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Frases de Crislambrecht

248 frases

Me quebro Me corto E sangro
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Me quebro Me corto E sangro Com meus próprios Pedaços Ando aos pés descalços Me corto E sangro Com os pedaços Que deixei no chão Às vezes vejo pedaços Me jogo à seus pés Me quebro Me corto E sangramos Somos iguais Não tenho toda a força Vivo em tentativas Sob minha pressão Estou em minhas próprias mãos Cortadas, quebradas ou não.

Façamos as malas Vamos embora daqui A estrada tem dois lados
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Façamos as malas Vamos embora daqui A estrada tem dois lados Você escolhe para onde vai Nunca vi alguém totalmente satisfeito Que tivesse conseguido tudo que desejou Se existe alguém assim É pessoa de sonhos pequenos Sempre fui bom em fazer planos Mas o medo de erros possíveis me assombra Às vezes parece tão fácil às vezes tão difícil Conseguir manter-se de pé no caminho O que me faz levantar e andar todas as manhãs É o brilho ao fim do túnel deste grande sonho Carrego uma certeza comigo, mesmo casado com a dúvida. E o caminho também faz parte da conquista Tenho um destino que tracei Ele vai até um lugar Onde eu poderei descansar E planejar uma nova jornada Não tenho pressa Sei que chegarei Por isso aproveito viagem Para olhar a paisagem Tenho sonhos tão grandes Que preciso dividi-los comigo Pois não cabem em mim Mas sei que vamos chegar lá Às vezes eu paro e olho para trás E vejo tudo que mudei Vejo tudo o que deixei E o que me tornei E quando eu vou para além dos olhos Vejo-me com orgulho Pois de mim veio a recompensa É de você que deverá vir Eu só quero descansar um pouco Pois uma cabeça tranquila produz sonhos mais alegres E quando eu decidir como vou prosseguir Voltarei a caminhar rumo a este ponto E quando eu estiver totalmente sozinho Depois da insânia vencida Cairá sobre mi uma nova chama E todos ficarão sozinhos Chegarei ao início da última jornada sem saber Mas estarei completamente satisfeito A passos pacientes será minha última caminhada Pois o caminho também é parte da conquista.

Algumas semanas de rotina Incansável desejo de evitar De ficar apenas uma semana fora
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Algumas semanas de rotina Incansável desejo de evitar De ficar apenas uma semana fora Dessa rotina cansativa Sativa noite poética de filmes de amor Ao som dos caras Noite poética de um romance destrutivo Todo começo é confuso Na verdade É só a matiz da eternidade Eternidade filopoética Santa loucura que pode afastar Ou devorar-nos de vez Voltando a ser o exagerado de sempre Que teme o fim Que teme o começo Que ama o presente Que não sabe como presenteá-la Com flores colhidas Poemas roubados Roubados de mim Eterno ladrão Eterno exagerado Que acredita no amor Mesmo depois de tanto Tanto tempo Numa rotina Indiscansável Sem lógica Sem sentido Sentindo que há muito que fazer Temendo tudo que pode acontecer Amante do medo Das adrenalinas prazerosas e medonhas Dos esportes radicais Amante da paz Da quietude de um céu noturno Apreciado Por dois pares De olhos Verdes Sore o capô Sob o céu Com as luzes lá fora E seu brilho artificial Com todo o sentido Sentido que se faz Um momento de verdade Único e verdadeiro Eterno Que sei Logo se acabará Ficará para trás Pois sei que há de acontecer Novamente Tudo de ovo Inédito como sempre

Rumo ao futuro Aonde não se chega parado O caminho mais curto
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Rumo ao futuro Aonde não se chega parado O caminho mais curto Apenas terá Mais obstáculos Deixa para trás Todo peso desnecessário Aceita uma verdade lógica Se quiser Siga comigo Enquanto puder Ou siga meus passos Ou estude meus rastros Ou supere-me Ou esqueça-me Esqueça-me de lembrar Me lembre de esquecer Que não aprendi a amar Apenas sei fazer Vamos viver inventando Que talvez seja verdadeiro Talvez seja Certeza.

Passo a passo Rumo à insensibilidade Necessária inocência
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Passo a passo Rumo à insensibilidade Necessária inocência Responsável pela sobrevivência Num mundo De sistemas Tolos Tola sociedade Há de terminar sozinha Hei de terminar sozinho Todo fim é um começo Tudo é solitário Sólida solidão Imensa necessidade Poucas vezes fora ouvida Geralmente é ignorada Vou a passos despreocupados Já que não posso levar-te; Me leve.

