Caio Fernando Abreu nos diria: 'Desapegue. Pessoas gostam do que não tem!'. Em outras palavras: Se você estiver sempre disponível, ele não vai te querer. É isso.
Frases de Bibiana Benites
122 frases
E ele veio. Chegou como um coala: querendo todos os carinhos e todos os afetos que alguém pode receber. Que alguém merece receber. Aberto à. Ele era ele mesmo. Mera distração não captar todos os detalhes daquela noite. Mesmo que eu quisesse, os ponteiros do relógio me avisavam qu…
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E ele veio. Chegou como um coala: querendo todos os carinhos e todos os afetos que alguém pode receber. Que alguém merece receber. Aberto à. Ele era ele mesmo. Mera distração não captar todos os detalhes daquela noite. Mesmo que eu quisesse, os ponteiros do relógio me avisavam que a hora de partir estava próxima. Foi tudo tão assim... Conversado, sentido, bebido, ouvido, olhado e abraçado, que deixei passar a pretensão que tinha - desde o início - de olhá-lo mais atentamente. Observar seus trejeitos, seu modo de pegar o copo, de pedir cerveja na mesa do bar, de falar do seu passado, de brindar o presente momento comigo com tamanho encantamento e de sonhar com o futuro. De tocar meu rosto, massagear minhas costas, segurar minha mão. Um modo tão dele, essência dele, particular dele quando falava, gesticulava, se pronunciava a mim. Atento, inteiro, intenso, entregue ao que fosse, ao que viemos a ser, ao que aquela noite fez de nós. Junto da vontade de me tomar nos braços e eu ser tomada por ele, veio a vontade de apenas Estar. Junto, ao lado, perto. Estar simplesmente. Eu, ele e nosso silêncio. Lugar bom. Incenso bom. Presença e ausência ali, captados numa mesma frequência.
Quando juntei pedaços de mim que ficaram expostos ao sol, aprendi que tudo o que vai, deixa de ser por alguma razão. Eu mesma, deixei de ser outras tantas vezes, quando apenas queria ser. O que guardei comigo, era preciso que ficasse. Ah! E ficaram, ficou tanto de ti. Foram tanto…
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Quando juntei pedaços de mim que ficaram expostos ao sol, aprendi que tudo o que vai, deixa de ser por alguma razão. Eu mesma, deixei de ser outras tantas vezes, quando apenas queria ser. O que guardei comigo, era preciso que ficasse. Ah! E ficaram, ficou tanto de ti. Foram tantos que criaram raiz, que caminharam junto comigo, que me foram (e são) caros. Ouço a pressa com que os ponteiros se movimentam. Os segundos tornam-se minutos numa rapidez, rispidez, sem dó alguma de mim, de nós, dos nós que nasceram junto conosco. Os minutos fazem-se horas como num passar de mágicas. Numa tentativa de resgatar o tempo, eu contrario a órbita do mundo. Fecho os olhos, respiro fundo, me transformo em flor, recupero o fôlego, brotam pétalas, reinvento-me. Volto inteira, volto juntando os cacos que ficaram, jardins floresceram naquele lugar. Num gesto de delicadeza e entrega, tua mão vem ao encontro da minha, e se estende um laço, acontece a troca, energias que se formam uma. Tua presença traduz sensação de bem-querer, aconchego, lugar bom de morar. Entre braços e abraços, te encontro ao meu lado. Entre carinhos e afetos você se manifesta pra mim. Entre palavras e canções, você é melodia bonita. Que a nossa alma respeite o tempo, o mesmo do início, das conversas longas e primaveris. Da doçura do encontro, do afeto, dessa 'coisa boa' que paira no ar, no mar, na sala, no quarto, na cozinha, nos sorrisos desprendidos, no entendimento, por vezes mal entendido. Que o nosso caminhar possa desenroscar os nós, e que, se o vir-a-ser deseja ser (com redundância), comece desde já a tecer o inesperado tão esperado. Que você entenda meus silêncios, meus momentos, essa peregrinação, busca, encontro de mim. Respiro fundo - mais uma vez - solto o verbo, a voz, dou vez ao sentir, perfume de dentro que se expõe. Que coisas boas cheguem a mim, a ti, e que juntos saibamos bordar nossas almas naquele instante, tecido do tempo. Que o cafuné, as rimas de Amor e os versos prontos, tão inusitados como se fossem, percebam que a delicadeza não está apenas na nudez dos corpos, quando nús se reconhecem, mas no coração, que reveste vontade bonita de crescer, de estar ali, lúcido, florido, exatamente como ele deve ser. Que o compasso do meu passo encontre o teu andar, e que este propicie o encontro dos dois.
