Quase sempre as pessoas têm a memória mais aguçada para os nossos erros do que para as nossas virtudes.
Frases de António Prates
759 frases
Se as pessoas sorrissem tanto para a vida como sorriem para as fotos, o nosso mundo seria um verdadeiro sorriso.
Nunca devemos mostrar fraqueza, nem nas horas mais difíceis, pois há sempre quem se queira aproveitar da fraqueza dos outros.
Dizem que os opostos se atraem... Tudo bem! Mas também é verdade que os hipócritas sentem muita atracção uns pelos outros.
Se fizermos caso dos maldizentes temos sempre tendência para ficarmos parecidos com eles.
Lá vão os mascarados, podem vê-los, de tantas formas, no seu modo subumano; levam caraças e disfarces nos cabelos,
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Lá vão os mascarados, podem vê-los, de tantas formas, no seu modo subumano; levam caraças e disfarces nos cabelos, mais os embuços que escondem todo o ano... Vão prá folia, vão alegres, satisfeitos, como histriões dos nossos tempos mais modernos; esquecem normas, estatutos e conceitos, em prol dos cultos aos assuntos subalternos... Lá vão os mascarados prá rambóia, pulam e troçam nesses grupos a granel; é Carnaval, deixai-os ir, que vão com a nóia, como as estrelas contrafeitas de papel... Tanta alegria, tanta farra no Entrudo, tanta folgança que não é o que parece; riem-se plantas, animais e quase tudo, sem que a memória leve a mal, mas que não esquece.
As pessoas que apregoam constantemente muita felicidade e muito amor dão-me sempre a impressão de que lhes falta alguma coisa.
Quando os meus pensamentos se escondem no silêncio das trincheiras durante o dia, à noite a almofada grita comigo e aperta-me sempre o pescoço.
Muitos adultos tentam brincar como as crianças, mas as brincadeiras puras são um privilégio que só as crianças sabem ter.
Por viver num labirinto com o que tenho passado, posso dizer que me sinto
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Por viver num labirinto com o que tenho passado, posso dizer que me sinto um homem afortunado.
Nacib da Silva Tião Barra Daço tem nome de turco de antigas novelas, com mais de quarenta, tem ar de vivaço
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Nacib da Silva Tião Barra Daço tem nome de turco de antigas novelas, com mais de quarenta, tem ar de vivaço e outras tantas moças que são gabrielas. Bate as festas todas de calças rasgadas, camisas com estilo, surradas do espelho, sapatos da moda, num conto de fadas tirado à medida do bolso do velho. Enrola por dia dois ou três cigarros, daqueles pra rir, sem ninguém saber, e assim vai a vida, montado em bons carros, dizendo que os outros não sabem viver. Estudou na cidade, é quase formado num curso daqueles com ar superior, faltam-lhe as cadeiras para estar sentado aonde se sentam todos os doutores. Nacib viaja, respira outros ares, vai a Monte Gordo, Peniche e Melgaço, aventa-se à estrada e em todos os bares há sempre a garrafa que diz Barra Daço. E há sempre histórias também pra contar, esses tais enredos que o fazem feliz..., Diz sempre que os outros devem trabalhar pra darem sustento e riqueza ao país.
As redes-sociais são o povo que temos. Nem mais, nem menos. O povo é isto...
Com o decorrer dos anos aprendi a conhecer mais as pessoas pela energia do que pela aparência.
A percepção da verdade muda conforme as conveniências das pessoas, e muitas vezes muda drasticamente.
Com o tempo uns ficam com quase tudo privado e outros privados de quase tudo.
Quando a perseguição é feroz, nem a cavar temos descanso.
A primeira arte devia ser a matemática, porque é a escada de todas as outras.
Nem todas as pessoas que estão à nossa volta estão connosco, e nem todas as pessoas que estão connosco estão à nossa volta.
A inveja é uma admiração com muita falta de saúde.
Na Política a democracia parece ser o método mais justo, contudo como o voto de um honesto vale tanto como o voto de um corrupto e como o voto de um idiota vale tanto como o voto de um inteligente, pode ser perigosa, porque a maioria vence sempre.
O que nos faz ser ainda mais parecidos com os macacos é o facto de nos imitarmos constantemente uns aos outros.
As capacidades mais mesquinhas adaptam-se muito bem à inveja.
Encontrar alguém capaz de fazer um julgamento justo sobre as qualidades dos outros é uma das jóias mais raras de achar.
Na sala de aulas da História da Humanidade, a ganância ganhou sempre o prémio de assiduidade, que recebeu com orgulho.