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Frases de Caetano Veloso

111 frases

Ah, bruta flor do querer Ah, bruta flor, bruta flor Onde queres o ato, eu sou o espírito
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Ah, bruta flor do querer Ah, bruta flor, bruta flor Onde queres o ato, eu sou o espírito E onde queres ternura, eu sou tesão Onde queres o livre, decassílabo E onde buscas o anjo, sou mulher Onde queres prazer, sou o que dói E onde queres tortura, mansidão Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido, sou herói

A franja da encosta Cor de laranja Capim rosa-chá
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A franja da encosta Cor de laranja Capim rosa-chá O mel desses olhos luz Mel de cor ímpar O ouro ainda não bem verde da serra A prata do trem A lua e a estrela Anel de turquesa Os átomos todos dançam Madruga Reluz neblina Crianças cor de romã Entram no vagão O oliva da nuvem chumbo Ficando Pra trás da manhã E a seda azul do papel Que envolve a maçã As casas tão verde e rosa Que vão passando ao nos ver passar Os dois lados da janela E aquela num tom de azul Quase inexistente, azul que não há Azul que é pura memória de algum lugar Teu cabelo preto Explícito objeto Castanhos lábios Ou pra ser exato Lábios cor de açaí E aqui, trem das cores Sábios projetos: Tocar na central E o céu de um azul-celeste Celestial

Vi que sem você não há caminho, eu não me acho Vi um grande amor gritar dentro de mim como
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Vi que sem você não há caminho, eu não me acho Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia Quando o meu mundo era mais mundo E todo mundo admitia Uma mudança muito estranha Mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria No meu jeito de me dar Quando a canção se fez mais clara e mais sentida

Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria
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Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria Mas os livros que em nossa vida entraram São como a radiação de um corpo negro Apontando pra a expansão do Universo Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso) É o que pode lançar mundos no mundo. Tropeçavas nos astros desastrada Sem saber que a ventura e a desventura Dessa estrada que vai do nada ao nada São livros e o luar contra a cultura. Os livros são objetos transcendentes Mas podemos amá-los do amor táctil Que votamos aos maços de cigarro Domá-los, cultivá-los em aquários, Em estantes, gaiolas, em fogueiras Ou lançá-los pra fora das janelas (Talvez isso nos livre de lançarmo-nos) Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los Podemos simplesmente escrever um: Encher de vãs palavras muitas páginas E de mais confusão as prateleiras. Tropeçavas nos astros desastrada Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

Não me arrependo Eu não me arrependo de você Cê não me devia maldizer assim
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Não me arrependo Eu não me arrependo de você Cê não me devia maldizer assim Vi você crescer Fiz você crescer Vi cê me fazer crescer também Prá além de mim... Não, nada irá neste mundo Apagar o desenho que temos aqui Nem o maior dos seus erros Meus erros, remorsos O farão sumir... Vejo essas novas pessoas Que nós engendramos em nós E de nós Nada, nem que a gente morra Desmente o que agora Chega à minha voz Nada, nem que a gente morra Desmente o que agora Chega à minha voz...