"... Um poemar é feito palavra desnudada, a se revestir com um olhar..."
Frases de Carlos Daniel Dojja
138 frases
No fim o espírito civilizatório haverá de prosperar, demonstrando a insanidade e a estupidez, dos que usam as armas da guerra,
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No fim o espírito civilizatório haverá de prosperar, demonstrando a insanidade e a estupidez, dos que usam as armas da guerra, banhadas com o sangue de inocentes, para promover a barbárie. Os radicais necessitam da guerra para se justificar. A humanidade da paz para sobreviver.
CALEI-ME NA ESPERA Calei-me para que tua voz me ouvisse. Sem saber se eras chuva se fazendo nuvem.
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CALEI-ME NA ESPERA Calei-me para que tua voz me ouvisse. Sem saber se eras chuva se fazendo nuvem. Fiz-me escutador do não proclamado, Para sorver a sonoridade que te habita. Almejei a resistência das pedras, Para fazer-me mineral em tua estada. Quis saber como crescias em mim, Para ser-me tua raiz de espera.
A razão muda o olhar. O sentir o aprimora.
"... Continuo experimentando-me, desassossegado de vivência. Em cada ventar, meu olhar mareado,
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"... Continuo experimentando-me, desassossegado de vivência. Em cada ventar, meu olhar mareado, se traduz desague..."
"... A vida é como foz de tempo rio que se refaz. Nascedouro de água que por terra se esvai, Entremeando-se de raízes e de sais servidos.
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"... A vida é como foz de tempo rio que se refaz. Nascedouro de água que por terra se esvai, Entremeando-se de raízes e de sais servidos. A vida para ser colhida precisa estar sorvida, Dessa necessidade do encantar-se..."
"...Sempre me quis viver árvore. Teria os olhos ramificados. O corpo em tronco resistindo às marcas.
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"...Sempre me quis viver árvore. Teria os olhos ramificados. O corpo em tronco resistindo às marcas. E se me perdesse a visível parte, Sobrar-me-iam as raízes rebrotadas. São as árvores que entendem, Como se nasce na alma do mundo..." In Extrato Poema A Alma das Árvores
".. Mas não existo o bastante se deixar de aspirar. Assim espio manhãs. Não graduo conjuras. Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
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".. Mas não existo o bastante se deixar de aspirar. Assim espio manhãs. Não graduo conjuras. Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis. Meus poros se aguçam de humana envergadura. Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante. Declaro-me avesso, em não desfrutar, o que o momento instaura. E quando me chega, pousa em minhas mãos, como num desenleio da alma..." In Poema Ousadia
DESCOBERTA Fui te infiltrando sonidos. Dando-te pulsados lábios.
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DESCOBERTA Fui te infiltrando sonidos. Dando-te pulsados lábios. Acordando-te sementes de espera. Quando tua boca me disse, Eras verbo amar, Desatado em meus passos.
"... O tempo relido, nos faz letrados, no alfabeto da alma..." In Fragmento Texto O Menino que Anda Vendo Poesia
SEMENTE Eu bebo horizontes, Para despertar manhãs,
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SEMENTE Eu bebo horizontes, Para despertar manhãs, Ávidas de criaturas. Não me basto e insisto, Ver-me em outro declarado. Quero raiz para transmudar a flor.
"...Nas sombras filtrei lume ao coração amainado. E não me fui ser senão, outros caminhos vários, A deslindar fragmentos que se entrecruzavam.
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"...Nas sombras filtrei lume ao coração amainado. E não me fui ser senão, outros caminhos vários, A deslindar fragmentos que se entrecruzavam. Egresso, fiz-me espera, para tantas vezes recontar-me. Vaguei extensos sentimentos. Instaurei enternecimento. Enxerguei um olhar. Cumpliciei ornamentos. Modelei incertezas. Encontrei na travessia um amar. Agora conspiro. Juntei-me ao tempo para atiçar infinidades..." In Extrato Poema Travessia
"... Precisei tear em tua face, meu olhar. Costurar entre meus pés, tua andança. Para não furtar-me de deixar em mim,
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"... Precisei tear em tua face, meu olhar. Costurar entre meus pés, tua andança. Para não furtar-me de deixar em mim, O dia em que te arquitetei na espera..." In Fragmento Poema Quando Tateei Tua Face
...Há entre mim e o tempo, uma refazença. Uma compreensão de que quimera serei, Um tão só colhedor de caminhos...
Em incerto mar fui onda, antes de me ventar de existir. Tempo haverá que amanhecerei raiz.
Numa única vida cabe a humanidade
Não despercebo. Os olhos nascidos no coração, dão abrilhamento as palavras pulsantes.
Atrevimento Atrevido, fiz-me água. Adentrei terra para percursar o nascente mar.
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Atrevimento Atrevido, fiz-me água. Adentrei terra para percursar o nascente mar. Desejo. Ardência. Nada além da transfigurada pele do existenciar. No mais calei. Voz diáfana.Corpo ávido. Laço esvaído. - Só na paixão me enlaço.
A água lê a raiz, que confabula com a terra. É assim que o grão brotado da vida se traduz.
Estou tecendo a espera, feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem. No futuro do presente, dia virá:
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Estou tecendo a espera, feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem. No futuro do presente, dia virá: Tornar-me-ei a desaguar em tua pele.
"... Sou péssimo em recomendar metades. Apraz-me pretender atingir a inteireza. Elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
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"... Sou péssimo em recomendar metades. Apraz-me pretender atingir a inteireza. Elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão. Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se..." In Fragmento Texto: Do Contamento do Sentir
"...Trago em mim um desoculto apreço de desejar-te, Mesmo quando me falta teu lábio tecido na palavra. Insisto em desapressar o tempo e a esculpir tua memória..."
"...Tenho-me as avessas desse imperial saber. Desaprendi certezas revestidas do absoluto. Busco o ainda não fossilizado,
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"...Tenho-me as avessas desse imperial saber. Desaprendi certezas revestidas do absoluto. Busco o ainda não fossilizado, Como os afetos que se deixam impregnados na querência da alma..."
Saudade, Enluar sem brio, Que só desinquieta,
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Saudade, Enluar sem brio, Que só desinquieta, Quando se alumia noutro olhar.