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Frases de Cleómenes Campos

35 frases

Perguntei-lhe a sorrir: Onde mora a ventura? Ela volveu-me os olhos límpidos,aqueles Seus olhos meigos , cheios de doçura...
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Perguntei-lhe a sorrir: Onde mora a ventura? Ela volveu-me os olhos límpidos,aqueles Seus olhos meigos , cheios de doçura... E vi então , surpreso , que a ventura , Que eu vivia sonhando, estava dentro deles...

Todo livro é uma semente semente azul de ilusão realiade fluorescente
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Todo livro é uma semente semente azul de ilusão realiade fluorescente a vida ,mas diferente os sonhos como eles são Quanta vez tenho encontrado o bem que mais se procura no livro de um degraçado que nunca teve ventura ah!nesse só mágoa existe fece-o pois quem não sofeu se acaso a dor não resiste porque a vida me fez triste e ainda mais triste o fiz eu.

Um começo de saudade numa alegria crescente o que senti em verdade
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Um começo de saudade numa alegria crescente o que senti em verdade quando te olhei de repente o céu encheu-se de estrelas e enquanto eu sorria em calma entraste pelos meus olhos e foste ferir minha alma instante que só conhece aquele que se extasia subindo na luz da prece ou na asa da fantasia hoje sofro duplamente não há dor igual a minha tenho as mágoas que me deste mais aquelas que eu ja tinha

Foi vê-la o meu pensamento correndo como costuma voltou depois fatigado
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Foi vê-la o meu pensamento correndo como costuma voltou depois fatigado sem acha-la em parte alguma saiu a minha esperança e me jurou que te trazia só a saudade chorando veio em sua companhia É tão grande a distância entre o meu pranto e o teu lenço que os suspiros que a buscam se perdem no espaço imenso a cada instante se morre morte é vida na existencia uns morrem porque Deus chama eu morro por sua ausência

A ABELHA E A ROSA Cleómenes Campos Balouçava-se ao vento uma rosa vermelha,
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A ABELHA E A ROSA Cleómenes Campos Balouçava-se ao vento uma rosa vermelha, em que um raio de sol punha um reflexo louro; viu-a, pelo perfume, uma pequena abelha, e começou a lhe sugar o pólen de ouro. As abelhas, irmãs aladas das mulheres, são todavia insatisfeitas e curiosas. Ora, eu tinha num vaso uns botões rosicleres, que, por ser de papel, nunca seriam rosas. Ela porém supões que fossem verdadeiras; e, deixando o jardim, onde havia outras flores, voou sem ver por sobre todos os canteiros, na atração singular dos botões rosicores. Minha janela estava aberta por acaso. Ela entrou a zumbir. Mas fechei-a nessa hora. E a pobre, assim que viu a mentira do vaso, pensou na linda flor que deixara lá fora. Foi-se à vidraça a olhar; tentou fugir… e nada: estava presa em minha sala silenciosa. E, dois dias depois, achei-a inanimada, na mesma posição, inda fitando a rosa. Ó alma, que a ambição vai levando à cegueira: não te esqueças da abelha ambiciosa e iludida! - não deixes nunca a tua rosa verdadeira pelos falsos botões que encontrares na vida!