SONETO DOS POEMAS MAL ESCRITOS
Quanta bobagem eu leio em teus poemas
São poemas que, para mim, não dizem nada
Eu prefiro emudecer e não escrever
Se tiver que desenhar tuas vãs palavras
Teus poemas são de fato: inexpressivos
Os teus temas quando lidos: doem ouvidos
Os teus versos são no fundo: mal escritos
E vive-los faz brotar - um mal sentido
Teus poemas são lamentos e tristezas
Lá no fim, só demonstram tua pobreza
Sem contexto, sem paixão, não têm clareza
Então veja e emudeça nas palavras
Teus poemas - mal escritos - causam náusea
Sem vernáculo, sem idéias e sem alma
AMAR EU SEMPRE AMEI
Amar... quantas vezes eu amei,
Em tons e cores, edredons, sabores.
Amar de modo indefinido,
Amar sinceramente, de modo lindo!
Um amar inexplicável, um amar mais que bonito
Entre rosas e primaveras, um amar de eras...
Um amar tão lindo, que só se pode
Compará-lo ao fim do infinito!
Um amar cheio de certezas, cheio de clarezas
Um amar sem procurar respostas.
E esse amar como eu amei,
Em versos refinados, em belas prosas.
Amar eu sempre amei; entre poemas e rosas
Entre a magia inexplicável de saber que se sabe amar
Sem precisar saber respostas; de forma indefinida,
Só a forma de amar, a de amar por toda a vida!
RECEITA DE UM AMOR
Precisa ter carinho, precisa ter abraços.
Precisa ter palavras e gestos delicados.
Precisa ter bons beijos, precisa ter desejos,
Precisa ter paixão, queimando o coração.
E precisam ter sorrisos e muita alegria...
Precisa ter juízo e sempre compromisso.
Precisam ter ajustes e alguma inquietude;
Não pode ter tolices e nem viver mesmices.
E precisa mais que isso.
Não pode existir dor e nem ter falsidade...
Precisa existir sempre... verdade, só verdades.
Para manter um grande amor...
Precisa ter postura, ter doses de loucura
E bom jogo... bom jogo de cintura.
SONETO DO POEMA DO AMOR ETERNIZADO
Se te escrevo um verso de amor
Ele será para sempre um verso amado
E dentro de mim pode haver só dor
Mas é a dor do meu amor, não te doado
Se te desenho enfim, novo poema
Para mim há sempre nele um belo tema
Um poema de amor eternizado no infinito
O teu poema de amor sempre tão lindo
E que ecoe para sempre e por toda a vida
Na hora alegre da chegada ou
Na hora triste da fria despedida
O meu poema desenhado é para ti poema amado
Poema que te escrevo por nosso amor
Por nosso amor... para sempre eternizado!
SONETO DOS TEUS ARCO-ÍRIS
Que nunca sejam gris teus arco-íris
Que tenham muito mais que sete cores
Que tenham muito mais que amplitude
Que a vida que colorem seja doce
E doce eternamente em bons sabores
Brilhantes num jardim cheio de flores
Radiantes e refletindo sentimentos
Gravando para sempre bons momentos
E que as cores se espalhem pela terra
Perfumadas pelas lindas primaveras
Renovadas pelo amor que te espera
Tuas cores de arco-íris radiantes
Coloridas nos caminhos, cintilantes
Preciosas como os grandes diamantes
SONETO DO MEU AMOR POR TODA A VIDA
Ouvi a voz dos raios e trovões
Gritavam lá no céu pelo teu nome
E a chuva que caia em tempestade
Molhava toda alma de saudade
Pairavam lá céu mil nuvens negras
E dentro carregavam só tristezas
Choravam por eu ter te conhecido
E o choro por aqui era granizo
Tirei você dos céus e dei-te a terra
Dei sóis, dei céus, dei mar e primaveras
Poemas murmurados pela espera
Dei luas, dei-te estrelas e quimeras
E dei-te o meu amor por toda a vida
Por querer e para amar-te minha querida
ENTRELINHAS
São nas entrelinhas, naquelas finíssimas linhas entre o que existe e o que não existe, que escrevemos a nossa história. São sempre naquelas passagens que pouca gente entende, que pouca gente acredita e que muita gente imagina que nem acontece. Para alguns simples sonhos, para outros apenas impossibilidade. E justamente por ser impossível, por ser simplesmente sonho, por ser inacreditável que vivemos. Porque somos assim... dentro de nós. Acreditando no impossível e escrevendo nossa história. Escrevendo-a sempre... sempre nas entrelinhas; nas finas linhas do real e do imaginário que construímos e criamos os melhores cenários de vida... de verdades, de sonhos e fantasias. Para além de nós... para muito além dos nossos dias.
CÉU E INFERNO QUE JAMAIS SE FUNDEM
Não queira viver a minha vida. Seria impossível pensar que conseguiria. Estamos afastados demais e seria quimera acreditar nessa possibilidade. Temos mundos diferentes, universos totalmente opostos. O meu é colorido e cheio de vida... o teu é griz, frio e sem brilho. Não há química, não há conectividade, não existirá jamais uma boa sintonia. Eu já não me arrasto como você se arrasta, já não sigo as regras medíocres que você segue e também não respiro o mesmo ar contaminado que te faz sobreviver. Não vivo de falsas aparências, de mediocridade e de máscaras de barro. Não preciso mentir para conquistar pessoas e nem tampouco iludi-las com manipulações emocionais. Eu sou eu... você é você. Em dois opostos, em dois mundos diferentes; em duas vidas diferentes. Céu e inferno que jamais se fundem!
