Qual medida do amor
Onde ele cabe
Como ele nasce
Onde estava o amor antes
Ele está aqui onde
Não sei as respostas
Sei que quando o sinto
O riso brota fácil
A perna treme
A vida acelera e fica lenta
A necessidade de você
A paixão
A expectativa
A necessidade
Qual a medida do amor
Nem sei se tem medida
Mas sei que toma por inteiro
Pede mais
Segura e empurra
Me tira e me da
Qual a medida do amor
A medida do amor
Talvez ninguém saiba
Talvez o amor seja sem medida
Mas sei que amo
E nada mais
preciso saber sobre ele
Queria a não olhar o mundo da forma que vejo
Queria um mundo só meu
ou melhor queria que o meu mundo fosse o mundo
Estou cansado
Sem jeito
Perdido
Me dizem façam isso
Aquilo é o certo
Desse jeito errado
Seja feliz
E o futuro
Coisas que não acredito
Que não ligo e não posso falar
Todos têm suas formulas
Todos têm seus mundos
Todos têm suas faces
Estou confuso
Estou meio sem rumo
Sem coragem sem saída
De que adianta ter um mundo
Se ele não cabe por aqui
Mundos
As vezes só quero acordar
Eu sou uma dor
Eu sou um corte
Eu sou uma força
Um lado e outro
Uma faca
Eu sou estranho
Eu sou perguntas tão inquietantes
Que não saem de mim
Sou busca sem sentido
Sou louco
Sem rumo sem prumo desnivelado
Sou o que acho e não sei
Sou o outro lado
Sou o que menos espero
quando preciso de mim
Sou nada, sempre fui
Sou aquilo que devia ser
Sem ser o que quero
Sou a procura sem sentido
Sou,
pois, estou aqui
Só por isso
Quando não estiver se quer sei
Serei enquanto der
O dia que não der, o que serei
Como ser enquanto não sei
Não sei é constante
A pergunta sempre inquietante
A busca alucinante
A resposta inquietante
Mais o que mais me incomoda
É o silencio gritante
Me cerca e me espanca
De forma angustiante.
Vontade de gritar eu te amo
Quanto tempo você consegue segurar o ar?
Quanto tempo você consegue deixar a mão em cima do fogo?
Quando você está dirigindo a noite
Por quanto tempo consegue segurar o sono?
Até quantas piscadas você dá?
Até que ponto pode se apertar a mão contra um prego?
Por quanto tempo dá para andar no meio da rua?
Quão quente é a água fervendo?
Quantos dias você pode ficar sem o remédio?
Qual seu controle?
O que te controla?
O que você busca?
Quanto custa ir buscar?
Qual preço?
Qual preço daquilo que você quer?
O que você não tem coragem de postar?
Onde você esconde seu medo?
Onde você esconde suas perguntas?
Onde você esconde suas respostas?
Onde você se esconde?
Do que você se esconde?
Porque se esconder tanto?
Sua vida é real?
O que é real?
Onde está agora?
Se sair vai para onde?
Quanto tempo você consegue segurar o ar?
Qual a diferença entre você e eu?
Já se vai meses
Esses que parecem agosto
Não esse agosto que pela primeira vez teve trinta e um dias
Sabe aqueles longos
Que o começo dura uma hora e o fim sessenta dias
Já foram vários
Já são semanas
Muitas e muitas
Elas são mais simples
Mas não ter um fim de semana é ruim
Meio sem agenda
Dias e dias
Mas todos
Todos começam do mesmo jeito
Olhando para você
Te procurando
Sentindo todo amor
E os dias assim vão
Entro e saio
Do primeiro bom dia até o último boa noite
Esperançoso do seu olhar
Do seu abraço
Da sua risada
Do seu sorriso
Até o último boa noite
Sempre
Você já teve que quebrar uma parede
Eu já vi cada uma que dá até medo
Tijolos trançados em careiras
Tijolos antigos
Paredes grossas
Já construírem paredes que dá medo
Não dessas casquinhas de ovo
Sei de uma coluna que pode acabar o mundo e ela vai ficar
Paredes de concreto
O segredo é não ter pressa
Devagar
Pim Pim Pim PIm
Vai abrindo um buraquinho
Batendo
A mão cria bolha
Estoura
Sangra
Se você estica os dedos eles travam
Se para é pior
E vai batendo
Uma vez precisava quebrar uma parede
Fui nessa toada
Tinha uns trinta centímetros de concreto
Cheguei em um ponto não ia mais
Não passava
Dias eu tentei, nada.
