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Frases de Adriano Gama

27 frases

As palavras são como fogo, podem te aquecer e podem te queimar.
A ROSA QUE TE DEI Tomas esta rosa singela e perfumada que feriu
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A ROSA QUE TE DEI Tomas esta rosa singela e perfumada que feriu com teus espinhos os tatos de quem a extraiu Não aceites como ofensa visto que o sangue na cor que contemplas evanesce para te acolher Viver este Amor eterno flor da minha intenção há mero segredo plantado aos genes semearão E se perguntas onde guardei está na rosa em tuas mãos.

INSIGNE “FICANTE” Desabafa-se em grito surdo Estertorado pelo mundo
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INSIGNE “FICANTE” Desabafa-se em grito surdo Estertorado pelo mundo Porém prefiro o som de um olhar Alforriado para amar Que coesa o absurdo, Descarrega a tua ira Adornado de avareza Porém prefiro a ebriedade Convertida da saudade Que por si já tem riqueza, Das pedras que me lançam Encha o fardo de esperança E ate em tua cancha Pois dos males que me rodeiam Que venha o caos de um atroz... Por quantos se explanam em paz aberta Nas asas que se envergam No voo do albatroz.

AMOR E MEDO É na grande explosão do amor Que não conhecemos o efeito
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AMOR E MEDO É na grande explosão do amor Que não conhecemos o efeito Que causa no coração, um defeito Incomum e nos invoca uma dor De tanto tormento, de tanto pavor Faz cair sobre a magnitude o feito Da espada que se engasta no peito, É o Amor que exprime o seu valor. A tensão cresce, alucina mas prefere Saber que nem a dor, nem o medo Possa vencer o Amor que se refere, Realça o medo de perder-te que cedo Trouxe a dor nessa explosão célere, Meu Amor por ti não é mais segredo.

FIM DE UMA ESPERA A ânsia desta espera finda-se ao sentir
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FIM DE UMA ESPERA A ânsia desta espera finda-se ao sentir teu alento voraz, que devolve a meu peito o fôlego da existência. O calor do nosso beijo acende meu coração, aquece a minha alma e liberta a perspectiva, antes encarcerada na solidão dos meus silenciosos sonhos. O brilho do teu olhar reflete no mar azul do nosso Amor a intensa emoção, salva na confiança de cada amanhecer fazer valer a nossa esperança.

FACE A FARSA Feixe — de vara — sujo e condenado Em contorno de um machado afiado
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FACE A FARSA Feixe — de vara — sujo e condenado Em contorno de um machado afiado Subversor medido a golpe dado Marcha com o corpo decapitado; Procuras patente que não se aponta — Ainda devotarias apreço militante Se conotar símbolo semelhante Prenda-o que será temida afronta; Acéfalo de natureza — anomalia Se procuras amainar esqueça Aceite-se que és um ser sem cabeça; Paradoxo de incerteza — antinomia Se outrora via-se versus a ver Conjugas agora o verbo vencer.

APRENDER Eu mesmo não queria Que as flores retornassem
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APRENDER Eu mesmo não queria Que as flores retornassem Ainda verdes de se ver E cavei o chão do tempo Para enterrar as cáusticas Que me puseram Enquanto a chuva cantava O inverno mais frio No tom da minha lástima No espelho d’água que surgia Eu via meu sorriso bailar E o meu olhar aplaudir Agora eu quero me aquecer Na luz mais quente Do olhar que horas me prova Que as flores dadas São gestos adversos A quem se deveria fazer.

TEMPO DE RAPINA Tempo de rapina que me impressa Monções com ampla velocidade
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TEMPO DE RAPINA Tempo de rapina que me impressa Monções com ampla velocidade Onde o segundo não se interessa Em passar na queixa da saudade, Mesmo que passe com muita pressa Nos dias com certa dificuldade Pois não há nada que me impeça Em tempo transir amenidade! Pois, a hora fria que se importe, Vou ao encontro do inusitado Nos versos cálidos que me aquece, Porque poesia como suporte Que leva a um mundo ilimitado Pára o tempo e a gente o esquece.

ESFERA DO AMANHECER A luz do sol ainda parca entalha Aurora em vidas ora interferidas
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ESFERA DO AMANHECER A luz do sol ainda parca entalha Aurora em vidas ora interferidas Pelas farpas de espinhos e feridas Quão árduas marcas de batalha, A luz do sol ainda fraca trabalha Em vidas de histórias fenecidas Renegando qualidades perecidas Impetradas de uma jornada falha, A luz do sol que crema se conhece Os acúleos de um fluxo irregular Deixados pelos azos de uma fera, A luz do sol que tece e amanhece A procura deste influxo singular A doar a paz extensa nesta esfera.

POEMA DA SEPARAÇÃO De um núcleo da degenerescência Escapou para a vida irresoluta
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POEMA DA SEPARAÇÃO De um núcleo da degenerescência Escapou para a vida irresoluta E alma bendita que outrora Encontrara disposta a enfrentar O vale das incertezas E o tempo que passou foi pouco Pelo que outorgou, mesmo assim Alivia em si a compleição de bronze Intercalada na pele E formas meticulosas Alí onde e antes encobria O desejo venerado Que escarpava o terreno Do rubro músculo Que não parava de pulsar Ainda que a luz devorasse as sombras E eles iam, sonhavam e deleitavam Caiam, levantavam e andavam Até que um dia Caíram num núcleo e... Degeneraram-se.

