Escolher os amigos de acordo com seus princípios só não é mais tolo do que escolher seus princípios de acordo com seus amigos. Só posso formar princípios de acordo com o que sinto e raciocino. E só posso formar amigos entre os que discutem cordialmente qualquer princípio.
Frases de Antonio Matienzo
160 frases
As leis do lugar onde você vive são as únicas coisas que você tem o dever de saber. As coisas que lhe interessam pessoalmente, você só tem o dever de procurar saber.
O humano passou a ser humano quando deslocou o sentido de si da realidade para a representação da realidade
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O humano passou a ser humano quando deslocou o sentido de si da realidade para a representação da realidade na linha de tempo da evolução, isso parece coincidir com o surgimento do neocórtex no nosso cérebro, de 1 milhão de anos para cá, coisa que os outros mamíferos não tem, a capacidade de conceitualizar se tornou vantajosa evolutivamente, dando sobrevivência aos indivíduos mais "teóricos" (mais capazes de construir artefatos, atacar, se proteger, etc) A desvantagem é que esse "ser conceitualizador" passou a ser vítima dessa sua própria racionalidade. A razão propiciou enorme ajuda para resolver suas necessidades básicas, mas acabou trazendo o efeito colateral de "criar" uma quantidade potencialmente infinita de novas necessidades, e a principal dessas "novas necessidades" é precisar de uma "razão para viver", enquanto os outros animais simplesmente vivem, aqui e agora. Como disse o genial Sêneca, "o homem sofre antes do necessário, sofre mais que o necessário". Esse vazio humano está expresso em todas as épocas e lugares, e cada cultura procurou dar um jeito de resolver isso. O Gênesis bíblico relata uma expulsão do Paraíso, que pode ser interpretado (pelo menos eu interpreto) como a expulsão de uma época onde as coisas tinham somente a dimensão e a importância que deveriam ter, sem racionalizações superiores (árvore do conhecimento)... e essa narrativa está no berço da tradição ocidental, que atribui a causa de tudo a poderes transcendentais (sobrenaturais) aos quais deveríamos nos conectar para nos salvar. Os distantes orientais certamente sofriam do mesmo "vazio" que nós, mas buscaram explicações na natureza em si, tentando compreender a organização do universo, ao invés de cogitar forças externas a ele. A salvação do sofrimento terreno (para hindus e budistas) estaria muito mais em corresponder aos desígnios da evolução do que aos interesses individuais, onde o "não-pensar" (meditação) seria muito útil. O sofrimento é algo tão intrínseco à natureza quanto o nascimento, o amor e a morte. Tudo indica que o advento da razão humana foi um acidente evolutivo utilizado basicamente como tentativa de mitigar o sofrimento da própria espécie. Mas não se pode eliminar da vida algo que é intrínseco a ela, assim essa “razão” começou a se caracterizar como um “elemento estranho” na natureza, como um câncer quer se amplia até hoje. Esse desvio próprio da espécie humana acarretou na artificialização do planeta inteiro. Atualmente 3/4 de todo o tecido vivo da terra já tem interferência direta humana, E toda ciência ambiental demonstra que no século XX violamos perigosamente a capacidade dos recursos naturais se sustentarem. É uma bola de neve: Humanos infelizes buscando caminhos para amenizar sua infelicidade, gerando um aumento na infelicidade geral. O mundo mudou nos últimos 150 anos mais do que em toda a história da humanidade. E dá para apostar que essa velocidade de mudança só tende a aumentar. No que vai dar? Não estaremos aqui para ver. Todos estamos nos equilibrando entre o que devemos fazer para nossa própria satisfação e o legado que deixaremos para as dores do mundo. Cada qual conforme suas características pessoais, Cada qual no seu caminho. A somatória de tudo irá compondo os resultados. O único paraíso que minha insignificante individualidade encontrou foi observar e vivenciar o inocente amor que os animais vivenciam.
O caráter totalmente absoluto do tempo é tão humano quanto nossa percepção totalmente relativa dele.