Deixei para outro
A primeira coisa que ele me perguntou:
Você não pegou um ferro?
Era verdade
Depois de tanto bater no ferro
Estava machucado
Desisti.
Outro conseguiu
Eu não.
A cabeça dói
O corpo partilha da dor da alma
Os olhos inchados
A boca seca
O corpo treme
O medo dentro da gente
A ansiedade tomando lugar
Um lugar que não é dela
A cabeça dói
O corpo sente
A alma vagueia
Por caminhos tão distantes
Buscando o que quer
A alma é sem dono
Vagal, sem fronteira, sem rumo
Sem ida nem vinda
A alma é isso
É aquilo
O corpo aqui tem
A cabeça dói
A mão se estica, mas nada acha
A alma, por ai.
Por quanto tempo conseguimos sustentar a alma?
Por quanto tempo conseguimos fingir?
Por quanto tempo podemos tentar?
É errado magoar?
É errado desistir?
Ir embora?
Qual minha importância?
Eu fico pelos cantos
Pensando no teatro que virou minha vida
Sem saber como fazer ou se fazer
Ou que tem que ser feito
Foda é que explodo
Do nada
É merda para todo lado
Isso aqui já é mal sinal
Preciso me adaptar?
Reaprender
Esses cantos, lugares afinal de conta o que são?
A vida podia ser mais simples.
Uma hora vou ter que decidir
Ontem estava por aqui
Quando percebi estava tudo no chão
Caiu tudo
Não ficou nada
Estava tão ajustado
Você olhava de fora e via que era firme
Nem vi quando percebi estava no chão
Como faz agora
Da para arrumar
Se eu juntar
Nossa é muita coisa
Nem acredito
Sabe quando acontece com você
Aí você fica olhando
Diz “não acredito”, mas é so expressão
Esta la tudim, espalhado
Da vontade de deixar sabe
Mais tarde eu arrumo
O medo é o vento
Se sopra forte espalha mais
Cara não acreditei
Quando eu vi estava tudo no chão
Nem vi como caiu.
Verdade é uma arma
É uma coisa que acontece
É um lado da história
É uma sensação
Verdade é minha
É sua
As vezes pode ser nossa
Às vezes é nossa
Raramente é usada
É ocultada
Nem todos querem
Nem todos estão preparados
Viver uma ilusão
Viver fingindo
Pode ser uma verdade
A verdade é que poucos estão preparados para verdade
Se não suporta a verdade não peça
A ilusão é boa
Ninguém te julga por suas ilusões
Se pediu a verdade
Prepare-se para s consequências
sobre a verdade
Não quero mais saber
Não caio mais nessa de conta
É preciso uma dose de teatralidade
De ironia
De não contar
Verdade de mais mata
Verdade
Só as minha enquanto durarem
Bom dia
Esse desejo ardente
Representado em duas palavras
Bom dia
O que é isso
Como ele acontece
Acho que se a gente já vê o dia já é um com começo
Acho, mas tem gente que não
Bom dia é chance de se acertar
De rever
De dizer e desdizer
De saber que estamos aqui
E rever o que precisa faz parte
Criar coragem ou acha-la
Bom dia é um novo começo
Cabisbaixo ou esfuziante
Buscas, caminhos e escolhas
Bom dia são votos e desejos
Mas pode ser um animo um espirito
Algo que motiva
Nem sempre ajuda
Sei lá bom dia é uma perspectiva
Seja como for é um novo dia
E por ser novo já é bom
Me falta ar
Palavras
Sentimentos
Coragem
Atitude
Me falta eu
Me falta um pedaço
Me falta algo
Me falta ler
Me falta saber
Falta sentido
Falta meios
Falta coragem
Falta assunto
Destino
Me falta me em mim
Ainda estou aqui
Olhando o caminho
Dou voltas e passo por ele
Não entendo porque essa tração
Atração, não só minha
Todas vezes, olho lá em baixo
E vem um de encontro
No mesmo caminho
Só que ao contrario
Nunca nos chocamos
As vezes to indo e passa um mais rapido
Ou eu passo por um mais lento
Mas o caminho é o mesmo
Mas ali é tão largo
Porque esse delírio
Essa vontade
Todos pelo mesmo lugar
Quando vem dois seguem lado a lado pelo caminho
Em três um nele e um lado a a lado
aquele caminho é curto
Mas quando chegam ali parece um imã
Eu fico ali olhando
As vezes indo
As vezes voltando
Mas em regra nem indo ou voltando
Dando voltas
Mas aquilo é um mistério esse caminho me domina
Estranhamente
Fico fazendo metáforas com a vida
Porque todos quando chegam ali escolhem o mesmo caminho?
