O amor é necessidade, estado de aparência, estética social. Amor é falta de segurança, é dependência, vácuo de si. Amor não é sentimento, talvez uma busca da satisfação das diversas carências do organismo e de suas peculiaridades. O amor é uma busca intensa da compreensão e do prazer, visto como aparências e necessidades, como rituais que exigem esforço recíproco entre dois e repetição contínua. A busca do amor ao outrem é uma exigência de prova, que não busca em si mesmo, “logo o amor não existe”. Buscar o amor próprio no alheio parece imprudência com as próprias certezas, não passando de umas fantasias, conto de fadas. Parece mais: o amor é uma falta de amadurecimento das emoções. Assim não existe prova de amor, apenas uma manipulação, poder de convencimento, e, quanto mais o: “eu te amo”. Muito mais o: “eu te preciso”. O: “você para as minhas necessidades”. O amor é um sinal de posse, poder egoísta, é um sentimento acima do senso de justiça. Assim foram criados por um meio: o amar. Sendo o mesmo meio: o Fim. (A. VALIM).
Como cão adestrado: o homem convertido, catequizado, doutrinado. Tornado a criação perfeita para a preservação dos rituais como mero costume. O engessado propósito não muda costume, para não desvirtuá-lo no paraíso. A gula, avareza, luxuria, ira, inveja, preguiça e orgulho são concepções natas do ser humano; os sete pecados do sistema são necessários à sobrevivência do ser. Pecado mesmo é a construção da ideia apocalíptica, impregnada na gene, nascem, crescem e se multiplicam. Não há consciência para as verdades novas, e, ouvidos novos para novas músicas. A clerezia é para que a consciência da ideia nova permaneça muda. (A. VALIM).
O Quanto crer para valer
Por: Amauri Valim
Ainda se acredita na cura pela força através da espiritualidade que faz parte de um sistema enraizado, na genética, no sangue. Quando não comporta em si um sentimento de maravilhas resta atribuir a alguma graça divina, que parece mais uma evocação mecânica do “graças a Deus, do se Deus quiser”. Assim nunca se sabe com exatidão o que é graça o que é força. Observa-se que o corpo possui processos mecânicos assim como a mente. Quando uma imagem espiritual de uma divindade é reproduzida cria-se uma espécie de exorcismo dos males. Mas quando não suporta a dor e o sofrimento resta recorrer a alguma avaliação clinica; graças às especialidades científicas doutoradas em salvação. Em uma crítica sobre o organismo humano por suas dores e sofrimentos cabe uma análise do poder que nele se encontra, e do poder que se busca para a salvação das ameaças diabólicas percorridas no cotidiano. Pode-se observar o modo como um cavaleiro cuida de seu animal, agradece a “Tudo” o que ele confia, mas para garantia amarra-o. Se a mula é amarrada a mula não escapa. Assim se rezar para chover choverá. Se rezar para acalmar a tormenta ela acalmará, e por fim se nada o fizer o mesmo acontecerá. O status da tradição religiosa traduz uma única verdade sobre tudo, o que parece não ser condizente com a psicanálise de Freud que pressente abalar os saberes estéticos sobre a criação, e nem com a análise crítica de Nietzsche em seu livro “o Anticristo”. O processo de salvação não parece ir além do surrealismo dentro dessa estética difundida. Essa de Queiróz satiriza de uma forma elegante os poderes das divindades contra os poderes diabólicos. A estética religiosa é surrealista, é o mesmo que sonhar com a aparição de um “artista”, mas que não tem hora pra chegar. E assim somos adultos com fantasmas entranhados desde criança sem nenhuma comprovação das veracidades sobre “Tudo”. Como explicar o complexo do desconhecido sem chegar à conclusão por uma única fonte verídica e uma única verdade. Acredita-se que a verdade deva ser mudada sempre, não se tratando de posição diretamente antirreligiosa, mas de uma posição que percorra a partir da análise dos padrões da crença. Não é exatamente crente aquele que acredita que a religiosidade não possa proporcionar uma vida sadia, mas pode-se crer que a religiosidade muda comportamentos que por consequência tornam os hábitos saudáveis de vida, por atender os anseios dessa estética. Belzebu é um dos personagens mitológico criado e cultivado no imaginário comum humanamente espelhado no cristianismo, dotado de estratégias inseridas em seu comportamento. Belzebu sobrevive pela alimentação dada dos espíritos fracassados e malignos. Porém com uma semelhança de poderes altíssimos que lhe é dado pelo próprio homem que o teme, tudo é fortalecido pelo quanto se crê. (A. Valim)
É possível encontrar em alguém os desvirtuados hábitos baseados em um sentimento que não existe, denominado ‘hipocrisia’. Vários são os sentimentos desvirtuados e preconceituosos mascarados pela compaixão em relação àquele que não pratica religião. O prejulgar é um ato repentino presente em cada um, uma amostra do ridículo difundido e cultivado desde os ancestrais para dar contrários àqueles que não são crentes pelo sistema religioso. Aqueles que não praticam religião prejulgam menos do que aqueles que os praticam. Assim como cristo que não existe para alguns sistemas, acontece o mesmo com o Buda que por fim não existe para outros sistemas. Deus parece não ter fundado nenhuma religião, nem santificado nenhum homem para dar tanto testemunho em favor da hipocrisia e da compaixão mascarada. (A. Valim)
A esperança é uma ilusão, um enigma. Nessa esperança guardam a certeza de que as dificuldades podem ser superadas e de todo o mal se livrar, mas não determinam o quanto o mal deve permanecer, dependem também do estado de espírito em que se encontram. Quase não se dão conta da escravidão, ou da liberdade condicional em que vivem.
Não há razões suficientes para temer o fogo e nem para retrair a vida para um estado inerte de ilusão. O Cristianismo ainda submete a mulher aos caprichos do machismo vulgar, pela força do homem que herdou do sistema dogmático, essa força machista, opressora impede a mulher de ocupar mais espaço para as diligências dos saberes e dos costumes das sociedades. “Deus não é católico e nem fundador de religiões”.
Assim qualquer um pode ter um Deus no coração na mente sem pertencer ao dogma da classe eclesiástica, mas para todo o preconceito contra o sistema é sinal de má fé, que por fim utilizam um Cristo para as justificativas. (A. Valim)
Mudamos e passamos a defender aquilo que talvez possamos mudar amanhã. Freud parece querer nos manter numa psicanálise mitológica, umas espécies criadas de efeitos viciosos, de uma tristeza exata num dia bonito. Estamos mal acostumados a ter lenço para conter as gotas em tempos meio santos. Estamos desacostumados a retirar do poço a água limpa, a água santa passou a ser vendida em copinhos e não mais apanhadas na fonte. A libido é também diferente da intelectualidade sendo os extremos dos pontos, intelectual é um estado de discussão quase sem concordância que são também os afrontes propósito da libido. Freud é um interlocutor de verdades “criadas por ele mesmo”. Então somos uma espécie quase psicopata quase esquizofrênico pelos maus costumes em disseminar a crença freudiana; espécies de indivíduos que não misturam libido com intelectualidade. Freud parece mais ser um inventor de neuroses, individuo culto dotado de verdades e alto poder de convencimento que associa os poderes da mordida do cachorro com o poder da força do bigode de um pai. Ninguém sabe o quanto o coração sofre ou fortalece por um aroma de libido; ninguém sabe o quanto o corpo padece ou rejuvenesce por um estado de êxtase espiritual. A libido e a inteligência dependem de um estado de oportunidade. Assim o pecado libidinoso é um estado de nostalgia que desfila pelos sentidos espirituais nas escadarias dos templos a fim de um perdão intelectual; ao mesmo tempo a libido que com seu aroma ignora a inteligência, sem amor e sem clemência. (A. Valim)
Todo mundo fala o que todo mundo pensa
Todo mundo pensa o que todo mundo fala
Todo mundo faz o que todo mundo fala
Todo mundo fala o que todo mundo faz.
Que Mania de achar que todo mundo tem problema...