PROCURA-SE UM AMOR — Procura-se um Amor. Dizia desesperadamente
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PROCURA-SE UM AMOR — Procura-se um Amor. Dizia desesperadamente A placa... Ao súbito. Afinal, onde encontrá-lo? Sim, o Amor pode estar Dentro do inusitado, Escondido numa sombra Ou atrás dos olhos fechados De uma mulher a espera. Abra-te mãos e mostre Suas feridas marcadas Pelos aplausos aos Amores ludibriados, mas, O Amor não se decepciona, Ele se renova, revigora mesmo Quando não é estimulado; Ah, esse Amor, onde estás? Meu Amor, saia da sombra, Abra os olhos, não espera, Veja meu coração palpitado E receba de seu interior o Amor De onde nunca foi citado.

AMOR Além do alcance dos Meus delgados sonhos,
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AMOR Além do alcance dos Meus delgados sonhos, Onde eu posso me entregar, Reina meu eterno coração Apaixonado desprovido de Mistérios quando O emblema do Amor Reacende tua chama, Acalanta-me no virtuoso Momento em que teu Olhar reflete no meu Raios soberanos, Aniquilando as Marcas mórbidas Oriundas de uma busca Repleta de obstáculos, Acende-se então a chama Mágica do encontro Ostentado pela dádiva Recíproca de teu chamado, Alvorecido em cada gesto, Movido pela ansiedade de Ofegantes desejos, viver eternas Realidades em teu coração, Assim Muitos Outros Resplandecem.

BAHIA DA POESIA Filho: Oxente mainha,
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BAHIA DA POESIA Filho: Oxente mainha, eu obedeço a senhora, mas num quero comê camarão não. Mãe: Destá, então vá catá coquinho na praia porque tu num tem querer não. — Olhou para o céu, vestido de azul e branco, olhou para o mar, vestido de azul e branco. Filho: Vixi, hoje tem baba! — Aperreou com a bola e partiu com a boca cheia de dente a caminho do mar.

EMBARCAÇÃO DO AMOR Velejo nos sonhos e prazeres Deste amor
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EMBARCAÇÃO DO AMOR Velejo nos sonhos e prazeres Deste amor Que insiste em assoprar As velas Do meu barco Na direção De teus desejos Ancorado eu fico Em teus anseios Que revelam Segredos íntimos E nossos instintos Enlouquecem ao descobrirem Estes mistérios Navegando em Teu corpo Agitado As minhas mãos Traçam o percurso Que nos interessa E passam a comandar o barco, Exploramos este mar De rosas Para nos perder De amor Como dois Náufragos que se descobrem Numa ilha deserta.

POEMA DO RECOMEÇO Não mais que de repente O absurdo saiu do raio
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POEMA DO RECOMEÇO Não mais que de repente O absurdo saiu do raio De um círculo aparentemente Regular Não transparecia sua forma Tal qual seu ego coincidia Por se mesmo respaldava-se Ignorando os sentidos Que lhe foram atribuídos A extinguir suas intolerâncias Com tanto peso e absurdo O círculo partiu-se em meia lua Uma banda sem sentido Tomou o espaço sem respaldo E se perdeu dentre as estrelas Não conseguiu retornar A outra Não mais que de repente N’outra banda Recomeçou a brilhar.

CORAÇÃO VALENTE Estreitas veredas não remetem a nostalgia
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CORAÇÃO VALENTE Estreitas veredas não remetem a nostalgia sobrepujada no trajeto de infinitos passos, Imunes às provocações que a vida impôs, traduzis imponente precursor do mistério abstruso d′esta passagem, De coração denodado conformação oblata, chegarás até o fim. Mesmo sabendo que não tem fim.

MENINA DANADINHA Menina danadinha na fiúza do que faz,
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MENINA DANADINHA Menina danadinha na fiúza do que faz, vou em busca outra vez dos teus temidos ais! Menina danadinha repleta de confiança, nas curvas do teu corpo está a minha pujança, A noite uma criança na fiúza do que faz, bate em minha porta mas, ela, não me traz, Irei encontrar talvez debaixo desta lua, vou em busca outra vez da volúpia pele tua, As minhas alegrias não se apagarão jamais nas exterioridades dos teus temidos ais!

A CARÍCIA PERFEITA Valiosos afagos, que desejei Ofertou-me com benevolência
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A CARÍCIA PERFEITA Valiosos afagos, que desejei Ofertou-me com benevolência Num gesto castiço e decência Do puro amor que saberei Se eterno ou célere, ocasional Cicatriz tatuada no confinamento No suspense do maior sentimento O amor nasce de modo especial Do nobre sentimento vivenciado Que não tem fim ou de ocasião Seu amor descomunal, sou viciado Tanto bem faz ao meu coração Desse vício não quero ser curado Esse amor não tem explicação.