Eu pensei comigo mesma porque ninguém havia visto ele em pé lá longe, antes que
ele estivesse de repente, impossivelmente salvando a minha vida. Com pesar, eu me
dei conta da possível causa - ninguém estava tão consciente da presença de Edward
quanto eu estava. Ninguém mais observava ele como eu. Que pena.
Algo de que eu tinha certeza - sabia disso na boca do estômago, no cerne de meus ossos, sabia disso de minha cabeça à sola dos pés, sabia no fundo de meu peito - era que o amor pode dar às pessoas o poder de despedaçar você.
O amor não funciona desse jeito, concluí. Depois que você gosta de uma pessoa,
é impossível ser lógica com relação a ela.
Ele me olhou através dos cílios longos, os olhos dourados suaves, mas de certo modo, ainda em brasa.
- Prometo ama-lá para sempre... a cada dia da eternidade. Quer se casar comigo?
Havia muitas coisas que eu queria dizer, algumas não muito boas e outras mais revoltantes de pieguice e romantismo do que ele sonhava que eu seria capaz. Em vez de me constranger com qualquer das opções, eu sussurrei um "sim".
- Obrigado - disse Edward simplesmente. Ele pegou minha mão esquerda e beijou a ponta de cada um dos dedos antes de beijar a aliança que então era minha.
Assim que ficamos a sós, ele me girou nos braços e me carregou para o terreno escuro até chegar no banco nas sombras das árvores. Ele sentou ali, mantendo-me aninhada em seu peito. A lua já estava alta, visível através das nuvens diáfanas (...)
- Porquê? - Perguntei delicadamente.
Ele me ignorou olhando a lua.
- O crepúsculo, de novo - murmurou ele - Outro fim. Mesmo que o dia seja perfeito, sempre tem um fim.
- Alguma coisas não precisam terminar - sussurrei.