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Frases de Ademir Missias

116 frases

⁠⁠O que aconteceu conosco? Que não somos mais como antes. Professores maltratados nas salas de aula,
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⁠⁠O que aconteceu conosco? Que não somos mais como antes. Professores maltratados nas salas de aula, Comerciantes ameaçados por traficantes, Grades em nossas janelas parecendo uma jaula, O que aconteceu conosco? Por ventura somos um fracasso? Ou estamos em letargia, Automóveis valendo mais que abraço , Filhas querendo uma cirurgia. Perdemos a esperança, Ou sofremos cefaloma, Celulares nas mochilas de crianças, E diversão valendo mais que um diploma. Vivemos em controversa, Ou Fugimos a um conventiculo, Tela, vale mais que conversa ou Tudo tornou-se ridículo. Quero arrancar as grades da minha janela, Tocar as flores! sentir a brisa singela, Dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade meu irmão! Ainda que seja rara Quero a vergonha na cara, Mas pra dizer a verdade, Quero a solidariedade Quero a esperanca, a alegria e confiança! Onde exista amor a fraternidade.

⁠Ferramentas Um deleite tão grande Minh’alma se expande
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⁠Ferramentas Um deleite tão grande Minh’alma se expande No limite da fraqueza Uma régua sobre a mesa Nesse tortuoso caminho Aferrolhado, atado e sozinho No peito a dor de um lado Na gôndola um esquadro Uma agulhada amedronta A emoção toma conta O coração se contrai O maço e o cinzel no mesmo lado Ora d’ante atribulado A angústia que sentia sai.

Onde Tenho contado com muita sorte Com o tempo aprendi
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Onde Tenho contado com muita sorte Com o tempo aprendi Traçar na pedra o necessário corte Como fez Miquelangelo na estátua de Davi Muitas pancadas foi dada Segurando em outra mão O cinzel que me ajudava Assim seguia a construção Necessário manter o plumo A parede no mesmo rumo Uma luz sempre me guiava Hoje vejo essa escultura Que não falta nem moldura Mas onde que será pendurada.

⁠⁠Uma pergunta porque Tantos com aprazimento Se esbanjam se prodigalizam
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⁠⁠Uma pergunta porque Tantos com aprazimento Se esbanjam se prodigalizam Muitos tem sofrimento Nem sonhos se realizam Com champanhe balde de gelo Vivendo na bonança Em completo esfacelo Sem fé com desesperança Medo é a sobrevivência De toda essa carência E o sentido da vida Seria essa a explicação Cada um tem sua missão Que aqui deverá ser cumprida ?

⁠Ajuda As moedas que você gasta, O dinheiro que você tem,
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⁠Ajuda As moedas que você gasta, O dinheiro que você tem, De nada tem sentido, Se não ajudar alguém; E quando você os acuda, Por pouco que seja a ajuda, O que resta então é o que fica, Porque no outro se identifica. Encontrarás no outro o que deste, O que semeaste ou que plantaste. O que fica então neste momento? Se a moeda já não existe! E o sentimento que persiste, Num eterno reconhecimento.

Minha Janela Lanços fulgurantes da minha história Retalhos da minha infância
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Minha Janela Lanços fulgurantes da minha história Retalhos da minha infância Guardado na memória Quando ainda criança Vividos com alegria Pequeno uma doçura Brincadeira e fantasia Colo de mãe muita ternura Adolescência fragilidade Incertezas, procura e vaidade No mundo de tanta gente Primordial controlar a mente O amadurecimento necessário Colo n’outro lado do morro Pouca roupa no armário Sem alguém pra pedir socorro Sementes novas lançadas regando todo dia Renascendo a alegria Um quadro pintado em aquarela Suplício fechar a janela.

⁠Partida ⁠Sempre existirá uma ferida Quando da partida
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⁠Partida ⁠Sempre existirá uma ferida Quando da partida Se os lábios não se tocam Sustento-me com recompensa, Fugindo da tristeza, Esperando que a saudade te induza Ate que te seduza; Desadormeço com a mesma trama Pelo amor de quem se ama A alma se repele Reputo por toda pele Pois foi a primeira que sentiu o desejo E os olhos estão julgando da partida aquele beijo.

⁠⁠Abelha procurando o alimento, O ferrão o seu protetor, Fabricando o mel pro sustento
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⁠⁠Abelha procurando o alimento, O ferrão o seu protetor, Fabricando o mel pro sustento Do perfume de uma flor. O beija-flor a flor cobiçou O pólen vai espalhando Dele se alimentando Da flor que se beijou Da larva até o germe aparecer Essa metamorfose acontecer Em borboleta se transformar, Da abelha, borboleta e beija-flor, O poeta versos de amor. Numa folha o seu saciar.

⁠CARPE DIEM Antes de anoitecer Coma o fruto ele vai apodrecer
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⁠CARPE DIEM Antes de anoitecer Coma o fruto ele vai apodrecer Ainda não escureceu Conte seu sonho se ainda não o esqueceu. Que desânimo é esse Se bonito ou feio Conte a alguém e se expresse Não abandone seu anseio Acredite na poesia Mais feliz será seu dia Segure essa paixão A solidão e obscura ! Tristeza não tem cura ! E a rosa do sertão ?

