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Frases de Andre Saut

1.025 frases

Lá na vila do mingau tem só uma casinha onde moram 12 criancinhas. Na porta da casinha tem uma cesta de sentimentos
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Lá na vila do mingau tem só uma casinha onde moram 12 criancinhas. Na porta da casinha tem uma cesta de sentimentos em forma de camisetas. Tem roxo invocado, amarelo feliz, verde emburrada, vermelho de amor, branco carinho, marrom zangado e muito mais, uma cesta cheia. E todo dia quando cada criança sai pela porta da casa da vila do mingau, coloca uma camiseta. Às vezes até coloca duas ou três. Coloca a camiseta e sai pelo mundo. E você quer saber? As camisetas funcionam assim: A criança que sai com uma camiseta verde, sai emburrada arrastando uma tromba de elefante por onde passa. Ninguém chega perto. Mas quando ela veste uma camiseta verde emburrado com uma amarelo feliz por cima, não fica feliz da vida porque às vezes dá para ver o verde emburrada por baixo, mas as pessoas vem conversar com ela e perguntam o que ela tem, o que ela está sentindo e tentam trocar a camiseta de baixo. E também as vezes a camiseta verde está por cima da uma marrom zangada e de uma roxa invocada. Quando está assim só uma azul da paz com uma vermelha de muito amor mesmo para resolver. Mas também em gente no mundo cheia de camisetas azuis da paz, elas distribuem para os zangados e carrancudos e eles ficam azuizinhos, tranquilos e até podem vestir uma amarela feliz, se quiserem é claro. É verdade meus amiguinhos, quando as criancinhas da vila mingau que fica lá num coração derretido saem de casa elas podem vestir a camiseta de sentimentos que quiserem, uma por cima da outra e a outra por baixo da uma. Mas também podem trocar na hora que quiserem. E eu aconselho a trocarem, principalmente uma tromba por um sorriso porque é muito mais fácil de carregar.

Nunca senti falta de você, nem saudades, isto foi porque você sempre esteve comigo, de um jeito, sem jeito, de um vazio preenchido pelo carinho da lembrança, talvez.
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Nunca senti falta de você, nem saudades, isto foi porque você sempre esteve comigo, de um jeito, sem jeito, de um vazio preenchido pelo carinho da lembrança, talvez. Nunca soube o que tu eras para mim, meu amor, minha paixão, minha amiga, minha razão? Não sei, nunca consegui saber o que tu és para mim. talves ilhas, sim ilhas, onde após nadar milhares de milhas da vida, encontrei nas tuas areias o abraço que me deu folego para nadar até o próximo encontro, até o próximo talvez. Só sei que nunca soube o que tu significa no meu oceano de incertezas. Mas tu sempre esteve marcada neste mapa da minha vida. E no barulho das ondas deste mar, escuto teu caminhar, no vento tua voz a ecoar. Nas nuvens teus olhos a cuidar do tempo que não faz parar, não faz andar, que já não existe.

Ela era uma triste pedra à beira do rio, que passava os dias dando adeus às oportunidades, sentia-se pesada e, isso a tornava imóvel, apesar de as vezes até ficar balançada por algumas ondas mais convincentes. Mas permanecia firme, tristemente, pensava ela, firme. Então um dia de…
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Ela era uma triste pedra à beira do rio, que passava os dias dando adeus às oportunidades, sentia-se pesada e, isso a tornava imóvel, apesar de as vezes até ficar balançada por algumas ondas mais convincentes. Mas permanecia firme, tristemente, pensava ela, firme. Então um dia de inverno, frio, chuvoso, onde o vento rude e convencido em arrastar o mundo, de surpresa pegou o pescador e sua família num frágil barquinho e os arrastou pelas ondas formadas pelo seu rude assobio. Foi, neste momento, de medo e apreensão que o pescador avistou a pedra, saltou na água e nadou até ela. Amarrou sua família a margem do desastre, ancorou sua vida a base daquela pedra que outrora, se sentia inútil, mas naquele momento foi o porto seguro para salvar aquela família.

Caminhando pelo centro antigo da cidade enxerguei em lembranças,
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Caminhando pelo centro antigo da cidade enxerguei em lembranças, as saudades que debruçadas em sorrisos e esperanças espiavam por entre as venezianas de janelas entreabertas os namoros escondidos e encontros furtivos nas esquinas, escutando os segredos das ruas, praças e passeios desta Porto Alegre risonha. Por quantas portas entrou o amor e saíram abraços, beijos furtivos e inspirações para serenatas. Quantas sacadas viram o sol mergulhar no Guaíba ou esconder-se atras das ilhas que nadavam naqueles alaranjados horizontes. Quantos passarinhos banhara-se em poças d’água em meio a quentes paralelepípedos que desenhavam rendas como se fossem caleidoscópios das ruas da cidade. Porto alegre antiga sempre guria, Porto Alegre amada e sempre faceira.