Por ser ele. Apenas isso. Simplesmente pela forma como apareceu.
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Por ser ele. Apenas isso. Simplesmente pela forma como apareceu. Pelo jeito tão dele, tão meu, tão assim... sem explicação. Ele chegou de leve, e de-li-ca-da-men-te mexeu com minhas funduras, desbravou espaços, marcou território aonde as palavras não conseguem chegar. E ele foi. E ele veio. E ele vem. Ele sempre aparece quando tudo se faz ausência, é quando minha sensibilidade está a flor da pele que ele se derrama sobre mim. Mesmo sem saber, mesmo sem querer, ele me aproxima de mim mesma quando eu me perco no meu labirinto de existir. Para aquele que é sinestésico e musical. Buscador; contraditório; intenso. Vasto.. Ele.
O (com)partilhar com o Outro é mais doce quando existe a sintonia. É o mesmo que um sentir de olhos fechados, coração acariciado, alma leve, tomada por uma vontade de seguir, mesmo sem saber para onde. Ir apenas. Deixa que vá então. Eu deixo. Deixo que meu sentir brinque e se un…
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O (com)partilhar com o Outro é mais doce quando existe a sintonia. É o mesmo que um sentir de olhos fechados, coração acariciado, alma leve, tomada por uma vontade de seguir, mesmo sem saber para onde. Ir apenas. Deixa que vá então. Eu deixo. Deixo que meu sentir brinque e se una ao teu nessa ciranda de Dois. Invólucro desinibido, amanhecer diário. Carinho e cuidado teu e meu, pedaços de nós.
Compreensão, atenção, coração, emoção, imaginação, pretensão e todos os ãos (hoje) tão presentes, fizeram morada nessa casa que chamo Eu-Lugar. Aqui habito, aqui me permito sentir. Agrido, regrido, abandono, busco. Lugar meu onde encaixo, desembrulho, tomo forma, perco o sentido,…
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Compreensão, atenção, coração, emoção, imaginação, pretensão e todos os ãos (hoje) tão presentes, fizeram morada nessa casa que chamo Eu-Lugar. Aqui habito, aqui me permito sentir. Agrido, regrido, abandono, busco. Lugar meu onde encaixo, desembrulho, tomo forma, perco o sentido, desassossego. Escorrego quando quero, me derramo quando posso, me pertenço quando Sou. E sou... Tantas, todas e nenhuma, sou eu mesma; mesmo quando não pareço ser. Brindo a companhia e me debruço-entregue nesse espaço tão meu, tão Eu-lugar, Eu-amar, Eu estar. Eu. Antes de qualquer coisa, sem negação. Eu quero sem ãos, no sentido mais literal da palavra.
Basta teu riso encontrar o meu e pronto...
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Basta teu riso encontrar o meu e pronto... Meu mundo já fica furta-cor.
Porque sempre faltarão palavras, aonde o silêncio acaricia a alma.
Mais parecia um namoramento de anos. Ela, eterna apaixonada, fixara seu olhar ao do homem que havia escolhido para (com)partilhar.
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Mais parecia um namoramento de anos. Ela, eterna apaixonada, fixara seu olhar ao do homem que havia escolhido para (com)partilhar. Ele, convicto do que sentia pela mulher a sua frente, traduzia no zelo daquele abraço e no calor das mãos, que unidas se envolveram por dedos e carinhos, a pretensão de tê-la sempre assim. E será. Tenho certeza. Digo isso, não apenas por essas e outras formas de companheirismo que tive a chance de presenciar, mas porque Eles não precisam mais de palavras para demonstrarem o que sentem um pelo outro. Eles são o próprio AMOR, todo maiúsculo.
Sinto orgulho em saber que meu passado me permitiu ter mais sensibilidade.
