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Frases de Clara Brant

61 frases

O negócio com a filosofia é que ela quase sempre vai responder a uma pergunta deixando mais questionamentos.
⁠Eram as horas insones, eu refletia sobre as dores do mundo quando a morte veio até mim, convidou-me para adentrar o abismo, e eu perguntei: _ O que queres comigo dona morte? E ela respondeu:
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⁠Eram as horas insones, eu refletia sobre as dores do mundo quando a morte veio até mim, convidou-me para adentrar o abismo, e eu perguntei: _ O que queres comigo dona morte? E ela respondeu: _ Tenho te observado, sei que pensas em mim, então quero lhe contar uma história. Mas para isso, primeiro precisamos ficar a sós, venha, puxe uma cadeira e sente-se comigo no escuro.

⁠A noite cai e junto com ela, a luz O prenúncio da morte permeia, Quem bate ao portão do abismo?
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⁠A noite cai e junto com ela, a luz O prenúncio da morte permeia, Quem bate ao portão do abismo? Quem nos trás essa mensagem de desgraça? É o arauto da dor Que chega ao crepuscular A escuridão é seu manto O vento gélido sul, o seu guia As batidas dos corações soam como sinos Olhares aterrorizados O silêncio ensurdecedor As coisas são o que são e não há mais jeito Eterno é o nosso lamento Eterno é o nosso arrependimento

⁠Horizonte infernal Do ônibus eu mirava o horizonte Ainda era outono, quase inverno
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⁠Horizonte infernal Do ônibus eu mirava o horizonte Ainda era outono, quase inverno Viajar ao lado de uma janela tem esse efeito Nos faz refletir sobre as coisas Até então eu pensava no presente Em como as coisas estavam indo de mal a pior Ao olhar pela janela, com o sol já quase posto O céu tinha um tom vermelho sangue Onde ainda os últimos raios teimavam em permanecer Pensei que aquela cena parecia um vislumbre da atmosfera do inferno Do presente passei para o futuro Mais precisamente das desgraças que estão a me esperar Então fiquei com medo e com medo permaneci