Queria ser diferente.
Me encontrar no seu olhar
Me encontrar no seu beijo
Me encontrar no seu carinho
Na emoção de te ver
Rever sentir tocar
Coisas que de tão grandes
Nem parecem tão simples
Te ver, perceber os seus olhos mudarem
Ao ouvir falar o tanto que te amo
Perceber o carinho
O cuidado o amor
Estar com você
Encontrar sua boca na minha
Encontrar sua mão na minha
Encontrar seu olhar no meu
Ver que momentos tão fortes
São vividos em pequenos gestos
Estar no seu olhar
Estar na sua boca
Estar na sua mão
Descobrir um canto novo da sua boca
Como se nunca ali fosse beijada
Beijar como se fosse para sempre
Tocar como se fosse eterno
Amar como você merece
Amar como eu sei
Como eu preciso
Te amar eternamente em cada segundo
Ternamente
Enormemente
Te amar como você merece
De forma única e maravilhosa
Te encontrar
Te beijar
Te tocar
Saber que não é um sonho
Te amo
Pois a ti nada mais quero se não amar
Intenso forte e louco
Da forma que nosso amor merece
te amo
Eu te amo
Quantas pessoas dizem isso
Quantas pessoas sentem isso
Quantas pessoas sabem o que é isso
Para mim é fazer
É sentir
É ver
Amar você é experiência
É uma vivência de momentos inesquecíveis
E vontade de mais
Mais perto
Mais carinho
Mais juntinho
Amar você é o encanto de te olhar
Ver seus olhos
Amar você é música
É poema
É conto
Amar você sou eu sentado
Escrevendo que te amo
Amar você só se descreve pelas letras gravadas no meu coração
Amar você é a liberdade que só temos um com o outro
Amar você é esse fim de tarde
É o boa noite
E maravilhoso
Amar você é fora do tempo
Que corre perto e para longe
É querer entender e desistir
Pois amar você só se explica amando
Eu te amo
O que é mudança?
Porque é tão difícil mudar?
Algumas coisas
Conceitos
Verdades?
Conceitos são verdades?
Verdade é conceito?
Preconceito é o que?
Porque mudar é difícil?