Passo a passo a passo a passo A passo a passo a passo Passo o tempo todo o tempo todo
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Passo a passo a passo a passo A passo a passo a passo Passo o tempo todo o tempo todo O tempo todo o tempo todo Tirando o sentido das palavras Passo a passo a passo A passo a passo a pessoa Passa batida nos passa tempos Passados e não cria criaturas Caricaturadas mágicas em Cerâmica imaginária Imaginação em ação Imagine um imaginatório Giratório voltado para a Lua... Decepção decepção Pouca compreensão De poucos compreensivos Homens vivos Invisíveis por Escolha.

O que se passa? O que está passando? O que passou?
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O que se passa? O que está passando? O que passou? O que vai passar? O que se passa? Como está? Como estava? Como quer estar? O que se passa? Qual é a tua? O que pensava? Aonde quer chegar? O que passa? O que vai? O que fica? Para aonde é que você vai?

Vamos dançar no silencio No espaço, depois do tiroteio Vamos rimar amor com dor
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Vamos dançar no silencio No espaço, depois do tiroteio Vamos rimar amor com dor Vamos inventar o nosso amor Mas só se for a dois Vamos duvidar de tudo que é certo De certo é cedo ou tarde Nunca sei, nunca se sabe Mas temos tão pouco tempo Mais vale amar como se não houvesse amanhã Mais vale acreditar que os erros são pequenas palavras Apenas Palavras pequenas De antigos poemas Antigos poemas bons De poetas mortos E poemas acabam atraindo Mas estamos ligados Tão ligados que a cabeça já não aguenta Então deixe de lado os compromissos E vamos para onde não há como desistir Onde nada possa nos dividir Enquanto as luzes artificiais iluminarem Brilham as faces Brilham os olhares Sob as luzes, sob as estrelas Te ver é uma necessidade Luz, câmera e ação! Vamos fazer um filme.

Passo a passo Com o céu aquecendo-se Para a noite..
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Passo a passo Com o céu aquecendo-se Para a noite.. Ventos frios trazem-me lembranças Nesta cidade Que nunca vai mudar Enquanto a mudança Não me visitar Nunca cheguei ao topo Sempre retornei Ao ver novas montanhas Onde ventos frios trazem-me lembranças Desta cidade Que nunca vai mudar Enquanto eu não for A mudança.

Este céu que eu vejo Neste dia que acordamos Um dia real
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Este céu que eu vejo Neste dia que acordamos Um dia real Um mundo surreal No meio do caminho Entre a luz e a escuridão Entre a paz e a pressão O silencio e a multidão Arrebol eletrônico Para meus olhos biológicos Barulhos mecânicos Para meus ouvidos atentos Hoje acordei Com muita fome Com muita sede Hoje vou me alimentar de tudo Hoje tudo é motivo Para mais Do mesmo Experimentar novamente Novos sabores de sempre E o céu ao meu redor Continua fascinando Fascinante E o caminho da paz Pode estar acabando.

Sei que essa manhã pacífica de ressaca vai se acabar Mas eu queria que tudo continuasse assim mesmo Ressaca em paz, acordei em paz, como ontem
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Sei que essa manhã pacífica de ressaca vai se acabar Mas eu queria que tudo continuasse assim mesmo Ressaca em paz, acordei em paz, como ontem O problema é que não estou sozinho Não me veio essa paz por si só Encontrei o alimento envenenado Alimentei o poeta suicida e exagerado Suicídio é também um exagero? Pelo menos sei Que semana que vem O desejo de te ver será menor Que o desses dias atrás O que eu quero é devorar Este veneno a prato pleno Cantar novamente Devorar-te por completo Se possível Queria embalar esta manhã Com este som Vinho e cigarros Para a dança Da mão Da tinta E o papel Que tudo aceita

