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Frases de Antonio Costta

865 frases

Ler é uma forma de encontrar-me nas outras pessoas.
COMO POSSO ESQUECER A POESIA? Como posso esquecer a poesia Se ela emana das mãos do próprio Deus?
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COMO POSSO ESQUECER A POESIA? Como posso esquecer a poesia Se ela emana das mãos do próprio Deus? Se vivo contemplando-a, com alegria, Sob o sol que ilumina os passos meus! Como posso esquecer a poesia Se a contemplo na terra, mar e céu? Se a noite um poema me irradia... Quando a lua, deslumbrante, rompe o véu! Como posso esquecer esse cortejo, Esse sonho tão singelo que almejo, Que provoca em minh'alma uma extasia?... Como posso esquecer-me desse beijo, Da emoção que sinto quando a vejo? Como posso esquecer a poesia?...

COMO POSSO ESQUECER-ME DESSE AMOR? Como posso esquecer-me desse amor Que é tudo o que tenho, minha riqueza?
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COMO POSSO ESQUECER-ME DESSE AMOR? Como posso esquecer-me desse amor Que é tudo o que tenho, minha riqueza? Meu rubi, meu diamante, minha turquesa... Minha esmeralda de intenso esplendor! Como posso esquecer-me desse amor Que é força, que é vida, é natureza? Que nos momentos de maior tristeza, Desabrocha em mim a alegria em flor! Como posso esquecer essa emoção Que me invade e transborda o coração, Toda vez que desfruto o seu sabor?... Os seus lábios beijando os lábios meus! Eu só tenho é que agradecer a Deus... Como posso esquecer-me desse amor?

COMO POSSO ESQUECER MINHA MISSÃO? Como posso esquecer minha missão De pregar o Evangelho nesta terra?
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COMO POSSO ESQUECER MINHA MISSÃO? Como posso esquecer minha missão De pregar o Evangelho nesta terra? De mostrar que o caminho nunca erra, Quem a Cristo segue de coração!... Como posso esquecer minha missão De buscar sempre a paz, não a guerra? Pois o ódio a nossa vida só emperra; - É mister mais amor e união!... Como posso esquecer a minha meta De ser como atalaia, um profeta, Que anuncia para o mundo salvação?... Como posso esquecer que sou poeta? Que preciso escrever como um asceta? Como posso esquecer minha missão?!...

COMO POSSO ESQUECER-ME DA POBRESA? Como posso esquecer-me da pobreza Que campeia neste mundo desigual?
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COMO POSSO ESQUECER-ME DA POBRESA? Como posso esquecer-me da pobreza Que campeia neste mundo desigual? Conseqüência de injustiça social, De governos que só olham pra riqueza! Como posso esquecer-me da tristeza Que assola parte da população? Sem acesso a saúde, educação... E emprego para por o pão na mesa! Como posso concordar co’o sistema Que fomenta a pobreza, como lema, Para terem essa classe como presa?... Presa fácil para as suas eleições, Comprando a consciência de milhões De pessoas vulneráveis na pobreza!

COMO POSSO ESQUECER QUE SOU POETA? Como posso esquecer que sou poeta Se nasci num torrão tão singular?
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COMO POSSO ESQUECER QUE SOU POETA? Como posso esquecer que sou poeta Se nasci num torrão tão singular? Se é pura poesia o meu lugar, De beleza inefável e completa! Como posso esquecer que sou poeta Se contemplo a poesia no luar? Nos encantos da terra e do mar, Se até no que não vejo – ela é concreta! Como posso esquecer-me dessa essência Que impregna toda minha existência, O meu corpo, minha alma, minha meta?... Como posso esquecer o seu sabor? O sorriso, o olhar de meu amor?... Como posso esquecer que sou poeta?

MARCAS DE AMIGOS Fiz marcas na terra, No céu e no mar;
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MARCAS DE AMIGOS Fiz marcas na terra, No céu e no mar; As mais importantes Eu vou lhe falar. Não foram nas dunas, Pro vento levar... Nem foram na areia, Pro arrasto do mar. As marcas deixadas No meu caminhar; São marcas na pedra, Pra sempre durar! E foram talhadas Com muita atenção No lado direito, No meu coração! São marcas eternas, Pra nunca acabar. São marcas de amigos Que fiz ao passar!

