O homem nada mais e que um caniço pensante.
Frases de Blaise Pascal
196 frases
Duas coisas instruem o homem, qualquer que seja a sua natureza: o instinto e a experiência.
Quanto mais inteligente um homem é mais originalidade encontra nos outros. Os medíocres acham que todos são iguais.
O amor é cego, a amizade fecha os olhos.
Todas as boas máximas se encontram no mundo: só falhamos ao aplicá-las.
A coisa mais importante para toda a vida é a escolha da profissão: quanto a isso, só o acaso dispõe.
Somos tão presunçosos que desejaríamos ser conhecidos em todo o mundo... E tão vaidosos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam nos alegra e nos satisfaz.
Apenas acredito nas histórias cujas testemunhas estivessem dispostas a deixar-se degolar.
O hábito é uma segunda natureza que anula a primeira.
Quando estamos de boa saúde, admiramo-nos de como seria possível estarmos doentes; quando isso acontece, medicamo-nos alegremente.
Uma indiferença pacífica é a mais sábia das virtudes.
A virtude de uma pessoa mede-se não por ações excepcionais, mas pelos hábitos cotidianos.
A ação obedece às “razões da Razão”, mas também às “razões do coração”.
O coração tem razões que a própria razão desconhece.
O afeto ou o ódio mudam a face da justiça.
Quando a paixão nos domina esquecemos o dever.
O que é, então, que este desejo e essa incapacidade nos proclamam, mas que houve uma vez no homem uma verdadeira felicidade da qual agora resta a ele apenas a marca e o traço vazio, que ele em vão tenta preencher de todo o seu entorno, buscando de coisas ausentes a ajuda ele não…
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O que é, então, que este desejo e essa incapacidade nos proclamam, mas que houve uma vez no homem uma verdadeira felicidade da qual agora resta a ele apenas a marca e o traço vazio, que ele em vão tenta preencher de todo o seu entorno, buscando de coisas ausentes a ajuda ele não obtém nas coisas presentes? Mas estes são todos inadequados, porque o infinito abismo só pode ser preenchido por um objeto infinito e imutável, isto é, somente pelo próprio Deus.
Há homens que passam a vida sem aborrecimento, jogando todos os dias alguma coisa, e que se julgariam infelizes, se lhes dessem todas as manhãs o dinheiro que pudesse ganhar a cada dia, com a condição de não jogar. Dir-se-á talvez que é o divertimento do jogo que procuram e não…
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Há homens que passam a vida sem aborrecimento, jogando todos os dias alguma coisa, e que se julgariam infelizes, se lhes dessem todas as manhãs o dinheiro que pudesse ganhar a cada dia, com a condição de não jogar. Dir-se-á talvez que é o divertimento do jogo que procuram e não o ganho. Mas se o fizerem jogar de graça, não de apaixonam, e aborrecer-lhe-ão. Não é então o divertimento que procuram: um divertimento frio e sem paixão aborrecê-los-á. É preciso que se apaixonem, e que se excitem a si mesmos, imaginando que seriam felizes, se ganhassem o que não queriam que se lhes desse com a condição de não jogar; que formem um objeto de paixão que lhes excite o desejo, a cólera, o medo, a esperança. Assim, os divertimentos que fazem a felicidade dos homens não são somente baixos: são ainda falsos e enganosos…
Condição do homem: inconstância, tédio, inquietação.
Não sendo possível fazer-se com que aquilo que é justo seja forte, faz-se com que o que é forte seja justo.
Posso nunca ter sido (...), por conseguinte não sou um ser necessário.
Quando descobrimos um estilo natural, ficamos espantados e satisfeitos, pois esperávamos um autor e encontramos um ser humano.
É falso que sejamos dignos de que os outros nos amem. E é injusto que o queiramos.
É indispensável conhecermo-nos a nós próprios; mesmo se isso não bastasse para encontrarmos a verdade, seria útil, ao menos para regularmos a vida, e nada há de mais justo.