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Frases de Bartolomeu Assis Souza

220 frases

NAVEGANTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) O barco da vida é navegar... Buscar o oceano interior...
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NAVEGANTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) O barco da vida é navegar... Buscar o oceano interior... Que é o nosso próprio EU... Transfigurado na busca do Outro. ISBN: 978-857893-519-1

VERDADE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) (dedicado a Daniel Alberto A. Souza, meu filho) Daqui a pouco
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VERDADE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) (dedicado a Daniel Alberto A. Souza, meu filho) Daqui a pouco O sol vai partir Vai ter que se esconder E vai falar baixo o coração E com a lua percebo Já são muitas luas Neste calendário da vida Assim não posso dizer Nenhuma verdade Somente aquela que trago A de poeta e não de profeta O profeta anuncia uma verdade maior O poeta anuncia uma verdade menor Um diz: " Eu vos trago a verdade ". O outro: " Eu trago a minha verdade". E assim vamos pouco-a-pouco Em cada gesto, faço a criação Pois uma gestação é como um poema Que compõe versos de vida ISBN:978-85-7893-519-1

ENCADEAR (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Poemas são como convites... Por eles você passa a percorrer as trilhas
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ENCADEAR (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Poemas são como convites... Por eles você passa a percorrer as trilhas Do pensamento e um novo pensar Descortina-se em seu viver... Encadear versos e expressar "um ponto de vista" Ou, se preferirem "a vista do ponto" Desta forma, costuro, costuro, costuro... Costuro palavras formando caminhos, trilhas. No abscôndito das percepções... Vou revelando o uni-verso... Que se faz de VERSOS...

VASO QUEBRADO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Vaso quebrado Tornaram-se meus sonhos...
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VASO QUEBRADO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Vaso quebrado Tornaram-se meus sonhos... Cerâmica de vaidades... Mas o que fazer? Se só restaram os cacos de ilusão... Impossível colar a frágil couraça existencial... Tolo sonhador, pobre poeta... Que tolice as juras de amor... Tentar evitar a dor... Consolar-se com o calor... Tudo tornou-se vapor... A vida é frágil, frágil demais Como delicada porcelana contrabandeada O vaso, gasta-se, quebra... Importa o que contém o conteúdo... Somos vasos cozidos, moldados e pintados Cada um traz sua essência... Viemos do pó, e ao pó retornaremos... "primum vivere, deinde philosophari". "memento, homo, quia pulvis est in pulverem reverteris". ISBN: 978-857893-519-1

ÚLTIMA CHANCE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Lembra-te que a vida é curta Que vives o transitório
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ÚLTIMA CHANCE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Lembra-te que a vida é curta Que vives o transitório Que vives o acaso Que lutas só a tua batalha Lembra-te! Se te encontras numa curva da existência Quem sabe Deus te oferta mais uma chance Jamais poderá "amar" depois de "morto". Amém! ISBN:978-85-7893-909-0

POEMA DE PURIFICAÇÃO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Sou romeiro nessa estrada Com os meus irmãos subo a ladeira
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POEMA DE PURIFICAÇÃO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Sou romeiro nessa estrada Com os meus irmãos subo a ladeira Cheia de pedras, cheia de espinhos Caminho que leva a Deus A cada passo as culpas ficam no caminho Os sinos tocam: dim-dlom, dim-dlom Clamam os romeiros, os carentes Vindo lavar os vossos pecados Trazemos flores, prendas e rezas Já vem chegando à procissão com súplicas Um cristão empunha o estandarte Os homens, as mulheres cantam, fazem louvores Faz tanto calor, é uma loucura, frenesi... Os santos e beatas choram sangue É dia de festa, velas e pedidos Pessoas, imagens, fenômenos, delírios Meu Bom e Santo Jesus que tudo podeis Humildemente te peço uma graça Sarai-me, curai-me totalmente O corpo, a mente, o coração e a alma Quero purificar-me por inteiro Dai-me coragem para seguir em frente Depois de tantos combates, jaculatórias Quero fazer uma contrição, uma lamentação... Aceita "este singelo"" poema de purificação" Os romeiros pedem com olhos e corações Pedem com a boca, e com suas vidas Jesus cansado de tantos pedidos da humanidade Quero a alma pura, benta, branca, alva Bem lavada, enxaguada, alvejada... DESSA VIDA NÃO SE LEVA NADA Aceita este "poema de purificação" Amém! ISBN: 978-85-7893-909-0

CORAÇÃO DE JESUS! (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Coração de Jesus Coração que exalta, que não humilha
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CORAÇÃO DE JESUS! (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Coração de Jesus Coração que exalta, que não humilha Coração que bendiz, que não maldiz Coração que pede, que não nega Coração que abençoa, que não amaldiçoa Coração que acolhe, que não rejeita Coração que liberta, que não oprime Coração que perdoa, que não se vinga Coração que socorre, que não abandona Coração que une, que não desune Coração que dá vida, que não mata Coração que aproxima, que não repele... Coração de Jesus! Que o meu coração seja semelhante ao seu, Ou mais próximo possível Minha homenagem ao Sagrado Coração de Jesus Amém. ISBN: 978-85-7893-909-0

