Pular para o conteúdo

Frases de Caroline Pinheiro de Moraes Guterres

40 frases

CANTAREIRA E IMENSIDADE "Sem o dorso da minha cantareira, Eu alcançaria o teto do meu argumento
Continuar lendo

CANTAREIRA E IMENSIDADE "Sem o dorso da minha cantareira, Eu alcançaria o teto do meu argumento No congado interesseiro e trovador. Sem aceitar minha imensidade, Alargaria travessas contidas Para enfeitar salitres sodomitas e arqueiros, Apenas para que o meu véu neófito Fincasse força na aspiração." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

FUI À MORTE "Fui à morte para fugir de guerras em perigo, E alucinei o esboço situado no sol da peneira
Continuar lendo

FUI À MORTE "Fui à morte para fugir de guerras em perigo, E alucinei o esboço situado no sol da peneira Em meu regalado ninho. Cravei endossos em meu jazigo, Situei sucumbências, Desfiz divagações multipolares, Mapeei instigações do meu viveiro No elã purgado, seviciado e enlatado De curvaturas em simplória despedida." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

TOLERO MEUS NAUFRÁGIOS "Tolero meus naufrágios Tentando estancar meus emolumentos
Continuar lendo

TOLERO MEUS NAUFRÁGIOS "Tolero meus naufrágios Tentando estancar meus emolumentos E calibrar rumores sobre astros Que sucumbem diante dos tormentos dos voos. Circulo na causticidade imortal, No pavor de fixar-me corpórea e envaidecida, Não querendo orbitar no fogo de inúmeras corridas, E sugo o instrumento da verdadeira sombra Que anseia por constipar meus cânticos E comprar-me encardida sob arco-íris arbóreos." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

MIÇANGAS DIVINAS "Em comprimidos pares de ternuras descascadas Soei do vento a vista obnubilada por miúdas combustões
Continuar lendo

MIÇANGAS DIVINAS "Em comprimidos pares de ternuras descascadas Soei do vento a vista obnubilada por miúdas combustões Jorradas para vencer a castidade do meu estômago Sugado por ímpares consternações. Destemi canduras em ombros embevecidos, Titubeei por encarnar na vizinha tormenta Empoçada no sopro acalmado O escuro descontente que ocultou a empunhadeira dourada, Que me custou imergentes sevícias. E ao misto pingo do fígado imolado, Controlei-me com miçangas divinas E engavetamentos aportados, Enquanto meu arco bailado se aliviava Com imperatrizes bizantinas pelejadas Em crentes encontros Com minha estatura afunilada." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

IMBUÍDO SÂNDALO "Suavizei as termas do meu espírito aviado, Avistei os corpos do além-inverso em adoração,
Continuar lendo

IMBUÍDO SÂNDALO "Suavizei as termas do meu espírito aviado, Avistei os corpos do além-inverso em adoração, Custando em mim o imbuído sândalo em composturas Com vícios para satisfazer ninhos rebocados No vento estagnado e ungido Que enluvou no penacho da crisálida Meu daltonismo visceral e sem calosidades." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

SOVAS E CRENÇAS "Sovas e crenças no estágio condoído, Sejam fortes para me esculpir
Continuar lendo

SOVAS E CRENÇAS "Sovas e crenças no estágio condoído, Sejam fortes para me esculpir No esplendor de meus currículos. Não assaltem sem me empoçar, E corporalizem sobras de meus estampidos. Tristes são os moldes que suas ostentações Respiraram sobre mim Roubando-me urbanidades e cerrações, Quérqueras e simulações, Trazendo-me a insistência das perrices E o estrume da morte. Se o culto me entulha, Divulgo descargas de simploriedades. Se me estufo na gana de gestar peripécias, Destituo meu fogo eterno E me comprazo de nunca ter sido Espera de contos e entrevamentos." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

CRUZES "Cruzes escapam dos ventos de crenças reanimadas Contorcendo conicidades, locações, histerias,
Continuar lendo

CRUZES "Cruzes escapam dos ventos de crenças reanimadas Contorcendo conicidades, locações, histerias, Tubérculos, escatologias, insolações Na tentativa ensombrada De reler licores e escolas sentadas Que circulam sobre leigos doutra sobriedade. Reitores do firmamento bitransitivo, Cuja voz espartana redime Tufões do sumiço da prova Que estufou flores edulcoradas Evitam o dessalgue da impaciência, do ardor e do afago Postulando inícios encarecidos Com ávida esportividade Sob cabeiras e suavidades Postas sob relicários perdíveis Que estagnam os pistons do ópio, Crivam o completo asseio do tempo, Mas nunca apuram em imperatividades." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

SOU-ME BORRA "Sou-me borra, Não asseio mais nada que não martirize meus credos.
Continuar lendo