Sendo natural que percamos metade do nosso dia, faz parte da sobrevivência aproveitar muito bem a outra metade. Mais do que isso é ingressar no pelotão de destaque.
Vejo clara identidade entre seres e sistemas de seres vivos: ambos tem limites e, por conseguinte, um caminho melhor na moderação das disparidades e na censura ao excesso.
Não é possível amar sem aceitar de bom coração alguns absurdos do outro.
Nada me dissuade de que o útil é aquilo que se opõe à dor, e de que minha própria inutilidade é meu demônio real.
Se eu quiser que minhas afirmações tenham alguma utilidade, 90% do meu esforço deve se focar em não menosprezar, não ofender e, sobretudo, em não falar bobagem. Uma vez já trabalhados esses moldes, posso permitir meus 10% da energia restantes à divertida tarefa de pensar e afirma…
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Se eu quiser que minhas afirmações tenham alguma utilidade, 90% do meu esforço deve se focar em não menosprezar, não ofender e, sobretudo, em não falar bobagem. Uma vez já trabalhados esses moldes, posso permitir meus 10% da energia restantes à divertida tarefa de pensar e afirmar.
Excetuando compromissos, a solução para minha improdutividade é: fazer outra coisa sempre que a tarefa estiver muito interessante e pouco útil, ou muito útil mas pouco interessante. Já para cumprir os tais compromissos, a solução parece ser ranger os dentes mesmo.
Um dos fatores que mais encoraja meu veganismo é jamais ter conhecido algum crítico (do veganismo) que demonstre ter estudado minimamente a questão.
Se você é um enrolador compulsivo e incurável, como eu, tenho um recurso que aumentou bastante minha produtividade: mudar de tarefa sempre que estiver entediado. O segredo é: nas mais importantes, voltar a elas mais vezes. Nas menos importantes, voltor a elas menos vezes. A mudan…
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Se você é um enrolador compulsivo e incurável, como eu, tenho um recurso que aumentou bastante minha produtividade: mudar de tarefa sempre que estiver entediado. O segredo é: nas mais importantes, voltar a elas mais vezes. Nas menos importantes, voltor a elas menos vezes. A mudança de tarefa combate o tédio, que é a grande causa da minha enrolação.
A relação de conversão entre “benefícios recebidos” vs. “colaborações necessárias a eles” antecede toda ideologia.
No labirinto dos meus desejos, o cumprimento do dever sempre se revelou a saída mais eficiente. Talvez, a única existente. E teria sido também a mais simples, se não fossem as mentiras que eu insisti em contar para mim mesmo.
Lançar todos os argumentos de uma vez pode desperdiçá-los.
Para um diálogo ter alcance amplo, 90% do nosso trabalho deve se focar em não falar besteiras, não menosprezar, não ofender. Uma vez já trabalhados esses moldes, podemos dedicar os 10% da energia que restam à divertida tarefa de afirmar ideias.
O universo é perfeito. A polêmica está na total desassociação disso com interesses localizados.
“Realização” (também conhecida como felicidade) é a palavra dada para a percepção de correspondermos ou superarmos nossa vocação de grandeza pessoal. E conseguimos isso através de uma única coisa: a parcela do nosso tempo que dedicamos a coisas úteis nesse sentido.
“Quanta bobagem as pessoas falam” é um tema que, para dominar, basta dominar qualquer outro.
O veganismo não é sacrifício terrível abraçado por causa de futilidade, mas o inverso: futilidade renunciada por causa de sacrifício terrível. É só conhecer o caso para concordar.
Lidar bem com o certo é ter conhecimento, com o incerto é criar conhecimento.
Somente a maturidade afetiva nos permite deixar o palco ao fim da nossa cena.
A única coisa que pode dar significado positivo à vida é desempenhar algum trabalho mais cativante que o cansaço e as distrações. O resto é consequência ou insignificância.
Nos momentos comuns, santidade e vileza são para poucos. Nos momentos extremos, são para todos.