração é de papel, acertou. Isso explica porque as vezes fica amassado,
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Coração de Papel Se você pensa que meu coração é de papel, acertou. Isso explica porque as vezes fica amassado, em outras dobrado, ou leve e macio como veludo. Em certas ocasiões o sinto desnudo a mercê das marcas do passado, vivendo as alegrias e angústias do presente, ou sonhando com promessas no futuro. Não é conveniente que dele você se ausente, porque mesmo sendo frágil como papel, ele tudo pressente e até a mais leve indiferença pode trazer descrença pra um sentimento forte. Esse coração de papel não acredita em azar ou sorte, mas em escolhas, ações e destino, por isso vive em desatino. O papel é colorido, as vezes florido, até mesmo branco, cheio de paz e generoso ainda faz mais, deixa que nele escrevam quase tudo sem censura. Haja fartura! Coracão de papel vira um imenso painel, pra acolher sentimentos alheios e se divide em mil pedaços pra receber tantos rabiscos, tantos traços. Alguns escrevem, desenham, pisam, as vezes pintam ( o sete). Hoje o coração de papel está embrulhado pra presente, com laço vermelho de fita brilhante, pulsante, quente! Está a espera do possível amante, muito diferente de todos por quem esse coração já bateu. Agora quem sabe haja um novo desfecho pra esse coração ateu. Talvez um recomeço, quem sabe até um novo endereço, com um príncipe que será meu. É hora de deixar um pouquinho de pensar só nos outros, é hora dos amigos pararem com o aluguel. É o momento exato de abrir o cadeado, destrancar a alma, tirar o maldito véu. Coração vai parar de se blindar ao amor, nada mais de pudor. Símbolo e sentimento estão à sua espera, à espreita do momento certo. Você tão longe e também tão perto, merece o crédito porque me conquistou. Aqui estou eu com meu coração de papel, livre, ao léu, derretendo e escorrendo mel que despejo pro seu paladar bem apurado. Que o novo vibre cheio de vida e desejo. Que seja desfecho, festejo, que seja pecado!
Medo Vamos perder o receio, vamos soltar esse freio e falar do medo. Medo...primeiro a gente tem que perder "o", pra depois falar "do".
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Medo Vamos perder o receio, vamos soltar esse freio e falar do medo. Medo...primeiro a gente tem que perder "o", pra depois falar "do". Ele é fácil de se achar mas também costuma se camuflar, disfarçar... Está presente na vida e na vontade de se aventurar. Companheiro fiel, não paga aluguel, mas fixa moradia em muita gente desde a infância. Tem muitos nomes, substantivos, adjetivos, pronomes. Medo de rua, de bicho-papão, de escuridão, as vezes chega de mansinho, outras vezes de supetão. Medo é forte, é poderoso, tinhoso, insinuoso. Na juventude aparece como o medo de não agradar, de ser alvo de deboche, de não ser aceito pela maioria ou de virar um fantoche. Jovem tem medo até de falar, de expressar sua covardia, Tem medo do pai, da mãe, da tia e da filha da vizinha, da sexualidade, da espinha, de sua própria rebeldia. Jovem tem medo de tudo, mas contudo se arrisca. Essa talvez seja a atitude mais inteligente pra lidar com o medo. Se pra se livrar é cedo, o melhor é reconhecer que se tem, mas enfrentar. A vida é um risco, um cisco, é uma poeira, um instante, um caminhar e durante toda vida, há medo o bastante. Na idade adulta ele piora, vem sob a forma de doença e de morte, (que não demora). Adulto tem medo de queda, de solidão, de desamor, de sentir dor. Medo de hospital, medo irracional, medo do jovem que desafia (vendo nele o próprio jovem que também já foi um dia). Adulto tem medo da velhice e se envolve na tolice de a tudo criticar. Adulto tem medo até de um dia ficar sem lar e passar pela vida sem deixar sua marca, seu rastro,de ficar perdido a divagar. Adulto tem medo devagar. Se todos temos medo de alguma coisa, pessoa ou situação, o melhor a fazer é reconhecer isso e matar de vez o leão. Mas de que jeito? É simples e perfeito: basta acolher e esbanjar todas as formas de conjugação do verbo amar. Porque onde existe amor o medo não cresce. A medida em que se ama mais e mais, o medo se esvanece e a verdade aparece (pra quem merece). Medo é ilusão e amor é a tradução do sublime. Amor é prece. Medo é crime.
Choro Aceito baldes de água fria, porque minha menina
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Choro Aceito baldes de água fria, porque minha menina dos olhos está com sede e quer se saciar. Quer mandar o peso sair, a tristeza fugir, pra de novo te encontrar. E depois deixar, por tanto amar, tudo vazar: toda essa água já salgada, escorrendo mansa e descendo quente pelo meu olhar... Te vejo então na minha frente e percebo que você é o meu reflexo. Mesmo parecendo sem nexo, choro! Te devolvo assim a água fria... Perdoa amor, a ironia!