Por consumpção imagino
várias cenas que vão
do beijo roubado no escuro
por debaixo do edredom
a Cagaita compartilhada
do cesto de palha trançada.
A lúbrica iniciativa absoluta
de cinema que busca me ler
e a automática turgidez
mesmo sem nos braços me ter.
Os teus sinais descarados
abrem para mim espaços
para fantasiar o que já está
acontecendo por dentro,
colocando insaciável embalo
do que é meu e está guardado.
Um refugiado não
escolhe para onde ir,
ele escolhe partir
porque na terra dele
não tem como seguir.
Se você não quer um
refugiado no seu país,
é um direito todo seu
que não vou discutir;
Tu só tens o dever
de não ferir quem não
teve o direito de escolher
da onde veio permanecer.
Se deseja fazer alguma
coisa por um refugiado,
Ajude para que tenha
condições de sobreviver,
ou até ficar, se ele escolher.
Ajudar a resgatar razões
para ao país de origem voltar,
E permanecer para de jeito
nenhum pensar em deixar.
Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.
Das heranças vivas
nas minhas veias
sei uma por uma,
O quê é e o quê
não é indígena,
tal qual o quê é
e o quê não é nativa;
Não menos bonita,
e confessamente
encantadora como
a Chuva-de-Ouro
de terras distantes,
que fascina a visão
e inunda o coração
fascinando a estação
com a sua floração.
Não mentir para si mesmo
que nutre a expectativa
cinematográfica de viver
um amor com dedicação,
é um excelente começo:
Confesso que exatamente
como você também desejo.
Ocupar a sua mente mais
do que dizem ser só aventura,
e sim ser toda a tua aventura,
a possuidora e garantidora
absoluta da tua plena ventura
em todos os tempos e estações.
Nos teus lábios jamais deixar
faltar a Serikaya que adoce,
quando a rotina não for doce,
Colocar o teu coração batendo
para dançar ritmos de folclore.
Sem pensar duas vezes jogar tudo
para o alto sempre for imperativo,
para que o fogo da paixão não falte,
e nada nem ninguém o amor devore.
Falar sem pensar
não é necessário,
Provocar também não,
se for flertar com
o quê é arriscado,
Melhor colher Pitombas,
deixar o quê é confuso de lado,
E fazer o caminho com cuidado
tornando cada novo passo
diário seguro e pacificado.
Bunga Seribu Bintang
toda em flor,
O nome do amor
já guardei de cor.
...
Bunga Kelawar Putih
em plena floração,
É a minha poesia
no seu coração.
...
Bunga Bangkai Gergasi
misteriosa no jardim,
É para dizer que existe
algo maior para mim.
...
Bunga Tasbih acariciada
pelo vento d'alma,
Não há nada que pare
a caminhada pela estrada,
Não vou mentir o quanto
eu estou apaixonada.
Caminhos do destino
como os do interior
da Sarang Semut,
É algo muito superior
que guardo silenciosa
com todo o meu amor.
...
Se encantar com a poesia
escondida da Bunga Hantu,
É celebrar o dom da vida
que Deus nos concedeu,
Na nossa fragilidade está
a nossa maior fortaleza
porque cultivamos a fé
que nos mantém de pé.
Buquês da Aldrago
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita
desde o dia que te vi
sem fantasia.
Tudo em poesia
diária foi convertida,
o dia que eu quiser
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.
Se este assunto
não for tocado,
por ninguém será
nem aventado,
o eu não nasceu
para ser domado.
(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para
ser academia nata).
Com camélias brancas
nas minhas duas mãos,
Levo a fiel convicção
além Médio Vale do Itajaí,
para te dizer que não
existe para a Nação
uma rota de liberação
que não inclua para nós
Zumbi em cada ação,
Porque ainda não foi
cumprida a abolição.
(Nós somos a chama
perpétua de rebelião).
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.
(É sobre a nossa percepção).
Peroba-rosa que cobre
do Sol com a sua copa,
Tem tudo de memorável
quando dança a vento,
Não há ninguém que
faça romper por dentro
com aquilo que nasci,
cresci, aprendi e me
fez caminhar até aqui.
Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.
Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.
O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.
Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.
Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.
(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).
As auroras da vida
e as linhas do destino
em águas atlânticas
trouxeram o povo trentino,
no Brasil construíram
o legado e o caminho.
Ali na Árvore de Natal
toda feita de Crochê fino,
há amor muito envolvido
todo em puro carinho
pela herança ancestral.
Ao redor da Árvore de Natal
baila o grupo Folk Trentino
com alegria monumental,
não faltou nem mesmo
o Corpo Bandistico Di Albiano.
Ah! Este Médio Vale do Itajaí
que exalto e amo tanto,
se for demais pedir ao bom Deus,
peço que abençoe o meu plano
de tudo o quê por amor insisto,
de ter você em Rodeio comigo.
A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.
O primeiro raio solar
ilumina a Halia Liar,
O seu sorriso a brilhar
e o coração a encantar.
...
A Bunga Halia Sarang Lebah
enfeita com toda a poesia,
A tristeza está indo embora,
e daqui para frente é só alegria.
...
Simpoh Air a florescer
sob o sol do jeito que
Deus criou para merecer,
Assim sempre florescendo
sem nenhum alarde,
quando para mim
o seu sorriso se abre.
...
Rhododendron Jawa
colorindo o caminho,
Enquanto o teu amor
não vem ao meu destino.
...
Begonia Berjalur sublime
florescendo em reverência
a Deus por tudo o quê existe,
Só sei que não sou diferente
e para sempre serei reverente.
Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.
Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.
Plantar mais mudas
de Palmito Juçara,
Para não deixar nunca
mais na mesa faltar,
Isso não tem a ver
somente sobre plantar,
Também tem a ver
com a Cultura Popular.
Quem sempre planta,
a Natureza e o destino
sabem recompensar
além de reconhecimentos
formais ou títulos,
Pátria é o quê se planta,
alegra o nosso paladar,
e eleva o nosso espírito,
É incontestável e de princípio.
Não preciso sair procurando
qualquer coisa pelo mundo fora
ou pelo fim do mundo esperar,
para só assim começar a despertar.
Floresce e resiste as estações
do tempo na Mata Atlântica,
a Rainha-do-abismo nesta terra
de Santa Catarina romântica.
Inspirando também a acontecer
do amanhecer ao anoitecer.
Manhã de Sol e noite enluarada,
Porque tu és flor enraizada
e filha de cada novo alvorecer
desta Pátria nascida libertada.
Não preciso te dar este poder
porque ele é teu desde nascer.
Ver a Tongkat Ali
e a poesia crescer,
Não tenho mais
nada o quê querer.
...
Anggerek Kupu-Kupu
esplendendo beleza,
Assim é o quê sente
a cada novo poema
que em ti escrevo
com toda a grandeza.
...
Anggerek Ungu Harum
florescendo nas mãos
do tempo e do sentimento,
Muito além de ser só
apenas por um momento.
...
Periuk Kera Biasa
balançando hipnótica
no ritmo do vento,
O pensamento buscando
te alcança a tempo.
...
Periuk Kera Bertaring
no meio do jardim,
Que o destino já
de nos colocar enfim.