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Frases de Ademir Missias

116 frases

Banco do meu Jardim Num banco ao lado de um toco, Que um dia foi jatobá,
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Banco do meu Jardim Num banco ao lado de um toco, Que um dia foi jatobá, Esta era de muita idade, Dela ficou saudade, acabou -se em uma tempestade, Deu lugar a um lindo e florido manacá Sentados naquela Bancada Em noites de lua cheia, ofuscada pela nuvem branda que a margeia Quase a gente não a via, Lá tinha muita magia Eu e minha amada, Para que falar de vida alheia.

A poesia acalma, renova a alma, planta a semente
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A poesia acalma, renova a alma, planta a semente refresca a mente, Atrai a canção Alimenta o coração revigora o sabor e renova amor. Das manhãs de orvalho, na estrada longa, no atalho, nos dias de chuva em lua cheia... E nas tempestades...

⁠⁠Sonho e Desejo ( Soneto) Despir-se o corpo e afoguear Encolerizar-se pelo coração que bate arfante;
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⁠⁠Sonho e Desejo ( Soneto) Despir-se o corpo e afoguear Encolerizar-se pelo coração que bate arfante; desejos desse instante! Sonhar com natureza as estrelas e o mar; Álacre o clarão do luar! O sal deixar o mar, Buracos negros e as estrelas se dissiparem Da natureza o verde desarvorar, O fogo do corpo e do sol e apagarem. O mal desaparecer, Da prisão domiciliar sair O clarão da vida reaparecer, Deixe-me contemplar, Antes de me despedir, Quão lindo o verde de seu olhar.

⁠Meu Jardim Flores lindas que se agarram Em troncos de coqueirais,
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⁠Meu Jardim Flores lindas que se agarram Em troncos de coqueirais, Um canteiro de bromélias exuberantes, E de cores ofuscantes, Escondem em suas conchas alimentos de pequenos animais. As árvores são importantes, Grandes ou pequenos demais, Aqui não importa o tamanho dos animais, Ela serve de abrigo, Até para o inimigo. Três palmeiras triangulares, Até de pouca idade, E uma grande pedra bruta, Uma não venceu a luta, morreu não sei porque?! Acho que foi de saudade! A casa e rodeada de exória e estrelicia, Com desejo e sem malícia, O beija flor a cobiça, Se enche dela que delícia! De frente a minha janela Enfeitando esse jardim, Uma tousseira de Palma frondosa, Flor roxa com perfume de rosa, Que floresce só para mim! Num banco ao lado de um toco, que um dia foi jatobá, Esta era de muita idade! Dela ficou saudade, Acabou -se em uma tempestade, Deu lugar a um lindo e florido manacá; Sentados naquela Bancada, Em noites de lua cheia, Ofuscada pela nuvem branda que a margeia, Quase a gente não a via, Lá tinha muita magia, Eu e minha amada, Para que falar de vida alheia?! No caule de uma palmeira em meio às folhas finas, Pendurada uma orquídea de flor pequenina, De cor rosa para o vinho, Aparece um canarinho, Querendo fazer o seu ninho, Impossível! Protegida por espinhos.

⁠ Amanhecer E assim amanheceu:
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⁠ Amanhecer E assim amanheceu: Depois de uma noite fria; O manto fino da neblina, Que descia da colina E do orvalho que caia, Formando uma alegoria, Sobre moreias encantadoras, Se fez assim aliciadora; Seu corpo verde capim, Seu brilho parece não ter fim, O branco de longe aparecer, Esperando o sol nascer, Anunciando a primavera, Alimentando enfim minha quimera.

