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Frases de Ariano Suassuna

57 frases

Não me preocupo muito em ter ou não uma posição como artista. Literatura para mim não é mercado. É a minha festa, é onde eu me realizo. Digo sempre: arte é missão, vocação e festa. Não me venham com essa história de mercado.
A mulher e o reino Ó romã do pomar, relva, esmeralda, olhos de Ouro e de azul - minha Alazã!
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A mulher e o reino Ó romã do pomar, relva, esmeralda, olhos de Ouro e de azul - minha Alazã! Ária em corda do sol, fruto de prata, meu Chão e meu Anel - cor da Manhã! Ó meu Sono, meu sangue, Dom, coragem água das pedras, rosa e beldever! Meu candeeiro aceso da Miragem meu mito e meu poder - minha Mulher Dizem que tudo passa e o tempo duro tudo esfarela O sangue há de morrer Mas quando a luz me diz que esse ouro puro se acaba por finar e corromper meu Sangue ferve contra a vã Razão e há de pulsar o Amor na escuridão!

Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulga…
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Sou um escritor de poucos livros e poucos leitores. Vivo extraviado em meu tempo por acreditar em valores que a maioria julga ultrapassados. Entre esses, o amor, a honra e a beleza que ilumina caminhos da retidão, da superioridade moral, da elevação, da delicadeza, e não da vulgaridade dos sentimentos.

Ave Musa incandescente do deserto do Sertão! Forje, no Sol do meu Sangue,
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Ave Musa incandescente do deserto do Sertão! Forje, no Sol do meu Sangue, o Trono do meu clarão: cante as Pedras encantadas e a Catedral Soterrada, Castelo deste meu Chão! Nobres Damas e Senhores ouçam meu Canto espantoso: a doida Desaventura de Sinésio, O Alumioso, o Cetro e sua centelha na Bandeira aurivermelha do meu Sonho perigoso!

O Amor e a Morte Sobre essa estrada ilumineira e parda dorme o Lajedo ao sol, como uma Cobra.
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O Amor e a Morte Sobre essa estrada ilumineira e parda dorme o Lajedo ao sol, como uma Cobra. Tua nudez na minha se desdobra — ó Corça branca, ó ruiva Leoparda. O Anjo sopra a corneta e se retarda: seu Cinzel corta a pedra e o Porco sobra. Ao toque do Divino, o bronze dobra, enquanto assolo os peitos da javarda. Vê: um dia, a bigorna desses Paços cortará, no martelo de seus aços, e o sangue, hão de abrasá-lo os inimigos. E a Morte, em trajos pretos e amarelos, brandirá, contra nós, doidos Cutelos e as Asas rubras dos Dragões antigos.

“[…] no meu Catolicismo, os bichos que servem de insígnia ao Divino são todos rigorosamente brasileiros e sertanejos. Por exemplo: na minha linguagem nunca entram leões ou águias, bichos estrangeiros, mas sim Onças e Gaviões”. (em "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sang…
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“[…] no meu Catolicismo, os bichos que servem de insígnia ao Divino são todos rigorosamente brasileiros e sertanejos. Por exemplo: na minha linguagem nunca entram leões ou águias, bichos estrangeiros, mas sim Onças e Gaviões”. (em "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta". 8ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio, 2006., p. 562.)