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Sinto orgulho em saber que meu passado me permitiu ter mais sensibilidade. Hoje me sinto menos tempestuosa e mais, bem mais pronta, próxima de mim, do que fui, do que sou, dessa pessoa que o tempo me fez. Hoje, sou mais compreensiva diante desse futuro que me brinda com gentil delicadeza. Surpreendo-me quando me pego espalhando flores no caminho que cruzo. Quem sabe essa não seja a confirmação de que preciso continuar. Acho que isso é o que me salva todos os dias. É essa esperança de vida que me consome.
Tem dias que chove cinza aqui dentro. Em outros sou purpurina de leveza e quereres. Mas quando acordo Sol, não tem tempo que me faça ser sombra.
Eu disse que sempre seria aquela menina que acredita. Que sonha. Que ama. E mesmo de depois de tanto tempo, eu volto e digo, com toda aquela verdade de outrora: - Eu não perdi o poder se sonhar. Eu ainda acredito muito. Mesmo quando o mundo às vezes me prova o contrário, me traz…
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Eu disse que sempre seria aquela menina que acredita. Que sonha. Que ama. E mesmo de depois de tanto tempo, eu volto e digo, com toda aquela verdade de outrora: - Eu não perdi o poder se sonhar. Eu ainda acredito muito. Mesmo quando o mundo às vezes me prova o contrário, me traz o contrário. E eu amo. Não só a metade do amor, mas a sua inteireza. As direções que ele me leva. A velocidade com que ele me alcança. Mesmo com algumas decepções que ele (vez em quando) me causa. E não adianta querer me levar por um caminho contrário. Eu sempre vou amar. E vou sempre acreditar que o sonho do amor é possível. Que ele é. E que eu posso ser tanto dentro dele. Com ele. E mesmo que amanhã seja outro dia, eu continuo a mesma. É isso. O amor inteira. Causa. Por isso ele é.
Eu quero é estar cercada de almas bonitas por perto.
Eu me conecto melhor com a simplicidade.
O que me tranquiliza, é que eu posso florir quantas eu vezes eu quiser. Quantas vezes eu achar que devo.
Que nenhum medo me impeça de sonhar. Que eu nunca perca a esperança. E que eu aprenda a recomeçar todas as vezes que a vida virar as costas pra mim. Eu sempre me darei uma segunda chance.
Essa coisa de coração partido, não é pra qualquer um, moço.
Conviver com pessoas amargas não impede que você seja doce.
Ele chega assim, sem pedir licença, e desabrocha dentro dela. Eles não são mais. Eles foram um amor. Hoje não se precisam mais com tanta urgência quanto antes, mesmo quando ainda sentem-se. Seja na primavera. No sopro do vento. Numa música. Quando fecham os olhos. Ah! Melhor seri…
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Ele chega assim, sem pedir licença, e desabrocha dentro dela. Eles não são mais. Eles foram um amor. Hoje não se precisam mais com tanta urgência quanto antes, mesmo quando ainda sentem-se. Seja na primavera. No sopro do vento. Numa música. Quando fecham os olhos. Ah! Melhor seria não ter restado nada.
O que todo mundo quer é um amor. Novinho em folha. Bonito. E inteiro.
É chegada a hora do recomeço. Do retorno de mim. Em mim.
'Ela tinha pra si que precisava se libertar do que havia deixado pra trás, dessa coisa estranha que ficou. Era como se tudo o que foi, nunca tivesse sido...'
E entre tantos sentimentos. Entre tantos sorrisos. Abraços. Tantas palavras de carinho. Doçuras. Tantas. Entre cada pessoa que cruzava. Entre cada olhar bem-intencionado que pairava no ar. Entre cada vez que eu me arrepiava quando a tua mão vinha de encontro a minha. Entretanto.…
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E entre tantos sentimentos. Entre tantos sorrisos. Abraços. Tantas palavras de carinho. Doçuras. Tantas. Entre cada pessoa que cruzava. Entre cada olhar bem-intencionado que pairava no ar. Entre cada vez que eu me arrepiava quando a tua mão vinha de encontro a minha. Entretanto. Entre tantos. Me diz: tinha que ser Amor? Não dava pra ser apenas tudo isso que eu falei sem amor no meio? Sem a gente, desde o início?
E eu sinto tanto. Sinto muito. Por quem não sabe sentir. É por essa gente toda que me dói.