Por que brigamos com quem amamos?
Nunca vou conseguir entender...
A gente se afasta, quando tudo que mais queria era estar perto... Dá um abraço bem apertado, um beijo bem gostoso e dizer: você é muito importante pra mim e eu te amo assim, exatamente como você é!
A gente finge que não se importa com a pessoa, quando por dentro está morrendo de vontade de participar de tudo da vida dela, saber se está tudo bem e de que maneira pode ajudar...
A gente finge que não sente ciúmes, mas se morde de vontade de saber quem era a pessoa ao telefone, e isso não significa desejo de posse e sim medo de perder algo muito valioso: a pessoa que a gente ama.
Ahhh... Como somos complicados...
Seria tão melhor se a gente conseguisse demonstrar somente o que temos de bom, se conseguíssemos nos entender sempre sem precisar ofender, magoar, ao invés disso deixar bem claro todo o amor que sente...
Seria tão bom...
EU NÃO GOSTO DO NATAL
Talvez eu seja muito burra pra compreender porque poucos têm tanto e muitos têm tão pouco…
Não consigo suportar a idéia de uma criança que espera um “Papai Noel” que não vem ao seu encontro, mas deixa valiosos presentes na casa do vizinho.
Acho totalmente injusto algumas famílias numa farta ceia de natal e outras tantas sem ter o que comer.
É a época de fingir que se é “boazinha” e gosta de todo mundo, de comprar presente até pra quem nem se afeiçoa muito…
De desejar um “Feliz Natal” até pra um desconhecido e achar que com este ato, as muitas falhas que cometeu durante todo o ano serão “compensadas”.
O pior de tudo é que todos os anos, como uma espécie de vício, eu participo ativamente de todo esse “ritual” ridículo.
Que me perdoe o “aniversariante do dia”… Eu não gosto do Natal!
Eu tenho um gosto estranho... Sempre tive.
Gosto do diferente, do irreverente, do incomum.
Sempre achei que o belo é muito relativo, não existe uma lei que determine o que é ou não bonito.
Atribuo esse meu gosto exótico à minha “linda” personalidade. Não gosto de padrões. Não me atrai o “perfeitinho”.
Na verdade, não gosto de nada “inho”: bonitinho, bonzinho, quietinho, certinho... Credo!
Me atrai o imperfeito, o inacabado, o desarrumado, desajeitado...
Me enlouquece o proibido...
E o mais delicioso é que amo ser assim.
Adoro o meu jeito, que me faz única...
Eu tenho certeza que eu não me suportaria se fosse igual a todas as outras...
Eu quero, eu preciso!!
Elevar a adrenalina ao máximo que ela agüentar.
Ter mais tempo pra coisas sem tanta importância.
Conhecer pessoas.
Amar com o mesmo coração que amei um dia.
Amar mais.
Ser melhor.
Ir novamente a alguns lugares.
Rever pessoas, retomar amizades.
Dizer tantas coisas a algumas pessoas.
Perdoar outras tantas.
Esquecer, passar borracha...
Será que um dia?
Meus 30 anos
Não dá nem pra acreditar!
Com uma velocidade malvada ele teimou e chegou: 30 anos!
Eu nem sei ao certo como aconteceu.
Veio acompanhado das incertezas dos 15 anos
e das desilusões dos 60 que ainda nem vivi, eu sei…
É difícil compreender, eu também não entendo.
É uma sensação de: “Era só isso? Nem doeu!”
Misturada com: “Socorro, alguém me ajude, acabei de completar 30 anos!”
Foi exatamente assim que me senti nas primeiras horas destes meus 30 anos.
Ainda ontem eu tinha 15…
E não fiz metade das coisas que gostaria de ter feito…
Contraditoriamente, ele chega me dando uma segurança que nunca se consegue ter aos 15,
a de saber onde, como e porque você é boa o suficiente para ter aquilo que deseja (uau!).
Mas, alguém aí pode me dizer por que o projeto da Terra do Nunca não deu certo?
Por que não podemos todos ser como Peter Pan?
Nunca vou perdoar quem vetou esta proposta…
Por que temos que crescer e, como se não bastasse, envelhecer?
Se tem alguém aí na linha, pare e ouça…
Eu quero os meus 30 anos que foram descaradamente roubados da minha vida!
Eu sei…
Não volta mais…
"Não há tempo que volte".