Nosso destino é determinado quando nascemos?
Essa é uma boa pergunta e várias pessoas responderiam de uma forma diferente, vejo pessoas dizendo que não. Mas o que é determinado quando nascemos? Pois bem, nossa família, a condição econômica que teremos até o momento de nossa independência, a escola que estudaremos, os bens materiais que teremos, as primeiras influências no desenvolvimento de nossas personalidades, os estímulos ambientais de onde vivemos, a construção de nossas ideologias, princípios e conceitos. Então pode se dizer que somos quem somos por que de alguma forma nosso nascimento determinou grande parte de nosso ser, mesmo que não haja destino, houve uma serie de determinações, simplesmente porque nascemos, onde e quando nascemos.
Realmente nossos pensamentos tem poderes
Se dizermos para nós mesmos
Que as palavras dos outros significam nada
Não seremos afetados
Se pensarmos que não há certo e errado
Seremos mais livres que os pássaros que voam no céu azul
Depois de muito tempo
Agora eu entendo
Que minha busca por entendimento
Talvez não tenha fim
Ao não ser que eu admita para mim
Que já ouvi muito
Sobre quem somos e porque estamos aqui
Sinto por sentir
E sofro por sofrer
Me culpo por não entender
Ou simplesmente por fingir
Não entender
Eu sei que no fundo sei
Mas é difícil chegar lá
Talvez apenas não dê
E este fardo
Eu esteja condenado a carregar
Acho que está tudo bem
Em ser assim
Devo parecer uma pessoa feliz
Tenho um bom sorriso
Pelo menos é o que escuto
E é legal
Transparecer a verdadeira visão
Vi alguém que amo chorar
Dessa vez não me contive
Eu a abracei e também chorei
Disse o que todos dizem
Que tudo ficaria bem
Mas eu não sabia como e nem quando
Mas pelo menos ela desabafou
E viu que me importo, viu que a amo
E estarei perto quando precisar
Para ajudar e conversar
Enfim, saiba que irei te apoiar
Deve ser um erro
Eu ser sincero com o que sinto
Poderia mentir
Mas não sou desses
Sou daqueles que tenta enganar
Não os outros mas a si mesmo
Mas sei que aquele eu vai ficar bem
Lembro de quando você ficou triste
Eu também estive
Lembro de quando você chorou
E o meu eu desmoronou
Mas não fiz nada
Não conhecia as palavras certas
Estava tão perto e tão longe
Em um alcance distante
Sinto muito por não te abraçar e a confortar
Mas a próxima vez estarei lá, e ajudarei você
Porque eu existo?
Acho que deve ser porque não me matei
Se fizesse isso não estaria aqui
Para morrer basta estar vivo
Mas não é tão simples assim
Podemos morrer sem perceber
As pessoas podem olhar corpos andando
Mas mal sabe elas
Que estão mortos
Acho que vou dormir tarde
Para falar a verdade não quero dormir
Não quero acordar
Só quero sei lá
Talvez abandonar o meu eu
Sair dessa realidade medíocre
Destruir esse ser de dentro pra fora
E depois ir embora
Sei que é meio tarde
Em vez de dormir
Estou aqui abraçando a melancolia
Nesta noite de tempestade
Com mais ventania do que gotas de chuva
E dentro de mim
Eu só vejo o fim de alguém
Que um dia tentou evoluir
Mas descobriu sua grande insignificância
Desculpe lhe dizer
Mas você precisa esquecer
Não é novidade
Que existem outras realidades
As quais se diferem da sua
Então apenas aceite a que tens
E aprenda a viver como você
Sem desejar ser outro alguém existente
Pois isto é impossível
Mesmo que eu seja desinteressante
Mesmo que minha insegurança se faça presente
Mesmo que eu seja chato
Mesmo que minha vida seja monótona
Eu sei que posso viver
Mesmo sem muitos ao meu lado
Mesmo que seja tudo melancólico e solitário
Eu tampo os ouvidos para não ouvir
Eu coloco meu headphone para não escutar
Eu fecho meus olhos para não ver
Mas mesmo assim eu ouço
Mas mesmo assim eu vejo
Mas não é o que está ao meu redor
Mas sim o que há dentro de mim
Não sou otimista
Mas tentava dizer
Que tudo ficaria bem
E agora entendi
Desde aquela época aprendi a mentir
Pois não será assim
Cada vez mais vou cair
E ficará difícil de levantar
E sei que um dia desses, não vai mais dar
É estranho o que sinto
É como um desejo incessante
Que busca o que está distante
O que não posso ter
O que não consigo fazer
Até mesmo o que nunca
Em hipótese alguma teria
Se eu pudesse
Eu juro que me apagava
Acho que nem precisaria mexer nas memórias das pessoas
Pois tenho certeza
Que esqueceriam sem nehuma interferência
E então pronto
Nunca existiu a minha existência