⁠⁠Resiliência Contrariando minha teoria E tudo que escrevi
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⁠⁠Resiliência Contrariando minha teoria E tudo que escrevi Refiz minha poesia Por causa dum bem-te-vi Que saberes você tem Diante da Natureza Escreve o que convém Nunca se tem certeza Com resiliência e dedicação Exemplo de superação Construiu um belo ninho Hoje tem a sua morada Segura e bem arrumada Em meio a tantos espinhos

⁠Assim sou Com beleza e encanto Liberdade lindo canto
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⁠Assim sou Com beleza e encanto Liberdade lindo canto Cada um tem o seu ninho Assim se fez o passarinho Fez a noite fez o dia Com poder de dominância Deveras ignorância O homem com sabedoria A sabedoria roubou-lhe a identidade Perdeu sua liberdade, Não pode mais voar Justiça dos animais O homem que sabe mais Caca-se onde morar.

⁠ O Lago ficou triste A fúria da Natureza
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⁠ O Lago ficou triste A fúria da Natureza Rebelou-se deixando tristeza Quem sabia? Sebastião não sabia! O João não sabia ! Capitólio está de luto Foi-se esperanças Foi-se planos Foi-se vidas, ninguém previa Uma rocha se desprendia Todos se surpreendem Um paredão que cai Um pedaço de cada parente se vai E nós quem somos? expectadores curiosos da Tv O Ibope foi grande ! Não tão grande quanto as lágrimas dos entes queridos, Um estrondo num segundo Resta um pedaço de rocha no fundo. Ademir Missias

⁠Mãe Um choro no ventre surgia Buscando a primeira carência
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⁠Mãe Um choro no ventre surgia Buscando a primeira carência Na busca pela sobrevivência No âmago ainda sorria Um segundo choro então veio Um grito de dor enlouquecia Alimentado com o leite do seio O sustento eu agradecia Com seu carinho e doçura Ensinou-me a educação Controlei minha loucura Aliviei o coração Um castigo por meu engano Fui muito orientado Mudei meu cotidiano Fez-me um afortunado Seu esforço me incentivava Por onde quer que andava Sua ira me causava dor Percorri vários caminhos Machuquei em vários espinhos Criei um Imo de Amor Obrigado minha mãe

⁠Se assim fosse fácil ⁠A primeira martelada na pedra bruta tão sofrida Tão importante quanto a última que a transforma em polida. Disciplina, e determinação
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⁠Se assim fosse fácil ⁠A primeira martelada na pedra bruta tão sofrida Tão importante quanto a última que a transforma em polida. Disciplina, e determinação Iniciamos e concluimos a nossa transformação. Substituamos o ódio e o rancor Transformando tudo em amor Amar o que nos rodeia De corpo e alma Livre foi a semeadura Solidarizar com dor alheia. Respeito e educação Na luta sempre perdura Resiliência nessa transformação Na primeira martelada A pedra bruta fosse ajustada, Não e existiria perseverança Padecida estaria a esperança. No primeiro golpe tudo fosse resolvido Assim eramos convencido Não teríamos mais a dor; Se persiste disciplina e paciência A tolerância vence a resiliência A furia perde para o amor.

⁠Explicação Ó linda que nasce da terra que sai das ranhuras com tanta bravura do pé desta serra, Pedi tanto para não perder sua formosura, teu cheiro, sua textura.
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⁠Explicação Ó linda que nasce da terra que sai das ranhuras com tanta bravura do pé desta serra, Pedi tanto para não perder sua formosura, teu cheiro, sua textura. Pedi para juntar-se uma a uma formando um montão, caminhar mais um pouco formando turbilhão Pedi para guanandi, sanca d'água, imbaúba, pinhão do brejo, agarrar-te aos teus pés, para dar-te firmeza até chegar ao seu destino Ó bebida amarga que provo todo dia Em dias de calor e em noites frias Quero uma explicação ! Porque tornaste tão amarga ?Levando nossas casas, meu arreio, meu cavalo Minha tralha de montaria Destruiu tanta beleza Carregou nossa esperança Nossos sonhos de criança Ainda estamos de pé Não levará jamais a nossa FÉ. Leve o que no caminho achar E não se esqueça do abraço, mas deixe minhas lágrimas no mar.

⁠Botina amarela Na fazenda espinilho Num lindo salpicado rosilho
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⁠Botina amarela Na fazenda espinilho Num lindo salpicado rosilho Como regalo de criança Guardarei essa linda lembrança Uma boina de gaiteiro Com seis anos muito faceiro Um Galdério bem pilchado Naquele corcel sem alguém do meu lado Sorriso de jacaré esparramado Um piá mais que arretado Ganhei essa prenda singela Trotando com estilo num embalo Controlando o pomposo cavalo Uma vistosa botina amarela

⁠Remédio da vida Vencer a relva da mata Carregue o triunfo na manga
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⁠Remédio da vida Vencer a relva da mata Carregue o triunfo na manga Ambular na corda bamba Procure ser um acrobata Matar a saudade do beijo E curar a sua sede Descanse numa rede Espere passar o desejo Lapidar a pedra bruta Persistência, força e luta Arroste na escuridão Vasculhe o remédio da vida Abolir a dor da ferida Deixada no coração! Ademir Missias jan/21

Mãos Que lava Que arruma
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Mãos Que lava Que arruma Que apruma Que lava Que passa Que toma na taça Que lava Que passa Que segura a taça Que lava Que cura Que faz bravura Que lava a outra Que passa despercebida Que é atrevida Que faz outra vida Que lava a borda Que pinta e borda Que faz um ninho E quer carinho Que tricota Que faz chacota Que cozinha Que rebenta a linha Que limpa a cozinha Que adormece Que coça o pé Que colhe o fruto do pé Que apaga a chama Que arruma a cama Que não faz drama E cobre quem ama Que limpa o olho Que olha pra trás Que traz a lembrança Daquilo que faz.