ESSE AMAR É MINHA PAZ
Pode ser que entre nós
Não exista quase nada
Que os olhares que nós demos
Nunca virem duas palavras
Pode ser que tudo é vão
Que assim é vã a espera
Pode ser que entre nós
Nunca existam primaveras
Pode ser que o nosso encontro
E sua grande infinitude
Nunca passe de quimera
Seja apenas - gesto rude
Pode ser que seja isto
Pode ser um pouco mais
Mas até eu concluir
Esse amar é minha paz
SONETO PARA AMAR-TE ETERNAMENTE, ALÉM DA VIDA
Quanta história ainda quero te contar
Quantos beijos ainda quero te selar
Quantos caminhos ainda temos que trilhar
Quanto amor ainda vamos nos doar
Nessa história divertida
Quero ter-te em minha vida
Quero ter momentos mágicos
Por pontos finais nos teus fracassos
Amar-te a todo o tempo
Dentro de mim a todo momento
Sem nenhum esquecimento
Amar-te simplesmente com alegria
Nas nossas manhãs e no fim dos dias
Amar-te eternamente, além da vida
QUANTO TEMPO AINDA TEMOS PARA VIVER
Concretamente... quanto tempo temos para viver (?)... é um pergunta que nem merece resposta. Pode ser que não consigamos terminar esse texto... pode ser que consigamos lê-lo exaustivamente. De fato, temos o tempo suficiente para estarmos aqui... lado a lado. Se ele é muito ou muito pouco... para mim pouca importa! O que me importa sempre... sempre, é que esse tempo deverá ser muito bem aproveitado. Porque o tempo de vida... não é o tempo de idade... porque tempo de vida é a soma de todos os milésimos de segundos aproveitados ao extremo. Logo... não me resta saber quanto tempo nós temos. Só me resta querer viver extrema e intensamente até não termos mais tempo!
A GOTA DE CHUVA E O OCEANO
Às vezes, uma gota de chuva morre de medo ao cair no oceano. O mar é gigantesco e ela sabe que ele ira engoli-la. Todavia, segundos após cair sobre o mar a gota de chuva percebe que deixou de ser uma gota e passou a ser o próprio oceano; um oceano gigantesco em águas. Para isso, não foi preciso nada mais do que ousadia... a ousadia que querer jogar-se ao mar. Portanto... ouse sempre, sempre, sempre. Ouse tudo e não tenha medo de nada.
NÃO ME PEÇA PARA PARAR DE SONHAR
Não me peça para parar de sonhar; não... não me peça! Isso seria impossível de acontecer, jamais conseguiria cumprir esse pedido. De fato, eu sonho sempre. Sonho porque sonhar é uma necessidade, é uma forma de sobrevivência. Eu definitivamente sonho para sobreviver e, principalmente, para viver melhor. Sonho dormindo e acordado, sonho sempre e em todos os cantos, em todos os lados desse mundo pouco colorido e tão desconhecido. Sonho porque sonhar é uma morfina, é um veneno refinado para superar a própria monotonia da vida. Sonho para criar, para recriar, para descobrir sentimentalidades e sensações; sonho para desenhá-los no papel e cumprir tudo aquilo que escrevo. Sonho porque um homem sem sonhos é apenas um vegetal; um ser sem perspectivas, sem iniciativas, sem idéias e ideais e – acima de tudo – um ser sem vida! E eu... ah, eu vivo sempre... sonhando dormindo ou acordado; cumprindo todos os sonhos!
SOBREVIVO
Sobrevivo de histórias boas e más contadas. Dos dias de sol e também das infinitas noites estreladas. Sobrevivo do calor dos dias e também das madrugadas frias. Sobrevivo dos amigos que encontro e dos inimigos que perco... do que sei que é bem certo e de tudo aquilo que desconheço. Sobrevivo do bem e do mal, do que me faz igual e do que me torna desigual. Sobrevivo da esperança na paz e da certeza incomensurável da guerra... dos momentos de achar imediatamente e dos momentos de grande espera. Sobrevivo de encontros e desencontros... de fatos e contos... de erros e pontos. Sobrevivo de cafés (para me manterem acordado); de vinhos (para me manterem embriagado); de poemas (para me manterem apaixonado) e de muitas e muitas paixões (para me manterem vivo). Por fim... sobrevivo acreditando que pouco importa o estado de espírito de todos aqueles que me cercam, acreditando que o mais importante é o meu estado de espírito, o meu melhor estado de espirito. Acreditando que o mais importante é sobreviver sempre e acima de tudo... eternamente feliz dentro de mim mesmo!
SONETO DO SONHAR EM TE AMAR
Sonhar que vou te amar não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera
Sonhar que para sempre vou te amar
É como acreditar na tua primavera
E nessa infinitude dos sonhos
Indistintamente, passam-se as eras
Passa todo infinito de esperança
Passa toda a energia da matéria
E o meu sonhar em te amar
Não passa e nem se acaba
Ultrapassa a vida mais concreta
Sobrepõe-se a toda vã espera
O sonhar em te amar, não é sonhar
Não é... e nem jamais será uma quimera
Podeis me interpretar como quiseres. Podeis me julgar como diabo ou santo, como espectro do mal ou belo anjo. Podeis fazer sobre mim o juízo de valores que quiseres dentro de ti e dos teus conceitos. Todavia, na máxima de toda a tua interpretação, é que jamais saberás realmente o que sou ou quem sou... simplesmente porque tudo aquilo que sou para ti é tudo aquilo que eu mesmo quero que seja interpretado. Nunca mostrar-te-ei tudo aquilo que existe em mim, mormente porque tudo que existe em mim é apenas meu! Sendo meu, apenas meu... não pertence a mais ninguém.