LUNÁTICO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Os homens pisaram o solo lunar Estamparam-se bandeiras de conquista
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LUNÁTICO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Os homens pisaram o solo lunar Estamparam-se bandeiras de conquista Catalogaram o solo, topologias lunáticas Televisionaram o acontecimento via-láctea Mensuraram a quilometragem entre terra-lua Já existem até planos para lá se mudarem... Mas do quê adianta isso? Mas para quê tudo isso? A lua só serve para os lunáticos, sonhadores, poetas, e os namorados, são Jorge e o dragão... Tudo é questão de lógica lunar... Noites mais belas e misteriosas... ISBN: 978-85-7893-519-1

PARTIDA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Se um dia eu partir... Nalgum horizonte findar...
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PARTIDA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Se um dia eu partir... Nalgum horizonte findar... Em alguma esquina de amanhã... Um verso de ilusão quero deixar... Fascinou-me querer ser poeta... E é lá que quero estar junto da poesia da vida...? Nesse último verso que a vida compor...? Quero deixar meus sonhos e ilusões... Amém! ISBN: 978-85-7893-519-1

MOMENTOS (GENECY ALBERTO/BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) In memoriam: GENECY ALBERTO Uma planta por ser bela
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MOMENTOS (GENECY ALBERTO/BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) In memoriam: GENECY ALBERTO Uma planta por ser bela Passa momentos de dor Branca, rosa ou amarela Não respeitam seu calor Um exemplo de maldade Fizeram com uma flor Tiraram-lhe a liberdade Pra viver em dissabor Cortaram-lhe o caule terno Com carinho e com amor Pensando viver eterno Sustentando sua cor Hoje num copo sujo Tentando ressuscitar Vejo uma linda flor De face baixa, a chorar... ISBN: 978-85-7893-519-1

TEMPLOS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Quando entro, em velhas igrejas Repletas da presença simbólica de Deus
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TEMPLOS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Quando entro, em velhas igrejas Repletas da presença simbólica de Deus Um forte arrepio de emoção bizarra Toma conta de minha alma e sentidos Lembranças de uma memória fugidia... Quando entro, em velhas igrejas E em novas igrejas também Meus joelhos, curvam-se numa reverência E flexionam-se feito antigas dobradiças Enferrujadas que fazem ranger em velhas ...Lembranças... Quando entro, em pequenas capelas Perdidas em pequenos povoados, Tenho a sensação de chegar a um oásis Um pórtico com portas coloridas... E altares singelos... Depois de longos caminhos ...Em desertos incréus... Sem fé... Sinto assim, momentos de paz poética Até mesmo o cheiro da bosta dos morcegos ... E pombas é sagrado, sacro Sinto a presença de Deus Ela é fantástica, sublime, mística... Quando entro, em pequenas capelas Com bancos toscos e singelos Sinto a grandeza das maiores catedrais Badalando no meu coração Como os sinos de todas as igrejas do mundo... Onde ao longo da existência Meus pés escreveram poemas divinos Pois sem Deus o que sou? Pois " um pouco com Deus é tudo, Sem Deus é nada "... ISBN: 978-85-4160-632-5

CORAÇÃO DE POETA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Poesia brota do coração Fábrica infinita de sonhos
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CORAÇÃO DE POETA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Poesia brota do coração Fábrica infinita de sonhos Poesia vem do coração A arte só produz versos... Por onde vai o coração Do poeta sonhador Chama acesa-perene-de-inspiração Coração-doação-canção Na arte do peota somente devaneios Na arte-sorte do poeta Forças ocultas do existir Uma justa medida de poesia... ISBN: 978-854160-632-5

HOMENS RAROS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Quantos fincaram uma cruz Nos túmulos dos seus destinos
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HOMENS RAROS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA) Quantos fincaram uma cruz Nos túmulos dos seus destinos Antes de sentarem à mesa Do banquete das ideologias? Quantos amargaram o sofrimento Do próprio suor Cheio de dores e revoltas E que choraram pelos poros de seus corpos? Quantos fizeram de suas vidas De seus ideais e lutas Insanidades transitórias E gestos de grandezas eternas? Quantos lamberam os próprios corações Sangrantes nas lutas diárias Enfrentando o chumbo e a solidão Para construir um mundo melhor ou pior? Quantos palmilharam estradas tortas Que ligam a tênue fronteira Entre a morte e a vida Para entender o absurdo da existência? Quantos choraram seus mortos E depois Guardaram as bandeiras Cessaram as batalhas e ressentimentos E mergulharam no grande mar do perdão? Quantos caminharam descalços Pelos desertos interiores e exteriores Em busca de tórridas e quentes Verdades filosóficas e religiosas? Quantos não fraudaram as leis e normas Em rasteiras surdinas e trapaças Em busca do enriquecimento ilícito Esses são homens raros ou bandidos épicos? Por fim, gritei o mais alto essas questões Para as montanhas, planícies, colinas E mundo afora... E o eco me disse: Só os raros... ISBN: 978-85-4160-632-5