Na terra dos rebeldes em busca da liberdade, existem muitas encruzilhadas.
Diante de uma nova encruzilhada em meu caminho, me pergunto:
- Para aonde eu vou agora?
Eu penso comigo mesmo.
Se eu for para a esquerda ou por aquela estrada existe um risco de morte e destruição. Glória e sucesso. Uma vida no limite, com medo e altas aventuras.
Claro que existe a possibilidade do total fracasso.
- Mas quanto tempo ainda tenho?
Seria eu capaz de gastar todo o meu tempo... a minha eternidade na segurança de um lugar tranquilo, sem promessa de emoção?
Alguém me disse uma vez que o tempo nos persegue como um predador.
Eu prefiro não acreditar nisso.
Prefiro acreditar que o tempo é meu companheiro.
Um companheiro em minha jornada.
Ele me lembra de apreciar cada amanhecer e anoitecer antes que o dia se vá.
Não me importo com a minha viagem porque o meu destino nunca é um lugar e sim uma nova maneira de olhar as coisas.
Isso me lembra que o momento de minha partida é sempre como a chegada, mas com um olhar diferente.
Nada, nem mesmo o tempo e a direção a ser seguida, é tão importante quanto a forma como se escolhe viver a cada dia.
Todos tem o poder de escolher.
É assim como tudo começa!
E aí, para onde vai amanhã?
(Compilação JW por Adriano Oliveira)
Boa noite, mundo louco!
Na terra dos descompromissados e desajuízados nunca se sabe ao certo quem está chegando e quem está partindo.
Há sempre o sentimento de euforia quando alguém está chegando e um nó na garganta quando alguém está partindo.
Ainda que se tenha a certeza de que deixar partir é o certo a fazer, não há como não ouvir o importuno som da dúvida batendo na grande porta de aço e dizendo:
- Ei você não vai fazer nada?
Mas eu já conheço essa história e é assim toda vez que alguém permanece por essas terras além do tempo que deveria ter permanecido.
Não adianta planejar e procurar amenizar as coisas, pois não existe maneira fácil de fazer isso.