E lá ia ele, sem prestar no caminho atenção Era mais um desses inumeros filhos de Adão Que todos os dias perdem mais uma daslições
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E lá ia ele, sem prestar no caminho atenção Era mais um desses inumeros filhos de Adão Que todos os dias perdem mais uma daslições Ensinadas naquela lendária criação E sem perceber tragados são Para um mundo cheio de desilusões Ia alegre e entusiasmado Só por estar bobamente apaixonado Por aquela filha de eva Que tão pura parecia ser, Mas que sem perceber passou a ter A mais sombria das trevas E nenhum dos dois percebeu tal fato Até que um acidente envolvendo um pobre gato A fez mostrar sua verdadeira face Uma dignissima e fria classe Diante da ceifadora silenciosa e calma Que vinha lhe roubar a alma Foi aí que ele percebeu a grande ofensa Que sua amada cometeu ao ignorar a morte Sem perceber que estava abusando da sorte Ao encará-la com total indiferença Pobre criança, foi levada tão jovem Pela foice que os túmulos movem Levando consigo também o inocente coração Daquele coitado filho de Adão Que outrora era tão sorridente Agora acabou por ser tão cruelmente Para com aquelas pessoas que ficam comovidas Com o final de uma qualquer vida Pobre e tolo filho de Adão Tão jovem e tão inocente Nunca percebeu que para a Morte Não importa o quão seja forte Sempre terá um vulnerável coração Que possa ser emagado cruelmente E foi só quando solitário morreu Que lembrou daquela lição Ensinada ao seu antepassado chamado Adão E finalmente percebeu Que não deveria anseiar mulher aleia Senão acabaria preso numa viciosa teia Tecida pelo pobre coitado Que teve seu amor roubado E acabou por inconscientemente desejar A morte daqueles dois foram se amar Sem se importar com seus sentimentos Geradores dos frios pensamentos Culpados pela infortúnia sorte Que abateu os amantes com a morte