O fanatismo e a inteligência nunca moraram na mesma casa.
Frases de António Prates
759 frases
A palavra 'sociabilidade' é como um sorriso amarelo que nos mostra os dentes todos.
A confiança que damos a algumas pessoas é como vestir um sobretudo. Começam num afago de mão para nos apanharem o corpo todo.
Não tenho palavra-passe para o meu cérebro, mas tenho a mentalidade protegida por um bom anti-vírus.
Somos crianças até ao dia em que fazemos perguntas sem resposta.
As pessoas mais vaidosas são aquelas que mais dependem da opinião dos palermas.
Deus agradece muito mais as nossas boas acções do que os templos que fazemos em Seu nome.
Muitas pessoas entram na velhice quando começam a condenar e a denegrir os vícios que já não conseguem satisfazer.
No comércio das relações humanas, receber um elogio é quase como pedir dinheiro emprestado.
As redes sociais parecem uma sala de espera para a felicidade, onde o porteiro nos manda fazer todo o tipo de figuras para podermos entrar.
Há quem opte pelo silêncio... Há quem prefira falar o que não pensa… Há quem mais-queira que os outros não falem… Há quem exija falar pelos outros… E há todos aqueles que falam as coisas que são ditas com tempo…Tempo há ainda enquanto as coisas precisam ser ditas.
Sempre aceitei todos os conselhos menos aqueles que me tentaram tirar a minha própria opinião, apesar do preço que isso me tem custado.
Se por ventura, eu me desventurar aos olhos de quem não tem ventura nenhuma, não digam que eu me espalhei ao comprido, apenas porque em parte alguma um homem pode ser ofendido, por se aventurar de modo emancipado ao horizonte que nos é imposto. Mas que, por suposto, ou por uma hi…
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Se por ventura, eu me desventurar aos olhos de quem não tem ventura nenhuma, não digam que eu me espalhei ao comprido, apenas porque em parte alguma um homem pode ser ofendido, por se aventurar de modo emancipado ao horizonte que nos é imposto. Mas que, por suposto, ou por uma hipotética altivez de nos aventurarmos todos de uma só vez, seria uma patética atitude por parte de muitos daqueles que exercem o direito de todos não exercerem o direito de ninguém. E para não chamar desventurado ao procedimento de alguém, nem tão pouco me meter onde não devo ser chamado, limito-me a fazer desta minha desventura o que um fado faz de uma aventura num engraçado entretém. Se me excedi, convém juntar todos os vocábulos daqueloutros retirados dos estábulos antigos, onde se fazem mais amigos, nos retábulos ecuménicos, onde os anjos académicos aparentam as dores que não têm, demonstrando que as mesuras convêm às dissimuladas aventuras nesta arte de viver…
Infelizmente, uma grande parte da alegria que muitas pessoas sentem é provocada pela miséria dos outros.
Todas as mães compreendem o que os filhos não dizem.
Hoje em dia, em Portugal, por causa da política, já não se prende ninguém, mas não se livra de passar fome.
Quando um pobre tem um pequeno sucesso, torna-se logo num alvo de suspeitas, de invejas e de perseguições.
De uma forma geral, a primeira coisa que os pobres fazem, quando têm algum dinheiro, é comprar a vaidade dos ricos, para serem tão pobres como eles.
Desconfio que nós, seres humanos, também temos uma costela do diabo-da-tasmânia, mas os antropólogos que o digam.
A falta de coerência daqueles que se dizem lúcidos faz-me falar como os loucos, quando estou minimamente lúcido.
No futuro vamos regressar ao passado.
Para sermos realmente humanos e vivermos em paz, devemos respeitar a liberdade dos outros. E poucas pessoas têm esse dom.
Quem passa o tempo a tentar diminuir a alegria dos outros é um pecador compulsivo.
Confundimos muitas vezes amizade com utilidade. As duas palavras até rimam, mas têm significados muito diferentes.