Viemos ao mundo na família, contexto, condições e circunstâncias que precisávamos. Podemos sim trabalhar para melhorar nossa situação, mas jamais renegá-la pelo puro orgulho de não querer suportá-la. Aceitar quem somos, o que temos e onde estamos é o primeiro passo para reconhecermos no que precisamos melhorar (defeitos), onde devemos nos preservar (virtudes) e encontrarmos formas construtivas e edificantes de assim fazer, harmoniosamente. Dessa forma, a herança que transmitiremos para nossa descendência será genuinamente auspiciosa.
Suponha que depois de ter aquela briga terrível com aquele familiar que você ama, tal briga tenha deixado essa pessoa ofendida, e um dia depois, inesperadamente essa pessoa venha a falecer. Como você se sentiria? Visualize. Imagine. E na próxima oportunidade que tiver de brigar e ofender (tendo ou não razão), exercite a tolerância, a paciência, o silêncio e emane seu perdão e sua benção para aquela vida. Seu destino e o entrelaçamento da existência lhe agradecerá e lhe engrandecerá em bênçãos incalculáveis.
Todos nós envelheceremos e perderemos vitalidade. Ficaremos limitados e restritos, em maior ou menor grau. Para alguns, esse processo será rápido. Para outros, gradual e lento. Aproveitemos nosso tempo enquanto o vigor se nos faz disponível, para realizarmos o máximo de bem e de construtivo possível, empregando todos os nossos recursos no trabalho de erguer no mundo coisas edificantes. Momento no futuro chegará em que olharemos para trás e sentiremos satisfação pela bom combate ou arrependimento pelo tempo perdido.
Há momentos em que somente a frustração muda os padrões. Embora a decepção possa machucar, ela não é legitimamente má. É apenas uma das formas que a vida usa para nos fazer alterar rumos perniciosos, especialmente os rumos psíquicos. Muitas vezes, é quando se desiste de algo ou de alguém, que tudo começa a florescer, seja para recomeços ou novos reencontros.
Consideremos que seja uma atividade favorecida pelo seu contrato reencarnatório. Conhecimento, habilidade, concentração, planejamento, disciplina e sua energia colocada intensamente sobre o projeto: eis a base para seu negócio prosperar. Ainda que haja a necessidade de ir além da base. Garantir um alicerce forte, afinal, é essencial.
Menos empolgação e mais análise. Menos entusiasmo e mais vocação. Menos arroubo e mais observação. Menos gáudio e mais planejamento. Lembrando que “menos” não significa “nada”. Lançar o olhar para as esperanças dos sonhos é regozijo, mas manter os pés no chão é prudência básica para se prosperar em qualquer intento.
Meu trabalho não tem nada a ver com aquele desespero por conseguir clientes e menos ainda com a corrida desenfreada em redes sociais para mostrar habilidades e vender serviços. Meu trabalho é o de ajudar pessoas (as que assim podem ser ajudadas, querem e permitem). O resto é consequência. Tal como recomenda meu próprio contrato reencarnatório. Na casa deste ferreiro, o espeto nunca foi de pau.