O FILHO PRÓDIGO “Dá-me a parte da herança A qual eu tenho direito”;
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O FILHO PRÓDIGO “Dá-me a parte da herança A qual eu tenho direito”; Então o pai, sem tardança, Atendeu todo seu pleito. O filho, homem já feito, Saiu no mundo a gastar, Com todo, qualquer sujeito, Que vinha lh’acompanhar. Prostitutas às dezenas, Louras, ruivas e morenas, Teve quantas desejava... ‘Té que um dia ficou pobre E descobriu, sem ter cobre, Que só seu pai lhe amava!...

“VERDE QUE TE QUERO VERDE” (Inspirado no verso de Frederico Garcia Lorca) Verde que te quero verde
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“VERDE QUE TE QUERO VERDE” (Inspirado no verso de Frederico Garcia Lorca) Verde que te quero verde Na floresta enverdecida; Verde cada vez mais verde No palco verde da vida! Como era a vida tão verde, Como era tão verde a vida! Verde vida vida verde verde verde vida vida! Mas o verde que gera vida Fora dos olhos mais verdes Virou deserto sem vida Virou floresta queimada, Virou poeira e carvão Que se levanta na estrada! Virou conjunto de casas Virou um solo asfaltado. Oh! Homem que o verde tira, Que atira fogo no verde; Por que fazer sua mira No alvo verde da terra? Não vê que faz uma guerra, Que contra a si mesmo atira? E quando em que verde vira Diferente é sua lira! É o verde horizontal Do vasto canavial. Não é verde replantado: É verde vasto de soja E dos cercados de gado! Pois acham mais importante Enriquecer num instante, Empobrecendo o futuro; Não ter oxigênio puro, Não ter floresta nem nada; Não ter pássaro que cante, Não ter uma onça pintada; Um verde mais verdejante, Viçoso com a invernada!

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO OU PRATA Nem tudo nesta vida nos convém, Paulo escreve deixando bem explícito:
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NEM TUDO QUE RELUZ É OURO OU PRATA Nem tudo nesta vida nos convém, Paulo escreve deixando bem explícito: “Tudo é bom, mas nem tudo nos é lícito”, Provai tudo, mas só retende o bem! Precisamos enxergar mais além, Há espinhos nas flores do jardim; O mundo se camufla para mim... Porque nem todo abraço amor contém! Preciso de Jesus na minha vida, Pois o caminho é estreito e tem subida, E não posso abandonar minha cruz... Pois a vida a cada dia nos retrata: Nem tudo que reluz é ouro ou prata... A única esperança é JESUS!

SE... Se incomodo alguém É porque existo;
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SE... Se incomodo alguém É porque existo; Se me elogiam Sinto-me bem quisto; Se falam de mim Não choro por isto; Eu sou imperfeito Mas não anticristo. Se me fecham a porta Eu nunca desisto. Se semeiam a guerra Na paz eu persisto; O ódio aproxima-se Mas dele me disto! Os tele-jornais Eu sempre assisto. As tele-novelas Não tenho mais visto. Os produtos da feira Numa folha eu listo. Somente me atraso Quando há imprevisto. Quem vê só os outros Não vê que é mal visto! Quem não ama ao próximo Não ama a Cristo. Os versos que faço Releio e revisto. Se não sou poeta Que tendes com isto? Na hora da fome Um pão é um misto!

CHOVE CHUVA! Chove chuva choradeira, Chove, chove sem parar!
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CHOVE CHUVA! Chove chuva choradeira, Chove, chove sem parar! Chove o dia, a noite inteira, Que quero em ti me banhar! Chove chuva de poesia, Sobre o dia de Pilar, Na noite de Itabaiana, Chove por todo o lugar! Chove chuva de alegria Nos versos que vou cantar; Chove rimas na poesia Que desejo versejar! Vem lavar minha tristeza, Lava a lágrima do olhar; Vem dar vida à natureza, Ao bosque do meu sonhar! Chove, chuva de poesia, Chove, chove sem parar; Chove a noite, chove o dia, Que quero em ti me banhar!