Se sofres
sorria mesmo assim.
Pois a cada sorriso,
que seja este forçado,
o coração e
a alma se renovam.
Por pouco que seja,
por mínimo que seja,
aquele instante
somar-se-á a outros
e no fim,
perceberás que
em meio ao sofrimento
existiram momentos de alegria,
e a felicidade
é feita desses
pequenos instantes.
Pedras.
Que tipo de pedra eu sou?
Que tipo de pedras tenho no meu caminho?
Que tipo de pedras estou deixando
para os que me rodeiam?
Questão sem resposta...
NOITE...
Lua, estrela, núvens,
sonhos, desejos, ilusão.
A paisagem é escura
tudo é silêncio,
tudo é paz...
Uma paz irreal,
uma paz quieta, calma,
uma paz sem paz...
NOITE.
Momento de pensar, sonhar
recolher do ser.
Momento de confronto,
confronto entre sonho e realidade.
NOITE...
Momento de viver,
momento se sonhar,
momento de ser...
Ser da noite...
Que infinita saudade
dos meus sonhos.
Quizera eu ser como as núvens...
Livres
na imensidão azul do céu
nesta linda noite clara
salpicada de estrelas.
Quizera eu ser núvens
que se esvaem e desaparecem
reaparecendo mais adiante
com novas formas...
Ou seria a mesma forma?
Que solidão...
Quizera eu sair e me divertir.
Quizera eu viver uma liberdade
que nunca tive
não tenho e
nunca terei.
Que infinita saudade de mim...
Que solidão sem fim...
O silêncio da sua ausência dói muito.
Minha tristeza dói no corpo, na carne, nos ossos...
Estou só.
Respiro e tento conter as lágrimas,
querias me ouvir dizer que esta tudo bem,
que você esta certo,
que eu também quero ficar só...
Então... eu disse.
Linda manhã, manhã de verão
de céu azul.
Uma brisa suave a embalar as folhas.
Na imensidão uma solitária núvem
desliza silenciosa e cálida.
De repente...
Se transforma em um dinossauro.
Que não amedronta
não ameaça
e lentamente
se dilui no azul
desse lindo céu de
uma manhã de verão...
Mas estou só,
continuo só.
Quando você for fazer alguma coisa, faça;
quando você for viver alguma coisa, viva;
quando você for sentir alguma coisa, sinta.
...Mas faça,sinta e viva por inteiro.
Aquilo que aspiramos acaba por nos definir.
Somos enjaulados por nossos próprios desejos.
Até largarmos nosso facho de luz no invisível negro e
abrirmos nossos braços para perda e para o nunca,
nos entregando completamente à noite profunda, não somos inteiros...