Toda mudança a gente acha coisas que não usa
Aí coloca na droga do quartinho
E não quer jogar fora
Mudança acontece
Deixa acontecer, deixa mudar
Se deixe mudar
Tá, mudar pode dar medo
Mas fazer o que
É bom
Mude seus conceitos
Faça eles deixarem de ser pré conceitos
Viva os para que sejam fortes
A mudança é inseparável da vida
Hoje tenho 16831 dias de vida,
Ontem tinha um a menos
Amanhã é esperança
A mudança está aí
Querendo ou não
Que horas começa seu dia
Que dia começa sua vida
Hoje ia escrever de em lugar que estava cheio
Isso é verdade
Cheio de tanta coisa
Que chega está escapando
Quando começa a vazar eu saio
Escapo junto com a enxurrada
As vezes vaza só um pouquinho
As vezes pinga
Mas é impressionante como sempre mina
Está sempre enchendo
Não dá para vedar
Espero que não dê para secar
Que não possa secar
Estou cheio
Do que sai tem feito rastro
As vezes um pouco que escorre no meio fio
Às vezes é tanto que me leva junto
Mas sempre me encho
Estou cheio de tudo
Tudo que há e não há
De tudo me encho
A beleza da tarde
Enlouquecedora
A beleza da tarde em sua companhia
Você linda
Sorrindo
Bebendo
Falando
Amando e sendo amada
A beleza da tarde
Que se completa apenas no seu sorriso
No sabor do seu beijo
No gosto do seu corpo
A beleza da tarde que só é bela por você
Para te ver assim como eu
Que te vê, te sente, te quero
A tarde sabe das coisas
Você ali deitada sorrindo
Olhando e vendo minha alma
Meu sorriso
A bela da tarde que faz a beleza do entardecer
A minha bela
A minha alma
O meu amor
Buscar palavras que me sirvam
Aquelas que reflita o que sinto
Sem medo delas
Sem medo de escrever
Sem medo de narrar que tenho medo
Não preciso mais esconder nada
Não preciso de entender
Acho desnecessário
Por muito tempo tentei entender
Não cheguei a lugar nenhum
Ou melhor, não precisei entender para chegar aqui
O que entendi não me ajudou
Entender ou tentar entender me levou a depressão
Achava que a tal vida sem conhecimento era inútil
Reflexão de mais não faz bem, que me perdoe Sócrates
É preciso um pouco de porralouquice
De sangue correndo
uma dose de deixa p’ra lá
É só uma e é curta
Chega de perder tempo
Se é que posso perder o que nem tenho
Se é que posso perder o que não é meu
Aquilo que não está nos meus domínios
Estou por aqui
Por aqui estou sempre em frente.
Tudo que tenho é um banquinho
Um teclado
Uma mente que me atormenta
Um monte letras
Um monte de palavras
Um monte de sentimento
Uma busca
Uma louca busca
Sem sair do lugar
Fico aqui eu e meu banquinho
A cabeça em cima do pescoço
Hoje é sexta
Amanhã não sei o que é
Já escrevi sobre mim
Sobre tempo sobre os dois
Medo
Angustia
Fico aqui
A porta está fechada
A chuva piora
Amanhã o que é
Hoje ainda dá para saber
Fico aqui no meu banquinho
Com meu teclado
Com as letras que formam palavras
Palavras que me atormentam
Hoje é seta, hoje é sexta
Amanhã o que é
Até lá o que há
Hoje é uma seta
Hoje é uma seta
Fazia tanto tempo que não sentava aqui
Fazia tempo que não via esse lugar
Não mudou muito
Continua o mesmo lugar
A cadeiras estão do jetim que tinha deixado
A vista é a mesma
Da última vez foi complicado
Mas aqui nunca é fácil
A volta faz a gente olhar com olhos incrédulos
Sei que não fico aqui por muito tempo
O negócio e que o tempo aqui é diferente
Não passa
Coisa estranha
Ta tudo aqui
Daquele jeito
Mas eu sou diferente
Como explicar o passado
Como falar do presente
O que dizer do futuro
Estes teus olhos
Molhados
Lagrimas que escorrem o tempo todo
Procurando o que?
o que fere?
O que machuca?
O que posso fazer?
Poucas coisas
Sinto sua dor
Sinto sua falta
Quero sua presença
Quero você ao meu lado
Quero estar ao seu lado
Vamos juntos
Seguindo
Vamos
Fico por aí procurando
Ando pelo mundo todo
E encontro
Em versos
Canções
Ando pela rua tropeçando no sorriso
Em todo canto estás
Saio correndo para ver
Fico parado para encontrar
Minha procura nunca cansara
Vejo
Canto
Falo e declamo
Toco
Fico por aí procurando
Fico por aqui sentindo
Fico e vou
Entro e saio
É muito estranho
Estar e nunca estar
Ver e não ser visto
Não ser visto
Ser