SOU-ME BORRA "Sou-me borra, Não asseio mais nada que não martirize meus credos. Santifico arapucas, E não avisto nau que se avizinhe de aço. Sangue novo não refloresta turbulências. De outro porto, aprumo meus sonhos E invalido Eros nos contos irmãos. Se este é o cordão do sacramento de minha escolha, Cedros são minhas maiores amarras, E loucos os costumes mais aduaneiros que Contive tentando me enlouquecer vazia de entulhamentos." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

ESPECTRO DEIFICADO "Deificar o meu espectro me torna escape Da instalação de estradas estratosféricas.
Continuar lendo

ESPECTRO DEIFICADO "Deificar o meu espectro me torna escape Da instalação de estradas estratosféricas. Senão, o mesmo rio que me engolfou Secando em desencontros do visto da janela Me tornaria capaz de ser ao mesmo tempo Vida de dístico, fundo do estilo, Eixo do sinistro e prumo da embocadura." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

LÁPIDES DE THEMIS "Módicas satisfações no entremeio aberto do meu trago Co-tabulam vencimentos gastados no espécime vulgar
Continuar lendo

LÁPIDES DE THEMIS "Módicas satisfações no entremeio aberto do meu trago Co-tabulam vencimentos gastados no espécime vulgar De rendimentos portados no espelho. Encandeiam júpiteres alucinados por renegar O vício libidinoso que regula lápides de Themis Encarregadas de vencer rosários delineados e incinerados Por partilhas e instintivos pareceres de ovação." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

FOGUEIRAS VAIDOSAS "Fogueiras vaidosas recolhem sonhos amotinados Sem pressa, sem esvaimentos,
Continuar lendo

FOGUEIRAS VAIDOSAS "Fogueiras vaidosas recolhem sonhos amotinados Sem pressa, sem esvaimentos, Sem copiosidades fragosas, Sem desopilações descascadas que operam nababias. Fidelizam entupimentos nos porões dos arganazes, Realizam a cravação aduaneira que copia Erupções concorridas no peito do emudecimento, Vocalizam o retrato pantaneiro Que partiu em plânctons e intumescimentos." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

SERVO ENCANTADO POR SÚPLICAS "Servo encantado por súplicas, Não despejes mais que o íntimo
Continuar lendo

SERVO ENCANTADO POR SÚPLICAS "Servo encantado por súplicas, Não despejes mais que o íntimo Construído por tuas evasivas. Quem reverencia dubiedades Não decresce no espaço foragido. Se fulminas o etéreo no esgoto inconsumível, Sovinas duas inércias: Ao vento o escopo de estarrecer sagacidades E ao rastro de curvas a inescrupulosa exculpação Do mesmo exposto descurvado." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

TUMBA GROTESCA "És tumba grotesca em minha face. Se ganhasses minhas rendeiras,
Continuar lendo

TUMBA GROTESCA "És tumba grotesca em minha face. Se ganhasses minhas rendeiras, Aliviarias meus tumores Engraçando-me com o sol mais instintivo Para me avessar No soco instalado De viver e padecer Da culpa e do escabro Que eu mesma, Dantesca e tenra, Escambiei no escaldo e no avesso De tua fundação. Eis a força que me opila Ganhando tudo que Aguça e amargura, Entalando braços na garganta Em produção de ardores rascunhados." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

ALDEIA DESMAMADA "Abrigo a frivolidade de apagões em conveses arrebitados, Costuro entabulamentos de limbos do adverso,
Continuar lendo

ALDEIA DESMAMADA "Abrigo a frivolidade de apagões em conveses arrebitados, Costuro entabulamentos de limbos do adverso, Entorno riscos de sobriedade na aldeia desmamada, Respiro gravames de respaldos infantes, Sacramento espinheiras no anelo da rotulação, Arcabouço o estalo do esmero mais cunhado Do meu enervamento, Almiscaro o decalque do nevoeiro realçado Por minhas continuidades." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

SOMÍTICO TEMPO "Somítico TEMPO que me afaga Tentando me embaçar
Continuar lendo

SOMÍTICO TEMPO "Somítico TEMPO que me afaga Tentando me embaçar Com espancamentos em flutuosas esperas, Cobres-me de inculpações, Aspiras aos restos de mim E me contornas no fito De partir-me em sucintos pedaços. Não outrora me batas, Muito embora me ostentes, Sou-te têmpora esparsa, Adendo do teu sopro, Estupor cálido de teus gostos, E me afugento por querer-te frio, alagado, sem cravos, Longínquo de minhas inspirações." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

MENTIRA "Convalesço-me de ti, MENTIRA, Pois me fortaleces sem meus escorredouros.
Continuar lendo

MENTIRA "Convalesço-me de ti, MENTIRA, Pois me fortaleces sem meus escorredouros. Instigas-me aos preços mais resvalados E desvendas-me imodicamente Nos meus covis repentinos. Se me dissesses onde te espelhavas Antes de me suplicar tuas polidezes, Eu não te encontraria Conluiada e hospedeira. Eu apuraria para ti O símbolo da veracidade saliente, Para que fosses mera palidez no combalido incenso Emudecendo-me e assenhoreando meus todos cavalados." CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES