Bem-me-quer, mal-me-quer Mãos que desfolham e matam uma flor, São as mesmas que almejam que a última pétala seja bem-me-quer.
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Bem-me-quer, mal-me-quer Mãos que desfolham e matam uma flor, São as mesmas que almejam que a última pétala seja bem-me-quer. Na brincadeira ingênua do descobrir, não existe o tempo de observação. Não se repara na flor. São poucas pétalas e pode se contar nos dedos... Mas, o prazer de destruir e descobrir que é amada, é superior a sensação de bem querer do outro. Assim, a brincadeira termina. Mal-me-quer. E outra flor é retirada e morta...para continuar a testar o amor... Se talvez ela percebe-se que amor nada tem a ver com testes, mas em respeitar e compreender a natureza do próximo, certamente a vida só daria bem-me-quer.