⁠ Cavalgada para os Canteiros Cavalgar em campos verdejantes,
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⁠ Cavalgada para os Canteiros Cavalgar em campos verdejantes, Com amigos de perto e outros bem distantes, Levantar cedo ainda sem sol com uma fina neblina, Dividir a farofa e Cruzar águas cristalinas, Carregando a cangalha O Burro chamado navalha, Forte esperto e ligeiro, Levando comidas e bebidas dos companheiros.. Cavalgada boa e organizada. Antes fizeram a chamada, Logo pedimos a Deus uma ótima caminhada, Seguimos então com destino Para os canteiros na pousada. No caminho não queremos barulho! Reclamou um velho amigo com o nome de Getúlio. O Dedê um cara sensacional, Sua mula machucou e passou mal, Não pôde nos acompanhar, Deixa pra outro dia então, Não faltará ocasião, Iremos te convidar! Por caminhos cheio de pedras na vasta imensidão! Uma conversa aqui outra ali E nada de solidão. Uma parada no curral das Pedras para um pequeno descanso, Amarrei meu soberano um cavalo muito manso, Uma cachaça boa, farrofa Torresmo a mandioca, Tava esquecendo a linguiça. Ali ninguém tinha preguiça Um descanso merecido, Pois nada foi esquecido. Chegando la pousada uma ótima recepção, Soltamos nossos cavalos, Mesa farta e comida boa tudo de bão. Violão, bateria e cantoria, Jogo de truco e nada de tristeza pois tudo era alegria, 83 cavaleiros ficamos grandes amigos até de pessoas que a gente não conhecia. Pra relembrar essa passagem, Daquela linda paisagem, Que muito deixa saudades de colegas de várias idades, Eu fiz essa poesia.. Aos amigos de todas as cavalgadas Abraço ! Do Missias!.

⁠O Tempo Um, dois tic toc, O tempo passa!
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⁠O Tempo Um, dois tic toc, O tempo passa! E nós ficamos, Todos passam por nós, Jovens a mais tempo estamos, Tic toc .. O tempo não passa! Nos é que passamos, A lembrar das coisas passadas, Tempo vira saudade, Aí não é a idade, É o que deixamos, em um espaço sem lamento. É inverso de arrependimento. E em tempo de isolamento Um abraço sempre penso.

⁠A Pedra Bruta Vindo das trevas mortais Despojando seus metais,
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⁠A Pedra Bruta Vindo das trevas mortais Despojando seus metais, Em que todo profano nasce e precisa ser saciado, Esta pedra e disforme e aparentemente inerte, Buscando sempre a Luz Onde ela se converte ; Por três golpes se fez a luz, como deste modo lhe foi dada; Modificando o áspero mineral como prelúdio de uma obra adiantada . Aprendendo os ensinamentos da Iniciação, Absorvendo conhecimentos de todos os irmãos, É depois de purificada, Ganha e esplendor de uma de uma pedra negra que hora foi calcinada; Um fulgor de alvura e pureza, Jamais visto na natureza, Pronto para conhecer simbolos devagar com tolerância e calma, Renascendo a partir de agora um irmão com nova alma. Missias.’.

Estradas por onde andei Pisando por entre espinhos, Lembranças que lá deixei,
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Estradas por onde andei Pisando por entre espinhos, Lembranças que lá deixei, Guardo com muito carinho: A rosa que não plantei, A pedra que não lapidei, O desperdicio do encanto; O dia que a encontrar Tal pedra a esculpir, Tudo pode recomeçar, A rosa plantarei, Avivarei acalanto, Deixar de enxugar pranto, De lágrimas deixado tantos, Uma vez mais a sorrir. Ademir Missias

⁠Ingratidão Um choro no ventre surgia Buscando a primeira carência
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⁠Ingratidão Um choro no ventre surgia Buscando a primeira carência Na busca pela sobrevivência No âmago ainda sorria; Um grito de dor aparece O segundo choro então veio Alimentado com leite do seio O sustento ele agradece Vival'ma que mudou planos Agora virou tirano Alentando uma grande dor, A mãe buscando no seio A carência que dele não veio Derribando o imo d'amor. Missias Out/30/20

⁠Tragédia Que barulho assustador Que grande explosão
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⁠Tragédia Que barulho assustador Que grande explosão Que fumaça que tragédia, Grande destruição, Quantas mortes, quanta dor Cidade fantasma Terra arrasada Casas derrubadas E até edifícios Um terremoto, tremor de terra, Fogos de artifício; Vidas que lá se encerram Coisa de demonio; Nitrato de amônio, Tragédia anunciada, Estava ali armazenada.

