Antes que a morte nos tome... Quando a morte chega, fria e implacável, E leva quem amamos ao reino insondável,
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Antes que a morte nos tome... Quando a morte chega, fria e implacável, E leva quem amamos ao reino insondável, É então que o coração, em pranto se curva, E entende o valor que a vida dali pra frente será oculta. Em vida, deixamos passar o brilho no olhar, O riso que encanta, o dom de amar, Mas é na ausência, no vazio que se expande, Que percebemos o quanto o amor nos prende. Cada palavra não dita, cada gesto esquecido, Transforma-se em lamento, em pesar contido, A dor nos invade, o arrependimento persiste, Por não termos amado com o fervor que insiste. A morte revela o que a vida, em sua pressa, esconde, Que o tempo é frágil, e o amor, que responde, Deve ser vivido com toda a devoção, Antes que a morte nos tome pela mão. Ficamos com a lição, melancólica e severa, Que o valor do amor só se vê quando a dor impera, Aprendemos, tarde demais, na sombra que consome, A dar valor à vida, antes que a morte nos tome. Dedico este poema ao meu pai Waltairo Brumm , ao meu querido primo Marcelo e a tantos outros familiares e amigos que se foram.