Quando eu amo Eu devoro Todo o meu coração
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Quando eu amo Eu devoro Todo o meu coração Eu odeio Eu adoro Numa mesma oração
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Quando eu amo Eu devoro Todo o meu coração
Quando eu amo Eu devoro Todo o meu coração Eu odeio Eu adoro Numa mesma oração
Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente
Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu
Vou colecionar mais um soneto Outro retrato em branco e preto A maltratar meu coração
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem Que é pra te dar coragem Pra seguir viagem
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem Que é pra te dar coragem Pra seguir viagem Quando a noite vem E também pra me perpetuar em tua escrava Que você pega, esfrega, nega Mas não lava
Por favor Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa
Por favor Deixe em paz meu coração Que ele é um pote até aqui de mágoa E qualquer desatenção, faça não Pode ser a gota d'água
De todas as maneiras Que há de amar Nós já nos amamos
De todas as maneiras Que há de amar Nós já nos amamos Com todas as palavras feitas pra sangrar Já nos cortamos Agora já passa da hora Tá lindo lá fora Larga a minha mão Solta as unhas do meu coração Que ele está apressado E desanda a bater desvairado Quando entra o verão
EU TE AMO Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora
EU TE AMO Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora Me conta agora como hei de partir Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei meus navios Me diz pra onde é que inda posso ir Se nós, nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir Se entornaste a nossa sorte pelo chão Se na bagunça do teu coração Meu sangue errou de veia e se perdeu Como, se na desordem do armário embutido Meu paletó enlaça o teu vestido E o meu sapato inda pisa no teu Como, se nos amamos feito dois pagãos Teus seios inda estão nas minhas mãos Me explica com que cara eu vou sair Não, acho que estás só fazendo de conta Te dei meus olhos pra tomares conta Agora conta como hei de partir
Hoje na solidão ainda custo A entender como o amor foi tão injusto Pra quem só lhe foi dedicação
DESENCONTRO A sua lembrança me dói tanto Eu canto pra ver
DESENCONTRO A sua lembrança me dói tanto Eu canto pra ver Se espanto esse mal Mas só sei dizer Um verso banal Fala em você Canta você É sempre igual Sobrou desse nosso desencontro Um conto de amor Sem ponto final Retrato sem cor Jogado aos meus pés E saudades fúteis Saudades frágeis Meros papéis Não sei se você ainda é a mesma Ou se cortou os cabelos Rasgou o que é meu Se ainda tem saudades E sofre como eu Ou tudo já passou Já tem um novo amor Já me esqueceu
Futuros amantes Não se afobe, não Que nada é pra já
Futuros amantes Não se afobe, não Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar em silêncio Num fundo de armário Na posta-restante Milênios, milênios no ar E quem sabe, então O Rio será Alguma cidade submersa Os escafandristas virão Explorar sua casa Seu quarto, suas coisas Sua alma, desvãos Sábios em vão Tentarão decifrar O eco de antigas palavras Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de estranha civilização
Que a saudade é o pior tormento, é pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar...
"Eu, que não digo Mas ardo de desejo Te olho
"Eu, que não digo Mas ardo de desejo Te olho Te guardo Te sigo Te vejo dormir."
Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era de costume, obedeci Quando você me quiser rever Já vai me encontrar refeita, pode crer Olhos nos olhos, quero ver o que você faz Ao sentir que sem você eu passo bem demais E que venho até remoçando Me pego cantando Sem mais nem porquê E tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você Quando talvez precisar de mim Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim Olhos nos olhos, quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz
Talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém faz.
Eu não sabia explicar nós dois Ela mais eu Porque eu e ela
Eu não sabia explicar nós dois Ela mais eu Porque eu e ela Não conhecia poemas Nem muitas palavras belas Mas ela foi me levando pela mão Íamos todos os dois Assim ao léu Ríamos, choravamos sem razão Hoje lembrando-me dela Me vendo nos olhos dela Sei que o que tinha de ser se deu Porque era ela Porque era eu
Se soubesse como eu gosto das suas cheganças, você chegaria correndo todos os dias.
“Me dê noticia de você, eu gosto um pouco de chorar, a gente quase não se vê, me deu vontade de lembrar. Me leve um pouco com você, eu gosto de qualquer lugar, a gente pode se entender e não saber o que falar. Seria um acontecimento, mas lógico que você some, no dia em que o seu…
“Me dê noticia de você, eu gosto um pouco de chorar, a gente quase não se vê, me deu vontade de lembrar. Me leve um pouco com você, eu gosto de qualquer lugar, a gente pode se entender e não saber o que falar. Seria um acontecimento, mas lógico que você some, no dia em que o seu pensamento me chamou; eu chamo o seu apartamento, não mora ninguém com esse nome, que linda a cantiga do vento; já passou. A gente quase não se vê, eu só queria me lembrar, me dê noticia de você, me deu vontade de voltar.”
"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar. E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar, e nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar"
"Todo dia eu só penso em poder parar; Meio-dia eu só penso em dizer não, Depois penso na vida pra levar
"Todo dia eu só penso em poder parar; Meio-dia eu só penso em dizer não, Depois penso na vida pra levar E me calo com a boca de feijão." Chico Buarque
Minhas dores eram crônicas, eu já previa onde e quando iam doer.
...Há de haver algum lugar Um confuso casarão Onde os sonhos serão reais
...Há de haver algum lugar Um confuso casarão Onde os sonhos serão reais E a vida não Por ali reinaria meu bem Com seus risos, seus ais, sua tez E uma cama onde à noite Sonhasse comigo Talvez Um lugar deve existir Uma espécie de bazar Onde os sonhos extraviados Vão parar Entre escadas que fogem dos pés E relógios que rodam pra trás Se eu pudesse encontrar meu amor Não voltava Jamais
O que é que eu posso contra o encanto desse amor que eu nego tanto, evito tanto e que no entanto, volta sempre a enfeitiçar?
“Mas o sentimento de inadequação, de estrangeirismo, carrego dentro de mim. Talvez seja da minha natureza não me sentir pertencendo a lugar nenhum, em lugar nenhum.”
Quem me vê sempre parado, Distante garante que eu não sei sambar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Quem me vê sempre parado, Distante garante que eu não sei sambar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu tô só vendo, sabendo, Sentindo, escutando e não posso falar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu vejo as pernas de louça Da moça que passa e não posso pegar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Há quanto tempo desejo seu beijo Molhado de maracujá... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar E quem me ofende, humilhando, pisando, Pensando que eu vou aturar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar E quem me vê apanhando da vida, Duvida que eu vá revidar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu vejo a barra do dia surgindo, Pedindo pra gente cantar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Eu tenho tanta alegria, adiada, Abafada, quem dera gritar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Tô me guardando pra quando o carnaval chegar Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...