Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.
Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.
Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.
A ventania traz a notícia
no Médio Vale do Itajaí
da memória de Marco Pola,
és a melhor contradição
que com cada fibra dialoga
entre a existência amorosa
e o mistério que enamora.
De prontidão para escrever
a poesia onde há vales
e cavalos coincidentes,
declaramos afinidades
com reverências subliminares,
impulsos e intensidades
que nos são inerentes.
No inverno aqui em Rodeio,
onde nos antevejo
nas ruas vazias descritas
no outono do poeta,
e ainda em vocal silêncio,
reverencio e por ti espero
como quem espera um
milagre com o céu aberto.
[Nos nossos corações nunca
nem por um instante fomos ausentes,
porque nunca nos apagamos
diariamente das nossas mentes.]
Não sou contra a cooperação com os EUA no combate ao crime. Cooperação com Brasil já existe há anos e pode vir a ser aprofundada.
Cooperação é diferente de intervenção, mas depois da última reunião que o Secretário da Guerra teve com o Escudo das Américas, ele pediu para que os países deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI) que sei que não é perfeito e carece de muito aperfeiçoamento.
O TPI é um tribunal que não serve só para crimes de guerra, mas também crimes de genocídio que governos podem praticar contra os próprios cidadãos.
O que o Secretário da Guerra pediu pode custar muito caro para todos os povos das Américas.
Que os EUA não queiram continuar sem entrar é uma escolha que atende aos anseios da administração deles, e penso que cada um no seu quadrado.
Nós temos algo muito
antes do Reggae nascer,
desde a época que
o Ska e o Rocksteady
começaram a se envolver.
Não dá para explicar
o que só se consegue
seguir como o curso
do Rio Minho rumo
ao Mar do Caribe a fluir.
Mesmo sem ver,
um no outro fincou
raízes de Mahoe Azul,
de um jeito que nenhuma
ciência até hoje explicou,
e tudo nos enveredou.
Sem nenhuma dúvida,
que digam que é loucura!
Do amor e da paixão tem
ganho tamanho e altura,
com o desejo de perdura.
Em noite de céu aberto,
nos deixar levar no ritmo
do soca e do coração,
no dois, no tempo certo,
no Rio Constituição,
permitir que o Universo
nos cubra de amor e paixão.
Contigo, permitir sentir
o aroma da Banyan tree,
deixar o clima de Barbados
entre nós dois fluir:
não quero mais nada na vida
do que o amor seguir.
Se você conceder,
sei bem o que fazer:
te enlevar com a ternura
e a leveza do ser.
Porque, se você quiser,
assim será o meu querer;
sou eu o que você buscava,
agora só falta entender.
Capturaste-me todo o pensamento
desde o primeiro momento;
não consigo mais pensar em nada,
estou ligada em ti o dia inteiro.
Com a majestade com que o Rio Layou
desce e encontra o mar,
entregues ao melhor Bouyon,
sei que vamos nos encontrar.
Em tempo de florada da Bois Kwaib
e pétalas caindo sobre nós,
somente nossos beijos haverão
de emudecer a nossa voz.
Sabemos muito o que queremos,
e sei que nós podemos ir além;
a dança quem conduz é você,
para juntos acendermos os desejos.
Do amor não somos passageiros,
e nele nós nos reconhecemos;
da minha parte eu sei o que fazer:
contigo do anoitecer ao alvorecer.
Ser consumida como a absoluta
estrela companheira num
pulsar binário de eclipses mútuos,
na Via Láctea dos apegos,
Os dois livres, profundos, despidos
e entre nós sem segredos.
Não é pedir muito...
Sistemas binários de contato
como estrelas tocar e no fundir
sob o testemunho do Universo:
Buscar o amor infinito e certo,
por mais de mil e uma noites,
assim será, e assim te quero.
Sempre é melhor ter alguma
direção do que nenhuma,
mesmo que peça tempo.
Assim sempre tem sido na vida,
e quando o assunto é sentimento.
A tempestade quando toca
na Palma-real jamais
diminui a beleza da memória.
O Rio Cauto canta
para não apagar a história
de Cuba, a minha e a tua.
Pátria ou morte até a última
consequência, assim ensinou
José Martí a resiliência.
No toque de Son cubano,
somos a famosa resistência.
Seguindo no ritmo que deu
origem à Salsa e a outros ritmos,
enquanto quem roeu a corda
nem nunca houve,
vamos criando à consciência,
porque quem quer viver
em liberdade precisa de paciência.
Ao olhar para o céu da América Latina
pude ler de Lindolf Bell claramente
"O Poema das Crianças Traídas",
Isso diz tudo sobre muita gente
que sequer ainda acordou para a realidade...
Guayacán em flor na beira
do amável Rio Goose,
tu és sol que põe
em ritmo de Junkanoo
na Ilha de Andros.
O meu coração está
a cantar a doce canção
de amor que ainda
não há como explicar,
e que mudou o suspirar.
Quero, além do rio,
passear contigo
na beirinha do mar,
sem com o tempo
a gente se importar.
Construir contigo
castelinhos de areia
como voltássemos
a ser crianças
em plena Bahamas.