Pelos Canos “Você é um homem ou um rato?” Certa vez estava eu a rastejar pelos canos onde vivo, e uma indagação veio se repetindo de um lugar distante:
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Pelos Canos “Você é um homem ou um rato?” Certa vez estava eu a rastejar pelos canos onde vivo, e uma indagação veio se repetindo de um lugar distante: - Você é um homem ou um rato? Junto com a voz corria um roedor de lixo, em minha direção, e sem um motivo aparente, eu me assustei com a presença do bicho, que passou por baixo de mim e seguiu junto com o eco..co. Geralmente esses animais que vivem aonde eu vim viver não estranham a minha presença, presença estranha eu sempre fui, onde sempre estive, pra quem quer que fosse, mas, e aqui? O tempo que eu passei nos esgotos já foi suficiente pra me acostumar com muita coisa nova. Coisas de sempre... As paredes cilíndricas e ásperas desses pequenos canos de concreto me fazem feridas que nunca cicatrizam; minhas mãos e meus joelhos, meus ombros e meus calcanhares, minha cabeça e meus pés, meus cotovelos e minhas costas... De tanto me rastejar por aí já nem sinto dor; sinto fome, sinto cede, e sinto vontade de me rastejar. Os ratos não se importam com quem você é, eles estão por aqui e quando precisam se tocam, me tocam... geralmente no momento de dividir o alimento, ou na hora de tentar de mim se alimentar. Ficar atento tanto quanto possível, se não eles me arrancam os olhos! Eu moro aqui faz pouco tempo, não sei quanto, pois o tempo no esgoto não é como o resto dos tempos. Aprendi a sobreviver como os roedores de lixo, aprendi a roer lixo com os roedores de lixo. Como o tempo de quem fica atento o tempo todo parece passar mais rápido, eu passei a acreditar que estou há muito tempo vivendo aqui. Vivendo entre ratos há tanto tempo, não me passava pela cabeça julgar quem sou eu. Pois sempre fui ninguém. Nunca fui alguém. Lá de fora veio uma dúvida, direto pra dentro de mim, para agora saltar pra fora uma resposta. Tenho medo da superfície, desde que vim morar no esgoto eu nunca mais fui discriminado; Sem juiz, não há julgamento, sem ter quem julgar, não há juiz nem julgamento, e se há juiz haverá julgamento. Julgando que nunca fui alguém, que vivo como um rói-lixo, que somos o que consumimos: Não sou homem Não sou rato Sou lixo. Mas também Não sou juiz Devo ser o que sou; Sou eu!

Sei de tuas fases Conheço bem as tuas faces. Alegro-me com encontros inesperados
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Sei de tuas fases Conheço bem as tuas faces. Alegro-me com encontros inesperados Teu silencioso caminhar sempre me faz sonhar Seu vestido acaricia meu trajeto de incertezas Há tempos que tu não aquecias essas noites Faz-me lembrar de ti novamente Tira-me o sono como sempre Somos eternos amantes Tens-me nas mãos Quando quiseres Terá de mim o amor; Um sentimento verdadeiro. Sua inigualável companhia conforta Toda escuridão se torna um belo jardim Minha alma já pertence às tuas posses Seu encanto sempre será inspiração Quando vens grandiosa surpreende. Leva-me de volta à estrada; Quero contigo andar.

Hoje eu estava sentado enfrente à minha gruta Olhei para tudo o que possuo Minha felicidade foi indescritível.
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Hoje eu estava sentado enfrente à minha gruta Olhei para tudo o que possuo Minha felicidade foi indescritível. Enquanto olhava envolta e sentia-me satisfeito Veio a mim um sentimento melancólico Aquilo tudo não tinha mais sentido algum. Meu antigo sistema deixou um fantasma romântico Este não se contenta com a solidão Este sente a necessidade de compartilhar sua alegria. Fui tomado pela insanidade Lutei para fugir enquanto lutava para ficar E enquanto corria em desespero meus fantasmas me assombravam. Meus pés eram mais rápidos que meu coração E quando não pude mais respirar... Simplesmente caí... E as sombras pularam sobre mim. Deitado sobre as folhas eu fui atormentado Os piores fantasmas, os piores pesadelos Meus olhos pesavam mais que meu corpo. Ao despertar me vi rodeado de sombras Espreitavam-me de longe, numa distancia próxima Todos estavam prontos, como uma serpente. Poderia fugir Poderia render-me Pude encarar. Levantei-me e respirei fundo E antes que pudessem saltar sobre mim novamente Pulei sobre eles, agarrei um por um e os amarrei pelos braços. Levei-os à minha gruta Fizemos uma fogueira E queimamos nossos males.

A vida tem seus momentos felizes para serem compartilhados O mundo tem pessoas agradáveis para dividir experiências. A loucura de desafiar a insanidade na mais completa solidão
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A vida tem seus momentos felizes para serem compartilhados O mundo tem pessoas agradáveis para dividir experiências. A loucura de desafiar a insanidade na mais completa solidão É uma dança muito saborosa e arriscada. A compaixão e o amor são itens difíceis para se abandonar Um ser insensível se torna invisível Soldado Solitário Sólida solidão A verdadeira felicidade deveria ser compartilhada?

Noite passada Estava eu a caminhar Por uma rua britânica
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Noite passada Estava eu a caminhar Por uma rua britânica Fria, escura, molhada. Passou por mim um quase-cabeludo Era Lennon com seus óculos-escuros-redondos Sua gaita em seu suporte Em seu pescoço. Não sei ao certo sobre nada Talvez não fosse apenas ele Eu estava sonolento De olhos fechados. Distante-adiante era Dylan Logo à frente John Por um instante Ao lado H. G. ...

Ela vem Silenciosa, vem Como a chuva
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Ela vem Silenciosa, vem Como a chuva Incerta Silenciosa vem Aos poucos E aos poucos toma conta Domina Ela vem Quando você vai Ou não Sempre que você puxar Veja! Eis aqui! Ela vai Escandalosa, se vai Ou não Como a chuva.