O medo pinta o corpo da cor que lhe convém, trata a chama com desdém, não deixa mais se aprofundar na fábula e sobra o raso e alimenta a mágoa.
Frases de André Anlub
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Fico pensando na vida, rabiscando besteiras, deitado na rede, sentindo a brisa, o sol na frente, a mente na pista, coração latente e a saudade vigarista. Nessa minha forçada aposentadoria, sem você, aposentei-me do viver.
O animal irracional à procura de humanos fareja os destroços; o bicho homem com sua loucura vitimiza o cão dócil.
É logo ali o impossível; siga a avenida do livre-arbítrio, passe a rua do convencional e dobre à esquina do inconcebível.
Poesia, noite e dia, há quem faça teu voo até sem asa.
Ninguém nunca saberá tudo, tampouco um pouco que seja, sobre a magnificência da obra.
A barba e viver são duas coisas que não faço irritado.
Imaginação em aquarela, verve que grita, canta os pássaros e coração palpita; a pureza que se acredita olhando nos olhos dela.
De um lado o chinelo velho procurando um pé descalço, de outro um pé calçado ansiando liberdade.
De uma forma deveras palpável a grafia renasce no arcabouço, vindo de uma sensação mutável e tornando-se finalizada ante o esboço.
Agora, mais velho, descobri que aquilo não era esperteza, e sim covardia.
E segredou o velho no seu leito de morte: - a vida que já é curta foi-se célere; passei-a ambicionando coisas, quase sempre supérfluas, ao invés de ser feliz com o que já tinha. Hoje troco tudo que tenho por mais tempo, mas infelizmente o mesmo não está à venda.
Não permita que a lamúria de ter ou não ter feito, isso ou aquilo, torne-se eco e volte a ser nuvem escura num futuro próximo!
A alma quer plateia, zelo, nada de estar sozinha. Ela quer que outros olhos curtam seu curto vestido decotado, o sorriso do rosto com duas covinhas e todos, mas todos, os seus pelos eriçados.
Para quebrar a leitura acrescento essa coisa fútil, dispensável, absurda, cega, surda e muda, que é esse parágrafo inútil.
Conquistas dificilmente funcionam quando se vai muito além e extrapola o momento. Há de se ter bom senso e dar tempo ao amoldamento.
Gosto de gente que vive demonstrando que o pouco provável é bastante corriqueiro.
Renasce com o dia a serenidade que buliu com o ontem, fazendo o momento, esculpindo o hoje de um modo mais tenro, fundindo o amor e rejuvenescendo.
Precisamos de larga boca e nada oca a mente. Mente aquele que no medo, em segredo, no paladar do azedo, expõe que não ama e não segue passo a frente.
Esvazie-me – preencha-me, conheça o verso e o avesso, rima após rima, sabe que deixo! E depois, ao acordar sozinha, vá viver se estou na esquina.
(a merecer) O por do sol por trás do Farol da Barra, é barra não me pôr à mercê do (so far) rol dos saudosistas.
No meio do lago sossego meus remos, lanço a vara com a melhor das iscas. Espero o peixe, faço figa. Em tempo ameno mordeu a Tilápia. Depois do alvoroço num pensar parco devolvo-a pro lago. No meu lar tem almoço, já ganhei meu dia, vou puxar meu barco.
Estouram paixões sempre aludidas, cantam canções, danças nas chuvas. No certo e no cerco um céu de saídas, arte que inspira expurgando áureas turvas.
Ouvi dos sinceros seus sins, som de detalhes. De talhes simplórios, felicidades, gemidos e corpos notórios.