Preciso e quero dizer
Cumprir o nosso combinado de não deixar pontas soltas
Dizer que eu queria muito ter ido
E eu poderia ter ido
Mas eu tive medo de mim
Medo das minhas reações
Temi enfrentar e não saber o que fazer depois de você.
Perdida em você
Dançou com todos os sentidos
Brincou com sua sensualidade
Experimentou o movimento
Sentiu o suave toque mesmo que distante
Desejou a ardência da mistura
Faltou o ar
Faltaram palavras
Sobrou o coração acelerado
Mãos trêmulas
Um não sei o que de
algo que não sei o nome
Que não sei como começou
Não sei o que ficou
E não sei como termina
Pensei que poderia me libertar fugindo, negando, anulando, esquecendo, desmanchando, desfazendo, mas nada disso foi possível ou suficiente. Hoje entendi que esse espaço é seu e que, o melhor que posso fazer é encontar um jeito da gente acontecer sem que isso me machuque. Seja bem-vindao de volta!
O que fazer quando ela pulsa aqui dentro?
Em quais caminhos ela não está?
Como silenciar sua inquietação?
Existe uma forma de não permitir que
ela bagunce os meus sentidos?
Esse quase do que não foi
Esse talvez do que não aconteceu
Nada além de estranhezas
Ainda mais estranho quando
O que te aproxima de mim só me afasta de você.
Uma porta entreaberta
De onde contenta-se em me espiar
Nada além, nenhum passo a mais
Nem se tranca, nem se escancara de uma vez
O jeito mais estranho do quase
A mistura mais triste do talvez...