Uma caixa se abre e aquele lindo presente, que lembra o passado e prevê o futuro, que faz inoportuno me dizer doente e assim, tão ausente, enraizei no escuro.
Frases de André Anlub
453 frases
Linda, candente e perigosa. Vistosa, de garras afiadas, língua de lixa. Quem diria, ai, ai... “Vixe maria”! Ela é deusa maior, rainha cheia de viés, dona de tudo, no real e no absurdo, estou aos seus pés.
Acontece uma descontrolada mandinga que o mundo se apega. É doideira querer que o bicho pegue, e ele pega... Agora se espera não mais, nunca mais, sentir o corpo rua abaixo descer.
Menino prodígio poeta, com bolsos cheios de gritos de guerra. Suas bandeiras: poemas de amor e saudade... São trincheiras contra algoz realidade.
Avise-me quando tiver um tempo, caso eu não esteja, por favor, deixe recado. Passo por maus bocados sem a menor notícia sua, vivo um grande tormento olhando os velhos retratos.
No seu olhar além das colinas, onde o sossego descansa, existe o profícuo, existe a herança. Aprumam-se as esquinas, do livre-arbítrio.
Prezo os amigos que ficaram ao meu lado, em tempos idos de épocas negras. Quando fiquei doente, pesado fardo, falando línguas estranhas, abraçado aos capetas.
Acabaram-se as abobrinhas em minha mente, nem se falarem hipoteticamente, só verei as bocas mexendo, sem som.
As gaiolas se abriram e voam os pássaros, voa à vida. Falham as bombas e pombas de branco se pintam. O mundo esquece seu eixo, gira em toda direção e, pira, sem nenhum desleixo, sem a menor ambição.
A tempestade não me assusta, e nem deveria! Já tive dias terríveis de sol. Se algo me causa temor é perder a inspiração e alegria, quando o sol toca e aquece meu rosto, ou a água cai do céu no meu corpo.
A sedução existe em várias formas e a diplomática será sempre a mais fascinante.
Agora há o costume de seguir o próprio caminho, escolher as pontes e portas, ficar frente a frente com o vendaval, sem o aval alheio, sem olheiro, sem frase feita e sorriso banal.
Pássaros que vem e que ficam também são os pássaros que passam.
Pego minhas folhas e lápis, e debaixo da mesma lua de anos, escrevo algo realmente interessante. Depois, num gesto de saudação... Solto as letras ao vento.
Cair não é problema. O problema é a obstinação em passar do chão.
Vejo estática tua íris, por compreenderes tamanha epístola. Voas, feito águia, tão majestosa tal qual a vida.
Qual atitude seria mais certa, senão entregar-te ao próprio destino? Vai-te logo, fizeste o prólogo, sigo-te em linha reta, feito menino.
O calor que batia na alma, sem refresco, mais e mais quente ficava. Faltava isso, talvez aquilo, para montar uma elipse, envolta do desmesurado eclipse, de tal sol.
Admiro da mesma maneira a pessoa imane, ou miúda, por fora; mas pequena no interior, desculpe o trocadilho, sinto pesar!
Não evite a primeira dose! Poesia... Só por hoje!
Aquela fragrância de nova vida, da porta aberta do viveiro, batia nos orifícios do nariz; como coisa boa... Fubá fresquinho, coco queimado, doce broa... Acompanhada por um manacá-de-cheiro.
A cada toque meu na sua pele faz nascer galáxias, acordam os anjos, acalmam demônios, cantam gnomos, ponderam orações, surgem purezas, desfazem avarezas, abrolham razões... Mas se nada acontece, não interessa, pois o que apetece é tocar em você.
O orvalho brinca de tobogã, em uma enorme folha de taioba. Sei, sei que ainda necessitava de mais música, música boa, aquela apreciada pelos pássaros que dançam valsa com o vento.
É com você meu excesso, cada rima faz a lima que esculpe e cada lume é o grito na ideia. A sina e a saudade tomam a forma que apetece. O blá, blá, blá de normas e métricas, já tarde, falece.