Saiu a lista dos apaixonados do ano. Nem sicrano, nem fulano, meu nome estava lá. Fiz o bê-á-bá certinho, o arroz com feijão, rezei conforme a cartilha e para não perder-me na trilha, segui cada pedaço de pão.
Frases de André Anlub
453 frases
Talvez ninguém saiba, talvez nunca saibamos, talvez hão de saber. Mas nesse ínterim sigo dentro do arcano, amando e sendo amado sem sequer saber o porquê.
O sol, por detrás dos negrumes, ilumina as colinas mais altas... Justamente onde o amor não faz falta.
Tenho alma em aquarela... alma fundida, misturada, afável e zen. Alma branca, negra, amarela... às vezes com tons de cinza, mas não só cinquenta! São pra lá de cem.
O coração já nasce com dono... não, não é quem o carrega, é alguém que aquece suas veias e artérias. E nesse fluxo quente e louco da vida, bate como um pequenino tambor, tendo como maestro o amor.
O amor é tudo, com as devidas exceções.
O amor o fez de servo, a mercê do seu regalo, diluiu-se em seu cerne, atravessou o fino gargalo. Qualquer ante desafeto, agora é reto, sombra e estalo.
O sol está sempre penteado, perfumado, bem vestido... também muito cortês, fotogênico e amigo. Ao se pôr, diz: “Jusqu'à demain, bonne nuit!”
Sou como a piracema: por minhas convicções sou capaz de nadar contra a corrente.
Quem ama às vezes sofre, pois, arromba-se o cofre dos anseios, e alimentando-se nos seios que repousa, justifica o fim, no prazer dos meios.
O amor é intrínseco no ser mais brioso. Meticuloso com a mais esplendida jornada. Eleva as nuvens, voando baixo, o ser vistoso. Sempre o amparo da sensação resignada.
Regras, ritmos e corações foram feitos para serem quebrados. Afinal, todos sobrevivem!
O mar me ganha assim: de jeito, de repente, de encanto. E mesmo eu envelhecendo e aos poucos ficando mais longe, o amor e o respeito só aumentam. É o mesmo que acontece em relação a vida.
“Medo de ser feliz”, isso não é verossímil. Não existe o invencível! Se a tristeza persiste, me persegue e não desiste, ponho meu dedo em riste, pois, se é preciso temer algo, tenho medo é de ser triste.
Sonhei com o Tibet! E pra quebrar o tabu, sem quebrar a tíbia, vou tocar tuba dentro da taba e deitado em uma tumba.
Dê-me seu melhor sorriso. Aquele intenso, meio sincero, todo lero, mero siso. Que mexe com meu brio, benevolente e incandescente, que eu admiro.
Encontra-se num orbe longínquo, meu ego prófugo e inútil. Degredado pela poesia, encalçado pela humildade, pois sendo maior de idade... bateu em retirada, ferido e cansado da vida.
No relacionamento, a queda nos abriga a levantar a cabeça e reconstruir com paciência cada passo, cada tijolo, cada pecado e cada inocência... Erguendo-se mais rígido e harmônico com o cimento da convivência.
Em paz abro um gigantesco sorriso e, nada indeciso, festejo. Meu desejo não é conciso e no benfazejo busco o breve beijo.
A moradia na emoção é o botão de liga/desliga de uma alma incendiária.
Tragam vozes e resmas, tragam versos e temas, porque meu amor pela praia passeia. Na orelha carrega uma açucena, emoção é plena. O coração tá sereno e o olhar tá sereia.
Não há nada mais indomável do que uma mulher sem vaidade.
Será que sou anti-herói filósofo? Que tem a cabeça dura de pedra de frágil esteatito.
Continuar lendo
Será que sou anti-herói filósofo? Que tem a cabeça dura de pedra de frágil esteatito. Que tem perigosa peçonha e usa para criar o antídoto. Que tem o coração guardado a sete ou oito chaves mas deu cópia aos amigos.
Disfarço e não vejo meus textos sem nexo, os sonetos sem rima de um sentimentalismo perplexo. O meu ser já perdeu a transparência intacta, sendo um homem de lata, sem coração nem reflexo.