⁠Amor Verdadeiro Um amor de verdade Não tem segredo nem distância
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⁠Amor Verdadeiro Um amor de verdade Não tem segredo nem distância Tem carinho em abundância Não tem vaidade ! Um amor sem vaidade Não tem tristeza e amargura Tem delicadeza e doçura É muita sinceridade Um amor pra ser verdadeiro Tem que ser gentil cavalheiro É ter solidariedade O amor gentil e cavalheiro Não necessita de muito dinheiro Pra durar uma eternidade. Missias

⁠Quero arrancar as grades da minha janela, Tocar as flores! sentir a brisa singela, Dormir com a porta aberta
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⁠Quero arrancar as grades da minha janela, Tocar as flores! sentir a brisa singela, Dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade meu irmão! Ainda que seja rara Quero a vergonha na cara, Mas pra dizer a verdade, Quero a solidariedade Quero a esperanca, a alegria e confiança! Onde exista amor a fraternidade.

⁠Soneto Vida O grande mistério da vida Com toda a docilidade
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⁠Soneto Vida O grande mistério da vida Com toda a docilidade Uma conduta mais atrevida Nos oferece a crueldade; A criança alegria e liberdade, Juventude um encanto e doçura, Nos brinda com amargura A sua tão fragilidade, Ensina - nos a ser forte, Entendemos que não é sorte, A felicidade com trabalho merecido; Dores aprendemos a suportar. A velhice o amargo esperar, Num canto talvez esquecido. Set/01/10 Missias

Sala de reflexão Uma vela reinando como uma luz, Mesa, caneta,
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Sala de reflexão Uma vela reinando como uma luz, Mesa, caneta, papel tinta e pena, Uns escritos que rouba a cena, Retira-te! se curiosidade te conduz ! ; Entraremos no teu coração! Clama-te pelo ingresso, Seus defeitos serão descoberto Se fores capaz de dissimulação, Conte os teus segredos l Se tua alma sentiu medo, Desista e vá embora! Senão, serás purificado Sem abismo com luz e acrisolado, Renascerás a partir de agora.

Rainha dos Lagos Entre montanhas e rochas grandes, Das pedras no fundo do rio,
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Rainha dos Lagos Entre montanhas e rochas grandes, Das pedras no fundo do rio, O Grande Arquiteto esculpiu Os Canyons mais lindo que os Andes; Um feitiço escondido, Suas águas cristalinas, Chamado de mar de Minas Um paraíso perdido; Da comida e da cachaça, Do badalo do sino da praça, Do queijo das terças-feiras, Capitólio urbe discreta, Encanta sem ser poeta, Suas lindas cachoeiras. Missias

⁠ Ó linda que brota da terra Que sai das ranhuras,
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⁠ Ó linda que brota da terra Que sai das ranhuras, Com muita bravura, Do pé desta Serra, Bem precioso, sustenta-te primeiro! Não perca sua formosura, E tampouco o teu cheiro,, Mantenha o seu cristalino, Até chegar ao seu destino, Junte-se uma a uma e serás um montão, Caminha-te mais um pouco e formarás um turbilhão, Encontrarás muita beleza Mas também muita tristeza; Ó Sanca D'água protejei-a, Segura-a com teus pés! Mantenha-se firme, junte se a Guanandi, Embaúva, Mulungu, Pinha do Brejo, Despeça -te da tua amiga, Que viajará muito até outra saida, Seu caminho será longo, verás pedras e penhascos, Tempestades, e até dejetos, Não desista da sua missão Por todo o seu trajeto. E quando lá chegar Não esqueça que mandei um abraço pro mar! Missias.

⁠ Eis que na calada da noite surge-me uma alma inspiradora ; O vento que leva,
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⁠ Eis que na calada da noite surge-me uma alma inspiradora ; O vento que leva, A chama que carrega, A lua que trafega, O pássaro que não voa, Os insiviseis a toa, O homem que explora, A nascente que chora; E essa alma inspiradora, Ao houvir uma cantiga aliciadora Me faz esquecer o ego como um cego Atravessar a noite ... Deixei-me sonhar.. Missias / agosto/20