Comentários sobre Jack
A exegese é um imparcial, uma visão realista desprovida de credulidade pelo sistema dogmático: em vários momentos cético (não consegue acreditar), ateísta (não acredita na existência de divindades), ou Deísta (acredita sem a necessidade de devoção), mas, um pouco mais voltado para a compreensão do pensamento agnóstico (sem qualquer ideologia religiosa). Não se pode dizer ainda de que haja uma confusão espiritual nele, nem de que seja alguma ovelha pervertida do rebanho. O Fato é que os meios proporcionam adaptações rápidas e sustentam diversas modalidades criando os cenários, esses cenários são compostos de êxtases tanto para o devoto prostrado quanto ao impuro na taberna. São dois lados de uma mesma moeda, um lado mais complexo dotado de sistemas e rituais, o outro lado mais liberdoso, vulgar. Não seja ele como Jó abundantemente paciente nem como Nabucodonosor por suas tiranias. Assim também acaba por descobrir que a maioria não concorda com este pensamento. Pode ser que veja ele orgulhoso por ter uma própria ideia evolucionista uma opinião em formação sobre a criação, á evolução e a crença, por ser capaz de contestar a opinião que a maioria já aceitou. (A. Valim)
Os Filhos da educação
A educação começa antes da fala. Assim crescem e são carregados pelos instintos maternais e paternais; a dependência nunca morre e se morrem continuam dependentes de um chamado. As crianças são vestidas dos lixos das sociedades, esse fracasso possui efeito dominó o mesmo efeito genético, o efeito dos valores morais e éticos. A imoralidade é o meio pelo qual somos inseridos e predispostos à corrupção desses valores. Queiramos uma nova maneira de aprender e de ensinar sem a mediocridade da força onde: (...) Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força. (GEORGE ORWELL 1984). Errar é concordar, concordar é errar. A evolução dos sistemas se faz através da crítica e da discussão onde um resultado não pode ser sempre um mesmo resultado para todo o sempre, onde uma verdade só pode ser verdade até que outra verdade seja verdade. Essa sociedade que estamos inseridos é composta de basicamente três (Q.I`s.), Q.I.(1) Quociente de Inteligência (que podem determinar a aptidão predestinada de um ser humano). Q.I.(2): Quantidade de ignorância (Onde há conhecimento, porém inerte). “Nada na instrução espanta como a quantidade de ignorância que acumula no formulário dos fatos inertes”. (HENRY BROOKS ADAMS). Q.I(3): Que Isso? O “que isso” provavelmente seja o que queremos saber, o que é irônico, o que é real e que significado tem. IMMANUEL Kant diz que: o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Confúcio diz que: o mestre disse: por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta. De acordo com Coelho neto: é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Sendo assim a educação começa antes da fala e não pode ter fim dentro do sistema politico demagogo, os estudantes não podem sair de cena deixando os ao abandono. (A. Valim)
Moisés é o criador do decálogo, “as dez leis da pedra”, e, para dar veracidade referiu-se a Onipotência. Assim o homem segue criando sistemas de diagnósticos, entrelaçados na vida cotidiana. Os processos da gênese são como normas de vida e os homens situados de julgamentos e condenações baseiam-se no criacionismo, norteiam; seguem; vivem. Os eventos do castigo são baseados num livro de trechos diabólicos e de condenações infalíveis, apocalípticas. Não bastam os transtornos mentais; os destroços do organismo; a fraqueza; a fome e a peste. É preciso associar ao advento da Onipotência. O homem é um ser dependente de um “Se Deus quiser”, de um “Graças a Deus” e de um “Deus nos acuda”.
Amauri Valim.
“Quarta-feira, Sexta-feira” Não comer a carne é um ato de autopunição, a maneira mais fácil para dirimir o pecado. Bendito seria esse o prazer do mendigo, comer a carne com o mendigo é um ato quase impossível. Sendo assim é muito mais fácil à autopunição. A autopunição também pode ser um ato de covardia diante da falta de atitude por uma causa mais nobre. “Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes”. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come. (Romanos 14:2-3).
As festas juninas têm como principal finalidade a ludicidade (diversão e prazer) nas escolas. Apresenta também um lado preconceituoso em relação ao caipira, ao sertanejo por seu modo de vida no campo. Qual é a compreensão que as comunidades têm principalmente a escolar, em mantê-lo o comportamento nas instituições educativas? Os significados e simbolismos aparentam uma singela e inocente representação? O Fato é que estes eventos ainda são mantidos como cultura. Acredita-se que estas festas foram adotadas e cristianizadas pela igreja católica, fortalecidas pelas divindades como Santo Antônio, São João e São Pedro.
Amauri Valim
Tributo ao Tempo.
Há trinta e três chamados anos...
Descobria a vida, a vida vivida...
Cheia de descobertas...
Prosperidades muitas...
Preocupações diversas...
Até mesmo aflições...
Passamos nestes trinta e três anos..
Dividindo o mesmo teto...
Aprendendo até, as mesmas lições..
Amando cada dia e redescobrindo cada noite..
Aprendemos que o amor, nos olhos da pessoa amada..
Não é o sentido da vida ...
Mas, faz por vezes, a vida ter sentido..
Obrigado, Miriam...
Pelos trinta e três anos, entregues ao tempo..
Tempo que torna a vida..
Não a razão, mas a emoção de cada dia !!
Um louco disse:
- Meu DEUS tu precisa dar uma passadinha aqui em baixo pra ver como andam as coisas, e olha, já vou lhe avisando, vejo daqui do meu lixento quarto o tédio que muitos vivem, nenhum programa satisfaz nem remédio tem que cure. Vejo os desatinos dos pensamentos transeuntes. Deus tu nem aparece para talvez der uma direção. Mesmo não havendo agora nenhuma nuvem no céu que possa pairar, talvez queira comigo fazer uma caminhada eu te contaria o resto.